Da Redação
Chefe da 20ª Regional da Saúde destaca avanço histórico para proteção de gestantes e bebês
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, iniciou na sexta-feira (5) a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). As aplicações começaram 48 horas após o recebimento do novo imunizante, destinado a proteger recém-nascidos de até seis meses contra a bronquiolite. A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
O Paraná recebeu 37.120 doses, distribuídas entre as 22 Regionais de Saúde. Para Toledo, a estimativa inicial é de cerca de 500 doses, quantidade considerada adequada para atender o grupo imediato de gestantes com mais de 28 semanas.
O chefe da 20ª Regional da Saúde do município de Toledo, Dr. Fernando Pedrotti, destacou a relevância do início da vacinação.
“É um momento muito especial para nós da saúde pública. Nesta sexta-feira, conseguimos iniciar a distribuição das vacinas contra o vírus sincicial respiratório para serem aplicadas nas gestantes a partir de 28 semanas de gravidez”.
Segundo ele, a quantidade recebida para Toledo foi calculada com base no número de gestações em andamento.
“Temos em torno de 1.500 gestantes no município neste momento. Estimamos que cerca de um terço delas já esteja com 28 semanas ou mais, o que aproxima o número de 500 gestantes aptas a receber a vacina neste primeiro momento”.
O chefe da Regional reforça que novas remessas devem chegar nos próximos dias.
Proteção histórica e segura
Pedrotti destacou que a vacina representa um marco para o SUS.
“Historicamente, essa proteção só estava disponível para bebês prematuros, com o medicamento conhecido como Palivizumabe. Agora, conseguimos ampliar o acesso para todas as gestantes, e isso garante que o bebê já nasça protegido”.
Ele reforça que o VSR é uma das principais causas de internação por problemas respiratórios em bebês.
“Essa infecção costuma se manifestar como bronquiolite, uma inflamação dos bronquíolos. É grave porque afeta bebês nos primeiros seis meses de vida. Estamos falando da principal causa de internações e até de transferências para UTI pediátrica”.
Além dos benefícios clínicos, o impacto financeiro para o SUS também é expressivo.
“Cada dose custa cerca de R$ 1.600. Disponibilizar isso gratuitamente às gestantes é um grande avanço, uma conquista para a saúde pública e para a garantia de direitos”.
Orientação para as gestantes
Pedrotti faz um apelo às mulheres que já atingiram 28 semanas:
“Não deixe de buscar a vacina. Aproveite a ida ao pré-natal — que já ocorre a cada duas semanas nessa fase e, no último mês, semanalmente — e garanta essa proteção”.
Ele ressalta que as consequências positivas serão percebidas em toda a rede de saúde.
“Teremos impacto direto na redução de internações, na ocupação de leitos de UTI pediátrica e até no número de óbitos infantis. É algo fantástico, que nos enche de alegria e mostra o SUS avançando”.





