Desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, tecnologia já tem patente concedida e contrato de licenciamento com o setor produtivo
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, venceu o Prêmio Iguassu Valley na categoria Instituições de Ensino e Pesquisa, da modalidade Inovação de Produto ou Serviço. A divulgação foi nessa quinta-feira (17), em cerimônia durante o Summit Iguassu Valley 2026, realizado em Foz do Iguaçu.
O prêmio reconheceu o projeto destaque em inovação “SAFEGRAIN – Plataforma Tecnológica Patenteada para Secagem Segura de Grãos e Eliminação dos Riscos de Incêndios e Explosões”. A inovação consiste em um dispositivo voltado à detecção precoce de incêndios em secadores de grãos, contribuindo para aumentar a segurança das operações por meio do monitoramento contínuo de diferentes variáveis do processo de secagem, com foco ainda em eficiência e sustentabilidade.
A pesquisa é resultado da tese de doutorado desenvolvida por Luís Eduardo Zarpellon no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PEQ) da Unioeste de Toledo, sob orientação do professor Camilo Freddy Mendoza Morejon, em conjunto com o pesquisador Andy Avimael Saavedra Mendoza.
Os inventores fizeram o registro da patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que foi deferido em abril deste ano, com a carta-patente “Equipamento com leitos modulares para a secagem de grãos com ar desidratado e troca de calor por contato indireto”. Em junho, foi assinado o primeiro contrato de licenciamento de patente com a empresa Pigma Desenvolvimentos LTDA, por meio da Agência de Inovação – Unioeste INOVA.
Para o professor Camilo Morejon, o projeto representa um exemplo concreto de como a pesquisa acadêmica pode percorrer todo o ciclo da inovação: problema real, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, propriedade intelectual, inovação com potencial de transferência para o setor produtivo.
“É um reconhecimento não apenas de um projeto, mas da capacidade de transformar conhecimento científico em ativo tecnológico e potencial impacto econômico e social. É também uma demonstração da capacidade instalada nas universidades públicas paranaenses e do papel estratégico da Unioeste na construção de um ecossistema de inovação cada vez mais forte no Oeste do Paraná”, afirma.
Presente na premiação, o reitor da Unioeste, Alexandre Webber, destacou o orgulho da instituição pela conquista e parabenizou a equipe. “É fundamental a transformação que a universidade pública pode fazer na região”. Para ele, o equipamento patenteado oferece respostas a demandas locais urgente. “Vivemos acidentes aqui na região, de incêndios em silos. O pesquisador é um bombeiro que, vendo isso, produziu uma solução que pode modificar muito a segurança dos silos e secadores da nossa região, uma região agrícola”.
Camilo Morejon defende que a trajetória desta tecnologia reafirma uma convicção que ele considera fundamental. “Universidade que pesquisa, protege, transfere e transforma conhecimento contribui diretamente para o desenvolvimento tecnológico e territorial”, reitera. No evento, o professor foi representado pelo mestrando Rafael Closs, também do PEQ, que recebeu a premiação.
EVENTO – Em sua quarta edição, o Summit Iguassu Valley 2026 reúne empresas, startups, universidades, pesquisadores e poder público nos dias 17 e 18 de setembro, no Complexo Quinta das Marias, em Foz do Iguaçu. A programação conta com cerca de 40 palestrantes em áreas como agronegócio, inteligência artificial, indústria e ciência, conectando mercado, academia e poder público.
Integrado ao evento, o Prêmio Iguassu Valley reconhece iniciativas, soluções e resultados inovadores em organizações públicas e privadas no Oeste do Paraná, avaliando propostas em três modalidades com quatro categorias cada.
Fonte: Unioeste





