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Três novos colégios para Toledo

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Foto: Secom

Toledo foi contemplada com três novos colégios estaduais por meio do programa Mais Escolas Paraná, iniciativa do Governo do Estado que prevê a construção de 40 unidades em 31 municípios paranaenses.

O anúncio foi oficializado nesta semana pelo governador Ratinho Junior, em Curitiba, com a participação do prefeito Mario Costenaro. Segundo o município, os investimentos previstos para as três unidades variam entre R$ 20 milhões e R$ 22 milhões por escola.

As novas estruturas serão implantadas em regiões estratégicas da cidade e ampliarão a oferta de vagas na rede estadual de ensino, acompanhando o crescimento populacional e a demanda educacional do município. Matéria completa: https://gazetadetoledo.com.br/toledo-e-contemplada-com-tres-novos-colegios-estaduais/

O vereador dos milhões sumiu da foto novamente?

Meu Urubuedil compareceu atento à cerimônia que oficializou a liberação de R$ 35 milhões para a nova estrutura hospitalar de Toledo. Chegou cedo, escolheu um bom poleiro e aguardou ansiosamente o momento em que o autoproclamado “vereador dos milhões” subiria ao palco para receber os aplausos pela façanha anunciada durante meses.

Esperou.

Esperou mais um pouco.

E continuou esperando.

No fim, assistiu aos discursos das autoridades estaduais, federais e dos verdadeiros articuladores políticos do investimento. Mas do vereador que dizia ter trazido rios de recursos para Toledo, nada. Nem discurso, nem destaque, nem protagonismo. Nem mesmo na foto oficial. E, desta vez, registre-se, não fui eu quem o deixou de fora.

O mais curioso é que aquele mesmo líder político tratado por alguns como uma “escora fincada em banhado” acabou recebendo os reconhecimentos públicos pela articulação dos recursos e dos novos investimentos destinados à saúde de Toledo.

Meu Urubuedil deixou o evento carregando uma dúvida que ainda não conseguiu responder:

Se alguém anuncia durante meses que foi responsável por trazer milhões para a cidade, por que não teve sequer espaço para apresentar o resultado da própria obra?

Talvez exista uma explicação perfeitamente plausível.

Ou talvez a distância entre o discurso e a realidade seja maior do que alguns imaginavam.

De qualquer forma, na cerimônia dos R$ 35 milhões, quem prometia ser protagonista assistiu tudo da plateia. E, na política, às vezes a foto oficial fala mais do que cem discursos.

A farra das diárias e os números que incomodam

Os números não mentem.

Levantamento realizado pela Gazeta de Toledo, com base em dados oficiais da Câmara Municipal, revela a evolução dos gastos com diárias ao longo dos últimos anos. Embora as diárias sejam um instrumento legal para custear deslocamentos de interesse público, os valores registrados em determinados períodos levantam questionamentos sobre critérios, necessidade e proporcionalidade dessas despesas.

Pelos dados atualizados, o maior volume de gastos foi registrado durante a presidência de Gabriel Baierle, em 2025, quando foram pagos R$ 236.907,19 em valores atualizados. Na sequência aparecem Dudu Barbosa, em 2023, com R$ 210.849,65, e Ademar Dorfschmidt, em 2015, com R$ 179.590,46.

Na outra ponta da tabela estão os menores gastos registrados: Renato Reimann, em 2018, com R$ 22.091,07, e Leoclides Bisognin, em 2021, com R$ 25.123,98.

Mais do que comparar presidentes, os números demonstram que diferentes gestões tiveram diferentes entendimentos sobre a utilização do dinheiro público.

O bolso é público, não particular

Diária não é prêmio, bônus, gratificação ou complemento salarial. É um mecanismo legal destinado a cobrir despesas de deslocamento quando houver efetivo interesse público.

Quando viagens se transformam em rotina excessiva, o contribuinte tem todo o direito de perguntar: qual foi o retorno concreto para a população?

A matemática é cruel

Quem administra recursos públicos deveria compreender uma regra simples: quanto mais se gasta, maior é a obrigação de explicar.

O problema não está apenas no valor desembolsado, mas na capacidade de demonstrar resultados proporcionais ao investimento realizado.

Transparência não é favor

Agentes públicos não prestam contas porque a imprensa cobra.

Prestam contas porque a Constituição exige.

Quem se incomoda com questionamentos sobre gastos públicos talvez tenha esquecido que o dinheiro nunca pertenceu ao gabinete.

O contribuinte não financia turismo político

Toda viagem custeada com recursos públicos deve produzir benefícios claros e mensuráveis para a comunidade.

Quando a prestação de contas se resume a fotografias em corredores de repartições ou encontros protocolares sem resultados concretos, a população tem o direito de questionar a eficiência da despesa.

Fiscalizar não é perseguir

Questionar gastos públicos não é ataque político, perseguição pessoal ou disputa ideológica.

Trata-se apenas do exercício mais básico da atividade jornalística: acompanhar para onde vai o dinheiro pago pelos cidadãos.

A velha tentativa de mudar de assunto

Há uma curiosidade que merece registro.

Sempre que surgem reportagens sobre gastos excessivos com diárias, não demora para aparecer a reação daqueles que tentando mudar o foco da discussão. De repente, o problema deixa de ser o gasto e passa a ser quem noticiou o gasto.

É uma estratégia antiga, previsível e normalmente utilizada quando os argumentos acabam.

Mais curioso ainda é quando tentam relacionar a divulgação dessas informações a temas completamente diferentes, como financiamentos, empréstimos ou projetos em tramitação. São assuntos distintos. Uma coisa não anula a outra.

E talvez seja necessário lembrar o óbvio.

A Gazeta de Toledo possui apenas um dono e uma linha editorial própria. Aqui, não é prefeito, presidente da Câmara, secretário, vereador, empresário ou qualquer outra autoridade que determina o que será publicado.

O papel do jornalismo não é proteger reputações nem servir de assessoria para agentes públicos. O papel do jornalismo é informar fatos.

E fatos registrados em portais da transparência, tribunais de contas e diários oficiais continuarão sendo notícia, independentemente do desconforto que possam causar.

Para quem exerce cargo público, a crítica faz parte da função.

Já a fiscalização é um direito da sociedade.

Sugestão: Nobre “Rei” tronado, procure o mesmo meio de comunicação e peça direito de resposta caso ache injusto, antes de pagar influencer fofoqueiro?

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Edição nº2824 – 16/06/2026

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