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Diácono Mayron Fabricio de Oliveira será ordenado padre neste sábado em Toledo

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O diácono Mayron Fabricio de Oliveira será ordenado padre neste sábado (1º), em celebração presidida por Dom João Carlos Seneme, na Paróquia São Pedro e São Paulo, em Toledo. Foto: divulgação

Da Redação

Natural de Toledo, futuro sacerdote relembra a infância na Vila Pioneiro, o despertar da vocação e fala sobre a missão da Igreja diante dos desafios da sociedade atual

A Diocese de Toledo viverá um momento especial neste sábado (1º), com a ordenação presbiteral do diácono Mayron Fabricio de Oliveira. A celebração será presidida pelo bispo diocesano, Dom João Carlos Seneme, às 9h30, na Paróquia São Pedro e São Paulo, na Vila Operária.

Aos 34 anos, Mayron conclui uma caminhada de oito anos de formação no Seminário Maior Maria Mãe da Igreja, período dedicado aos estudos de Filosofia e Teologia e ao discernimento vocacional. Natural de Toledo e criado na região da Vila Pioneiro, ele falou à Gazeta de Toledo sobre sua infância, o chamado ao sacerdócio, as pessoas que marcaram sua caminhada e a missão que pretende exercer como padre.

Gazeta de Toledo – De que maneira foi a sua vida na Vila Pioneiro?

Diácono Mayron – Sou natural de Toledo, cidade onde nasci e sempre residi. Passei meus primeiros anos na Vila Pioneiro, especificamente na região da Redondesa, dentro do território da Paróquia São Pedro e São Paulo. Até os 12 ou 13 anos participei da Comunidade São José Operário. Posteriormente, minha família mudou-se para a região entre a Comunidade São João Batista, no Jardim Maracanã, e a Comunidade São Vicente de Paulo, na Boa Esperança. Toda a minha trajetória comunitária e religiosa desenvolveu-se nesses locais.

Quanto à minha formação, estudei inicialmente no CAIC do Jardim Maracanã e, depois, no Colégio Estadual Jardim Maracanã. Mais tarde, concluí o curso técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola de Toledo. Após esse período, iniciei minha trajetória profissional em uma empresa local e cursei Agronomia na PUC-PR até o quarto ano, quando a vocação sacerdotal voltou a falar mais forte.

Guardo excelentes recordações dessa fase. Foi um período de muito aprendizado e convivência com pessoas que se tornaram amigas para toda a vida. Tive uma infância muito feliz, marcada pelas brincadeiras na rua com os vizinhos. Nossa casa era sempre muito movimentada, o que minha mãe costumava comparar a uma creche. Cresci ao lado das minhas duas irmãs: a mais velha sempre teve um jeito protetor, enquanto a mais nova compartilhava comigo todas as brincadeiras e momentos que marcaram nossa infância.

Gazeta de Toledo – Como aconteceu o seu despertar vocacional?

Diácono Mayron – Meu despertar vocacional remonta à infância, quando manifestei o desejo de seguir a vida religiosa. Naquela época, essa aspiração era frequentemente desencorajada por pessoas ao meu redor, que acreditavam ser apenas uma fase passageira. Minha vivência era marcada pelo convívio com os frades franciscanos, especialmente por influência da minha avó materna, que frequentava o Santuário de Fátima. Durante nossas visitas, eu dizia que queria entrar para o seminário e morar lá.

Com o passar do tempo, meus interesses seguiram outros caminhos e, ao ingressar no Colégio Agrícola, deixei esse desejo de lado. Foi somente durante o curso de Agronomia que, ao participar de uma missa vocacional na Paróquia Menino Deus, celebrada pelo então padre Jossiel, recebi um novo convite para conhecer o seminário. Aceitei esse chamado e iniciei um período de discernimento sob a orientação do padre Juarez. No ano seguinte, ingressei no Seminário Maior Maria Mãe da Igreja, em Toledo.

Gazeta de Toledo – Quais pessoas marcaram essa caminhada vocacional?

Diácono Mayron – Sempre houve pessoas muito importantes nessa trajetória, que caminharam ao meu lado, me incentivaram e rezaram por mim. Em primeiro lugar, destaco minha família, que me deu apoio incondicional desde a decisão de ingressar no seminário.

Também agradeço às comunidades do Jardim Maracanã e da Boa Esperança, que sempre me acolheram e incentivaram. Costumo dizer que o padre Nelton acompanhou toda essa caminhada. Foi ele quem assinou minha carta de admissão ao seminário e me orientou durante os seis anos em que permaneci em São Paulo. Hoje é uma grande alegria poder trabalhar ao lado dele em Nova Aurora, iniciando meu ministério sob sua orientação.

Gazeta de Toledo – A ordenação sacerdotal acontece neste sábado. Como está o coração neste momento?

Diácono Mayron – É uma emoção difícil de descrever. É uma alegria profunda que transcende as palavras ao pensar nesse momento de comunhão e partilha. O próximo sábado será um marco na minha vida: o dia da minha ordenação e do meu envio em missão.

Gostaria de convidar toda a comunidade para participar dessa celebração, que acontecerá no dia 1º de agosto, às 9h30, na Paróquia São Pedro e São Paulo. É uma imensa alegria receber o Sacramento da Ordem justamente na minha paróquia de origem, onde recebi todos os sacramentos e onde começou minha caminhada de fé.

Após a celebração, haverá um almoço na Comunidade São José Operário, ao valor de R$ 60. No dia 2 de agosto, presidirei minha primeira missa como padre na Comunidade São Vicente de Paulo, na Boa Esperança, seguida de almoço ao valor de R$ 35. Já no dia 8 de agosto, celebrarei minha primeira missa na Paróquia São Roque, em Nova Aurora, durante a novena em honra ao padroeiro.

Será uma grande alegria contar com a presença e as orações de todos.

Gazeta de Toledo – Como o senhor espera contribuir com a sociedade por meio da sua missão sacerdotal, diante dos desafios do mundo atual?

Diácono Mayron – Compreendo que meu chamado é caminhar lado a lado com o povo de Deus, partilhando suas alegrias e seus sofrimentos. Ser padre é, essencialmente, estar inserido na comunidade, anunciando a Palavra de Deus e sendo instrumento de comunhão.

O lema que escolhi para minha ordenação — “Eu sou a videira e vós sois os ramos” — expressa justamente a necessidade de permanecermos unidos a Cristo, que é a videira verdadeira.

Vivemos uma nova revolução, marcada pelo avanço da inteligência artificial e pela velocidade das informações. A Igreja não apenas pode, como deve estar presente nesses espaços, anunciando o Evangelho e ajudando as pessoas a encontrarem o caminho da santidade.

Sempre me inspirei no exemplo dos santos, especialmente Santo Antônio e São Francisco. Ao receber a data da minha ordenação, busquei também a intercessão de Santo Afonso Maria de Ligório. Ao conhecer sua história, encontrei o exemplo de um homem que foi um gigante em seu tempo. Esse também é o meu propósito: ser um sacerdote que, movido pela fé e pelo serviço, saiba responder com grandeza aos desafios e às necessidades do nosso tempo.

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