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Abril promete esquentar “mês da verdade na Câmara: quem vai salvar o ‘kit propina’?”

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O próximo mês de abril começará com temperatura política elevada. No dia 3 onde termina o prazo da chamada “janela partidária”, quando ocupantes de cargos eletivos podem trocar de partido sem risco de perder o mandato, assim como, quem ocupa cargo para se descompatibilizar.

É o momento em que muitos revelam, na prática, onde realmente pretendem estar nas próximas eleições. Fidelidade partidária, nessa hora, costuma ser um conceito bastante flexível.

O tabuleiro nacional e local

Encerrada a janela, o país também terá uma noção mais clara de quem são, de fato, os candidatos e as forças políticas que irão disputar o poder nas diferentes siglas e federações. As peças começam a se posicionar no tabuleiro. E, como sempre, alguns discursos mudam de tom quando a eleição se aproxima.

O caso do “kit propina”

Mas é no Legislativo de Toledo que a temperatura promete subir de verdade.

Está chegando ao fim o processo que definirá o destino político dos dois vereadores envolvidos no escândalo conhecido como “kit propina”. Os prazos estão se encerrando e, pelo que se comenta nos bastidores, o relator já teria o parecer praticamente pronto.

O peso do Ministério Público

O Ministério Público já fez sua parte: pediu penas de 7 e 10 anos de prisão, além da perda dos mandatos.

Essa posição, por si só, estabelece um parâmetro político e jurídico difícil de ignorar. Não é um detalhe qualquer. É um indicativo forte do tamanho da gravidade apontada nas investigações.

A matemática da cassação

Nos cálculos de bastidores, a conta é simples: 10 votos já estariam consolidados pela cassação.

Sobram sete vereadores que ainda terão de se posicionar. E aí entra um detalhe que pesa: o voto é aberto.

Ou seja, cada parlamentar terá que subir à tribuna e dizer, publicamente, de que lado está.

O peso do voto aberto

Votar é um ato político. Mas votar com o nome registrado e sob os olhos da população tem outro peso. A cidade inteira acompanha. E memória política costuma ser longa quando se trata de casos que abalam a credibilidade de um Legislativo.

Quem vai encarar a tribuna?

Resta saber quem terá disposição para subir à tribuna e votar contra a cassação. Entre os nomes que inevitavelmente estarão sob os holofotes estão Olinda Fiorentin, Caty Nascimento, Gabriel Baierle (em caso de empate), Japonês e Valdir. A pergunta que ecoa nos corredores da Câmara é simples: quem terá coragem de defender publicamente os vereadores envolvidos no escândalo?

A cidade está olhando

O plenário não estará vazio. A sociedade acompanha. E o recado já está dado: o voto será lembrado. Em política, há decisões que passam despercebidas. Outras ficam gravadas na história — e no julgamento do eleitor.

Abril decisivo

Se os prazos se confirmarem, tudo deve ser resolvido nos primeiros dez dias de abril. Será um momento decisivo para o Legislativo de Toledo.

Mais do que um julgamento individual, trata-se de um teste para a própria Câmara: mostrar se está disposta a virar a página ou a carregar o peso de mais um capítulo de desgaste institucional.

Copie Quatro Barras, vereador Chumbinho

Uma sugestão ao vereador Chumbinho Silva que vem sendo a bandeira de defesa dos produtores na questão COPEL. Em Quatro Barras, o Ministério Público do Paraná entrou com ação civil pública contra a Companhia Paranaense de Energia por falhas repetidas no fornecimento de energia.

O levantamento apontou 1.074 interrupções entre 2023 e 2025, com índices quase o dobro do limite permitido pela Aneel. A ação pede normalização do serviço e R$ 2 milhões por danos morais coletivos.

Fica a ideia. Caso precise de um dossiê, sobre os problemas da copel em Toledo, lhe disponho. Se funcionou lá, talvez seja o caminho para enfrentar o problema também em Toledo

A saúde pública de Toledo segue recebendo atenção e recursos importantes

Os números começam a aparecer — e são robustos. Levantamento apresentado pelo deputado federal Dilceu Sperafico indica que, desde 2023, mais de R$ 75 milhões foram viabilizados para Toledo por meio de articulações em Brasília.

A saúde ficou com a maior fatia: cerca de R$ 30,6 milhões em repasses ao longo dos últimos anos, incluindo recursos para Média e Alta Complexidade, atenção primária e apoio direto ao Hospital Bom Jesus de Toledo, que atende pacientes de 18 municípios da região.

Os valores cresceram ano a ano: pouco mais de R$ 6,2 milhões em 2023, R$ 17,5 milhões em 2024, R$ 31,2 milhões em 2025 e cerca de R$ 20,4 milhões já confirmados para 2026.

Na prática, o volume de recursos reforça o caixa da gestão do prefeito Mario Costenaro e ajuda a explicar por que a área da saúde segue no centro das prioridades administrativas.

No jogo político, a conta também é simples: recurso que chega vira obra, serviço e capital político. E, nesse quesito, Sperafico parece continuar jogando pesado em favor de Toledo.

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