Empreendimento do programa Viver Mais Paraná prevê a construção de 40 moradias para idosos de baixa renda. Foto: Gazeta de Toledo
Da Redação
Empreendimento do programa Viver Mais, do Governo do Paraná, deveria ser entregue em setembro de 2026, mas moradores temem atraso e cobram retomada dos trabalhos
As obras do Condomínio do Idoso, que está sendo construído no Jardim Coopagro, em Toledo, estão praticamente paralisadas e têm gerado preocupação entre os moradores da região. O empreendimento faz parte do programa Viver Mais Paraná, do Governo do Estado, e prevê a construção de 40 moradias destinadas a idosos de baixa renda. Apesar da importância social do projeto, a movimentação no canteiro de obras é mínima, levantando dúvidas sobre o cumprimento do prazo de entrega.
De acordo com a placa da obra, a conclusão está prevista para 10 de setembro de 2026, em um investimento próximo de R$ 8 milhões. No entanto, faltando pouco mais de dois meses para o prazo final, diversas residências ainda estão sem cobertura e longe da fase de acabamento.
O terreno onde o condomínio está sendo construído pertencia à Associação de Moradores do Jardim Coopagro e, por muitos anos, abrigou um tradicional campo de futebol da comunidade. Posteriormente, a área foi doada pelo município ao Governo do Paraná para viabilizar a implantação do empreendimento, cuja execução é de responsabilidade da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).
Após a conclusão das obras, o patrimônio será repassado ao município, que ficará responsável pelo cadastramento e seleção dos idosos que irão residir no local.
Parte das casas já recebeu cobertura, enquanto outras ainda estão em fase estrutural; moradores relatam preocupação com materiais expostos ao tempo. Foto: Gazeta de Toledo
Moradores cobram retomada das obras
O conselheiro da Associação de Moradores do Jardim Coopagro, Adenir Signor, afirma que o bairro recebeu o projeto com entusiasmo, mas hoje convive com a frustração diante da paralisação.
“Quando iniciou o projeto, a gente se empolgou. Começaram com uma equipe grande, fizeram as bases das casas e levantaram rapidamente as estruturas. Depois a obra parou, voltou e parou novamente. Hoje vemos algumas casas cobertas e outras nem isso. Tem madeira que já está apodrecendo porque ficou exposta ao tempo”, lamenta.
Segundo ele, pelo estágio atual da construção, dificilmente o condomínio será entregue dentro do prazo previsto.
“Só de acabamento interno dessas 40 casas já é um trabalho enorme. Para entregar até setembro, sinceramente, acho impossível.”
Expectativa deu lugar à preocupação
Além da demora, os moradores destacam que o empreendimento representa uma importante política pública para atender idosos que necessitam de moradia e convivência comunitária.
“Criou uma expectativa muito grande. Existem idosos esperando por essas casas e agora vemos tudo praticamente abandonado. Isso preocupa toda a comunidade”, afirma Adenir.
Apesar da paralisação, ele elogia a qualidade da construção.
“A Cohapar costuma fazer obras de qualidade. As casas têm boa estrutura e material de qualidade. O problema não é o projeto, é a paralisação.”
O conselheiro da Associação de Moradores do Jardim Coopagro, Adenir Signor, cobra a retomada das obras e teme atraso na entrega do condomínio. Foto: Gazeta de Toledo
Local foi escolhido pela estrutura do bairro
Na avaliação do conselheiro, o condomínio foi planejado em uma área estratégica do Jardim Coopagro, próxima de diversos equipamentos públicos.
“Quando devolvemos esse terreno para o município, pensamos justamente nisso. Os futuros moradores terão a associação, a igreja, o CERTI, o Centro da Juventude e outros serviços muito próximos. É um excelente local para os idosos viverem.”
Material pode ser perdido
Outra preocupação é o risco de deterioração dos materiais já instalados.
“Tem madeira exposta ao tempo. Se a obra continuar parada por muitos meses, parte desse material pode ser perdida. É dinheiro público que acaba sendo desperdiçado”, alerta.
Segundo Adenir, a comunidade espera que o Governo do Estado retome os trabalhos o quanto antes para evitar novos atrasos e garantir que o condomínio cumpra sua função social.
O programa Viver Mais Paraná prevê a implantação de condomínios destinados à população idosa em diversas cidades paranaenses. Os moradores pagam um aluguel social correspondente a 15% do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 227,70, e contam com espaços de convivência e infraestrutura voltada ao envelhecimento com qualidade de vida.