Durante o espaço destinado às entidades organizadas de Toledo, a Assuinoeste levou ao público uma mensagem de valorização da suinocultura regional, mas também de alerta sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados. Coube ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Toledo, Leoclides Bisognin, resgatar a trajetória da entidade, destacar a importância histórica da atividade para o desenvolvimento econômico do Oeste do Paraná e defender medidas concretas para solucionar problemas como a destinação das carcaças de animais e o manejo dos dejetos da produção.
De volta à casa Legislativa
Após um ano e oito meses afastado dos eventos da entidade, Leoclides Bisognin iniciou sua participação destacando a satisfação em retornar à Assuinoeste, ressaltando a importância da associação para a defesa dos produtores e cumprimentando a diretoria liderada pelo presidente Delmar Brice.
Presente na fundação
Um dos momentos mais marcantes do discurso foi o resgate histórico da criação da Assuinoeste. Bisognin lembrou que participou da assembleia de fundação da entidade, realizada em 1975, quando atuava como inspetor de grãos do Estado do Paraná. Segundo ele, acompanhar mais de cinco décadas da associação é motivo de orgulho.
Sadia mudou a história de Toledo
O ex-vereador fez uma longa retrospectiva da chegada da Sadia ao município, em 1964, afirmando que a decisão da empresa de investir em Toledo transformou completamente a economia regional. Para ele, a integração entre agroindústrias e produtores consolidou o município como referência nacional na produção de suínos.
Pequenas propriedades fizeram a diferença
Bisognin destacou que Toledo foi escolhido pela Sadia em razão da predominância de pequenas propriedades rurais, ocupadas principalmente por famílias vindas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que já possuíam tradição na criação de suínos.
Maior produtor do Brasil
Em sua fala, Leoclides lembrou que Toledo ocupa hoje a posição de maior produtor de suínos do país, com um plantel próximo de um milhão de animais, consolidando-se também como líder do Valor Bruto da Produção Agropecuária do Paraná.
Homenagem aos pioneiros
O ex-presidente da Câmara também fez referência ao trabalho de lideranças como Attilio Fontana, fundador da Sadia, e Egídio Munaretto, apontados como personagens fundamentais para a consolidação da integração e do crescimento da cadeia produtiva na região.
Carcaças: problema precisa de solução definitiva
Um dos principais pontos abordados foi o recolhimento e a destinação das carcaças de animais. Bisognin elogiou o trabalho desenvolvido em parceria entre Governo do Estado, Adapar, IAT, Ministério Público, Comarium e Assuinoeste, mas reforçou que o setor precisa avançar para garantir uma solução permanente aos produtores.
Respeito ao produtor rural
Leoclides defendeu que a suinocultura somente continuará forte se houver equilíbrio na relação entre produtores e agroindústrias. Segundo ele, ambos dependem um do outro e precisam dividir responsabilidades e resultados para manter a atividade sustentável.
Dejetos seguem como desafio
Além das carcaças, o ex-vereador afirmou que o manejo dos dejetos da produção continua sendo uma das principais preocupações da cadeia produtiva. Para ele, o sistema atual precisa evoluir com novas tecnologias e políticas públicas que garantam segurança ambiental e econômica.
Suinocultura é atividade permanente
Encerrando sua manifestação, Bisognin lembrou que a mortalidade faz parte da atividade pecuária e que, justamente por isso, é indispensável que o setor disponha de mecanismos eficientes para o recolhimento de animais mortos e para o tratamento adequado dos resíduos, garantindo dignidade ao produtor e sustentabilidade à principal cadeia da economia regional.
Recolha legalizada ganha defesa da Assuinoeste

O coordenador técnico da Assuinoeste, Edson Pacheco, reforçou que o projeto de recolha de carcaças desenvolvido em Toledo segue rigorosamente a legislação federal e estadual. Segundo ele, o sistema está amparado pela Instrução Normativa nº 48 do Ministério da Agricultura, pela regulamentação da Adapar e por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre Prefeitura, Ministério Público, IAT, Adapar, Assuinoeste e a empresa responsável pelo processamento. Pacheco também criticou a pressão exercida por algumas integradoras para que produtores deixem de utilizar o serviço, defendendo que a recolha legalizada é um direito do suinocultor e uma solução ambientalmente segura para o destino de animais mortos.





