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Jesus se aproximou, segurou a sua mão e ajudou-a levantar-se

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

Jesus é a Palavra de Deus que se fez presença em nosso meio, é o Evangelho de Deus, a alegria de Deus, é o Emanuel, Deus-conosco. Diante do homem aflito que quer compreender o seu sofrimento, Deus responde com sua Palavra que fez carne, se manifestou como um Homem compassivo, como um Homem das dores. Jesus é a resposta do Pai.

Os gestos de misericórdia de Jesus em relação aos oprimidos pelo mal e pelas doenças são um sinal da presença do Reino de Deus. Os milagres, portanto, são sinais de que o Reino chegou e já está se realizando, por isso o convite: “Convertei-vos e crede na boa-nova”. A verdadeira conversão se dá através da compreensão e acolhida do amor de Deus. Deus é um pai misericordioso que vai ao encontro de quem o busca. É somente através desta experiência que acontece a mudança de vida, de mente e de coração. É este o convite de Jesus: “deixem-se contagiar por esta maravilhosa verdade!”.

Jesus tem consciência de ter sido enviado para uma missão: anunciar o reino de Deus. Ele realiza esta missão de modo itinerante, aproximando-se das pessoas, onde elas vivem, moram e trabalham: “Jesus percorria todas as cidades e vilas, ensinando em suas sinagogas, pregando a boa-nova do Reino e curando todas as doenças e enfermidades” (Mc 9,35).

Jesus “sai da sinagoga”, nos afirma o evangelho deste domingo (Mc 1,29-39), ele sai do lugar onde o ser humano esperava encontrar uma resposta de Deus às suas perguntas, e onde o Mestre já tinha deixado os seus ouvintes maravilhados ao ensinar a verdade de Deus, mais com obras do que com palavras: isto é, libertando o ser humano da opressão (cura do endemoninhado).

Em Jesus, Deus “sai” de si mesmo, ou melhor, da forma divina em que o homem estava habituado a reconhecê-lo. Ele é verdadeiro em sua promessa de amizade inusitada e coloca-se na cruz por nós.

Jesus cura a sogra de Pedro: “Ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a se levantar”. É um gesto de um amigo compassivo.  “Levantar” (é o mesmo verbo usado na linguagem do Novo Testamento para indicar a ressurreição de Cristo). Jesus “se levanta de noite para rezar”: é através do silêncio que o Pai responde ao ser humano como responde a Jesus. Um diálogo que agora só conhece a forma da pergunta: “Meu Deus, por quê?”. É a mesma pergunta de Jó (primeira leitura). Jesus é a resposta de Deus às inquietações do ser humano.

Através da cura da mulher, Jesus revela que é o Senhor, é o Senhor da vida, tem poder sobre os demônios sobre a vida e a morte. Não há necessidade de dizer alguma palavra, somente toma a mulher pela mão, levanta-a e ela está curada.

A Igreja dos homens e mulheres de fé recebeu a Palavra que revela compaixão, a resposta à pergunta que nos aflige: tomar pela mão e ressuscitar. No mesmo instante, a “febre desapareceu e ela começou a servi-los”.

O serviço ao Senhor não é fácil, muitas vezes nos sentimos sobrecarregados, sufocados pela falta de esperança e sem vontade em assumir nossa missão de batizados. Servir ao Senhor não é permanecer em nossa área de conforto, mas arriscar-se e ir ao encontro dos irmãos necessitados. Peçamos ao Senhor que nos dê a coragem suficiente de sermos instrumentos de sua paz.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2808 – 13/02/2026

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