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Coronel Araújo assume comando dos Bombeiros no Oeste

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O coronel Rogério Lima de Araújo é o novo comandante do 3º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, responsável pelas operações da corporação em 94 municípios do Oeste e Sudoeste do Paraná. E a chegada tem um significado especial: Araújo retorna a Cascavel, cidade onde nasceu, trabalhou por 18 anos e recebeu o título de cidadão honorário.

A mudança de comando também marca a aposentadoria do coronel Antônio Schinda, após 35 anos de dedicação ao Corpo de Bombeiros, cinco deles à frente do 3º Comando Regional. Araujo, que reside em Toledo e mantém muitos amigos na cidade, deixa um importante legado na corporação.

Fotos- MG

Agora, Araújo assume a missão de dar continuidade a esse trabalho e enfrentar os desafios de uma das maiores áreas de atuação dos Bombeiros no Paraná. Para Toledo, fica também o registro de uma relação próxima: o novo comandante retorna à região onde construiu parte importante de sua trajetória profissional. MATÉRIA COMPLETA – https://gazetadetoledo.com.br/coronel-rogerio-lima-de-araujo-assume-o-3o-comando-regional-do-corpo-de-bombeiros-em-cascavel/

Toledo produz bilhões. Terra Roxa dá o exemplo — e quem produz pede respeito

Toledo produz R$ 5,16 bilhões no agro, lidera o VBP do Paraná há 13 anos consecutivos e tem na suinocultura um dos grandes motores dessa riqueza. Mas, enquanto o produtor faz sua parte e coloca o município no topo, ainda enfrenta problemas básicos, como as constantes quedas de energia e os prejuízos provocados pela falta de um fornecimento confiável.

Terra Roxa está dando o exemplo: diante das reclamações, o Ministério Público chamou a população, os produtores e a concessionária para uma audiência pública e colocou o problema na mesa.

E Toledo? Uma cidade que produz bilhões também precisa aprender a cobrar bilhões de respeito por quem produz. Porque quem coloca Toledo no topo não pode continuar sendo tratado como se estivesse pedindo um favor.

O campo produz, a luz cai e a conta fica para o produtor

A audiência pública de Terra Roxa deveria servir de inspiração — ou, no mínimo, de cobrança — para Toledo. Lá, o Ministério Público decidiu ouvir a população e cobrar respostas sobre as falhas no fornecimento de energia. Aqui, o problema também é antigo, os prejuízos são reais e as reclamações se acumulam.

Toledo produz, gera riqueza e sustenta uma cadeia gigantesca do agronegócio. Mas basta uma queda de energia para o pequeno produtor descobrir que, na hora do prejuízo, a promessa de investimento não paga a conta.

E fica a provocação aos nossos homens públicos: se outras cidades estão se mobilizando, por que Toledo continua esperando?

Será falta de problema ou falta de quem compre a briga?

Toledo, o agro que não para de crescer

Toledo não é potência do agronegócio por acaso. Os números mostram isso. Em apenas um ano, o Valor Bruto da Produção Agropecuária saltou de R$ 4,72 bilhões para R$ 5,16 bilhões. Foram R$ 439,9 milhões a mais movimentados no campo, crescimento de 9,32%.

E por trás dos bilhões não existem apenas planilhas e estatísticas. Existem famílias, produtores, trabalhadores e toda uma cadeia que acorda cedo e enfrenta os riscos da produção para fazer Toledo continuar no topo.

Quase R$ 2 bilhões saem da suinocultura

A suinocultura sozinha movimentou R$ 1,96 bilhão em Toledo e representa aproximadamente 38% de todo o VBP municipal. É um número que impressiona, mas fica ainda maior quando colocado ao lado da avicultura: os dois setores juntos respondem por mais de 58% de toda a riqueza agropecuária produzida no município.

Ou seja, quando se fala que Toledo é uma potência do agro, não é força de expressão. É dinheiro circulando, emprego sendo gerado e milhares de famílias vivendo de uma cadeia produtiva que coloca o município em posição de destaque no Paraná e no Brasil.

200 mil suínos por lote: a força por trás do número

Por trás dos R$ 1,96 bilhão da suinocultura também existe uma estrutura organizada. A Assuinoeste, que completa 50 anos, reúne atualmente 127 associados, com média de 1.500 animais por propriedade. Juntos, esses produtores movimentam aproximadamente 200 mil suínos por lote.

É uma demonstração de que o associativismo não é apenas discurso bonito. Quando produtores se unem para defender seus interesses, buscar soluções e enfrentar desafios sanitários, ambientais e de mercado, toda a cadeia se fortalece.

O agro cresce, mas quem paga a conta do risco?

O VBP de Toledo chegou a R$ 5,16 bilhões, mas existe um detalhe que os números oficiais não mostram: o risco que fica no colo do produtor. O preço do suíno cai, o custo aumenta, a energia falta, as exigências ambientais apertam e, mesmo assim, a produção precisa continuar.

A suinocultura responde por quase 38% do VBP municipal, mas o produtor não tem garantia de preço, clima favorável ou mercado aquecido. Produzir quase R$ 2 bilhões em suínos é motivo de orgulho. Mas também deveria ser motivo para que poder público, entidades e empresas olhem com mais atenção para quem está na ponta dessa cadeia.

Porque o VBP registra o resultado. Quem enfrenta o risco para produzir é o produtor.

R$ 5,16 bilhões: o número que exige respeito ao produtor

Toledo atingiu R$ 5,16 bilhões no VBP e manteve sua posição de destaque no agronegócio paranaense. Mas esse resultado não pode servir apenas para alimentar discursos de orgulho municipal. Ele deveria servir também para lembrar que o campo precisa de infraestrutura, energia elétrica confiável, estradas, segurança sanitária, assistência técnica e políticas que deem condições para o produtor continuar investindo.

Porque é muito fácil comemorar o R$ 5,16 bilhões depois que ele aparece na estatística. Difícil é garantir as condições para que o produtor consiga chegar lá novamente no próximo ano.

E Toledo, que vive do agro, precisa entender que cuidar de quem produz não é favor. É proteger uma das maiores riquezas do município.

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Edição nº2827 – 28/07/2026

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