Da Redação
Com estoques que precisam de reposição constante, rede estadual destaca a importância da doação regular para garantir o atendimento a mais de 380 hospitais públicos e filantrópicos do Paraná
A doação de sangue não deve acontecer apenas em momentos de emergência. Para manter a estabilidade do atendimento na rede pública de saúde, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a necessidade de doações regulares e faz um chamado especialmente aos voluntários frequentes que estão afastados das unidades nos últimos meses.
O abastecimento contínuo da hemorrede é fundamental porque o sangue e seus componentes possuem prazo de validade limitado. Atualmente, as equipes trabalham na reposição dos tipos O negativo e O positivo, mas doadores de todos os tipos sanguíneos são importantes para manter os estoques em níveis seguros.
A maior procura pelos tipos O está relacionada à ampla utilização em atendimentos hospitalares e de urgência. O O positivo é o tipo sanguíneo mais comum e apresenta grande demanda na rotina dos hospitais. Já o O negativo é considerado doador universal de hemácias e pode ser utilizado em situações emergenciais, quando não há tempo suficiente para identificar a tipagem do paciente.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mantém uma estratégia integrada para evitar desabastecimentos. O Hemepar opera em conjunto com unidades de diferentes regiões do Paraná e, quando uma delas registra redução nos estoques, outras podem auxiliar no remanejamento das bolsas. A logística integrada permite manter o atendimento de forma contínua em todo o Estado.
Os números também mostram o envolvimento dos paranaenses com a doação de sangue. Em 2023, foram coletadas 187.128 bolsas no Paraná. O número subiu para 203.925 em 2024 e chegou a 214.377 em 2025. Em 2026, os registros parciais já ultrapassam 142 mil doações.
As coletas são realizadas em 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que abastece mais de 380 hospitais públicos e filantrópicos. Na região Noroeste, o Hemonúcleo de Maringá integra essa estrutura, juntamente com unidades localizadas em municípios como Campo Mourão, Paranavaí, Umuarama e Apucarana.
Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 quilos e apresentar documento oficial com foto. Pessoas menores de 18 anos precisam estar acompanhadas pelo responsável legal.
Os homens podem doar a cada dois meses, respeitando o limite de quatro doações por ano. Para as mulheres, o intervalo é de três meses, com limite de três doações anuais.
A orientação da Sesa é que os voluntários realizem o agendamento prévio antes de comparecer às unidades. A medida ajuda a organizar o atendimento, reduzir o tempo de espera e garantir maior agilidade no processo de doação.
Mesmo quem não possui sangue O pode ajudar. A manutenção dos estoques depende da participação de doadores de todos os tipos sanguíneos, tornando a doação regular uma atitude essencial para que hospitais tenham sangue disponível quando um paciente precisar.





