Raul Augusto Barro de Oliveira e Fábio Ferreira Siqueira foram mortos em confronto com a PM. Foto: Montagem/Gazeta de Toledo

Por Fernando Braga

Após o latrocínio cometido na manhã desta quarta-feira (21) em Toledo, as equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil agiram rapidamente, mataram os dois criminosos que tiraram a vida do segurança Edilson Bremm e prenderam o restante da quadrilha.

Raul Augusto Barro de Oliveira, de 22 anos, e Fábio Ferreira Siqueira, de 30 anos, foram mortos durante confronto com a Polícia Militar no Colégio Olívio Beal.

Eles não são moradores de Toledo e estavam desde ontem na cidade. Ao todo, eram quatro rapazes que vieram de fora. Originários de cidades distintas, como Medianeira, Matelândia e Pérola D’Oeste, eles já haviam praticado alguns assaltos na região antes de chegar a Toledo. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o bando veio com o propósito de dar sequência a onda de assaltos que estava cometendo. Eles passaram a noite na casa de garotas, em um endereço próximo da 20ª Subdivisão de Polícia. Na residência, eles consumiram drogas ilícitas e bebidas alcoólicas.

Ao amanhecer, Raul e Fábio pediram o carro que o grupo usava. Um dos comparsas era o responsável pelo automóvel, que tem placas de Medianeira, e entregou a chave a eles. Já com a intenção de cometer mais um crime, a dupla disse que ia em busca de bebidas e em seguida foi até a loja de conveniência Bagdá, situada na Avenida Parigot de Souza, onde tentaram o assalto que resultou na morte do segurança Edilson.

O latrocínio

Pouco depois das 07 horas, a dupla chegou a Bagdá Conveniência. Fábio ficou no carro, como “piloto de fuga”. Raul entrou na loja, foi até o caixa e se virou para o segurança Edilson, que percebeu algo de estranho e esboçou reação. Raul sacou a arma e Edilson atirou, acertando o criminoso no pescoço. O disparo acertou o assaltante de raspão e durante a troca de tiros, o segurança se abaixou e ficou no chão para dificultar a mira e o alcance do marginal. Porém, a arma de Edilson, que estava devidamente registrada na Polícia Federal, falhou e o bandido se aproveitou da situação para executá-lo.

Ferido, Raul correu para o carro e junto com o comparsa tentaram retornar ao imóvel que servia de abrigo para a quadrilha. Como os dois eram de fora, não conheciam a cidade e telefonaram para o restante do grupo, solicitando informações das garotas para encontrar o caminho de volta à casa. Eles ficaram perdidos e não encontraram o trajeto correto. A demora deles em retornar, facilitou as buscas feitas pelos policiais militares, que os alcançaram e os encurralaram.

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Ao serem localizados pela PM, eles reagiram e houve troca de tiros, que resultou na morte dos dois. O local onde a dupla foi encurralada fica próximo da residência onde passaram a noite com os comparsas e algumas mulheres. Apesar de terem sido alvejados pelos militares depois que saíram do carro (um morreu na rua e o outro dentro do Colégio Olívio Beal), os policiais encontraram muito sangue dentro do veículo, proveniente do tiro que Raul levou do segurança.

A prisão da quadrilha

Assim que tomou conhecimento do confronto, o responsável pelo carro ligou para a polícia apresentando uma falsa queixa de furto. O intuito dele era despistar os policiais, dizendo que o automóvel, um Gol de cor prata, havia sido levado por ladrões e que desconhecia seu paradeiro. Ele queria se desvincular dos responsáveis pelo latrocínio, mas foi rapidamente localizado e desmascarado.

Equipes da 20ª SDP identificaram o local de onde partiu a chamada e os policiais civis foram até a residência das mulheres, que fica na Rua Epitácio. Além das moradoras, identificadas como garotas de programa, os policiais encontraram Diogo Possenti, de 29 anos, e Alichandler Kuzniewski, de 23. Mesmo alegando que o automóvel teria sido furtado, eles não conseguiram se livrar das evidências mais contundentes do envolvimento com o latrocínio: as ligações telefônicas registradas nos celulares, demonstraram que mantiveram contato com os outros marginais durante e depois do assassinato.

Diogo e Alichandler receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Cadeia Pública de Toledo. Assim como os comparsas mortos no confronto, eles possuem passagens pela polícia. As garotas estão sendo investigadas, mas a princípio não tiveram envolvimento com os crimes e por isso foram ouvidas e liberadas.

O Gol utilizado pela quadrilha está registrado em nome de outra pessoa, que reside em Matelândia. Essa pessoa terá agora que explicar à polícia o que o veículo estava fazendo de posse dos criminosos.