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Toledo sedia Encontro Regional de Segurança Rural e reforça integração entre produtores e forças de segurança

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Encontro Regional de Segurança Rural reúne autoridades e lideranças em Toledo. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

Encontro destacou ações da Patrulha Rural, atuação do Conseg Rural e estratégias de prevenção no campo em Toledo e região

O município de Toledo recebeu nesta terça-feira, 28, o Encontro Regional de Segurança Rural, com a finalidade de promover o diálogo e articulação em torno da segurança no campo. A iniciativa teve como objetivo uma reunião de integração entre o campo e os órgãos públicos de segurança, e contou com a presença do coordenador estadual da Patrulha Rural da Polícia Militar, o major Íncare Correa de Jesus, além de representantes do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv-PMPR) e do Corpo de Bombeiros.

O evento foi realizado no auditório do Sindicato Rural de Toledo, com a presença de presidentes de Sindicatos Rurais da região, presidentes de associações de moradores ou de clubes sociais localizados na área rural, produtores e demais lideranças comunitárias com vínculo no campo de municípios da região, inclusive membros do Conselho de Segurança Rural O encontro destacou os temas que perfazem uma ação estratégica voltada à proteção da vida e do patrimônio.

CONSEG RURAL – A presidente do Conselho Comunitário de Segurança Rural (Conseg Rural) de Toledo, Juciely Tonial. reforça a importância da parceria entre produtores rurais e a Patrulha Rural da Polícia Militar, com apoio da FAEP e do Sindicato Rural de Toledo. O objetivo é ampliar a comunicação, incentivar o registro de boletins de ocorrência e fortalecer o combate a crimes no campo. Segundo ela, muitas ocorrências podem estar ligadas a furtos organizados, como o de inversores solares, cujo número já ultrapassa 18 casos desde janeiro na região de Toledo, Ouro Verde do Oeste e São Pedro do Iguaçu. A orientação é que todo crime seja registrado, pois as informações auxiliam no mapeamento e nas investigações policiais.

“O intuito do programa hoje é mostrar que o Conseg Rural reforça essa ponte junto à Polícia Militar da Patrulha Rural. Hoje, o  major Íncare está presente, com apoio da FAEP e do Sindicato Rural de Toledo, para destacar a importância de o produtor rural atender a Patrulha Rural, manter esse diálogo e, acima de tudo, registrar boletins de ocorrência. Muitas vezes o produtor diz: “ah, abateram uma rês na minha propriedade, foi só para consumo”. Mas esse tipo de ocorrência pode ter um fundamento mais amplo. Pode envolver a revenda de carne oriunda de abate clandestino, sem segurança alimentar, ou até mesmo a atuação de uma quadrilha na região. Por isso, é fundamental registrar o boletim de ocorrência para que a polícia consiga fazer o mapeamento. Desde janeiro até agora, foram furtados mais de 18 inversores solares em Toledo. Entre Ouro Verde do Oeste, Toledo e São Pedro do Iguaçu, o número é significativo”, afirma.

O Conseg Rural, instituído em 2022 e atualmente com atuação regional, já conta com mais de 370 propriedades cadastradas em Toledo e dezenas em municípios vizinhos. O trabalho envolve também o entorno das propriedades, ampliando o alcance da segurança.

Público formado por representantes do campo e forças de segurança participa do encontro em Toledo. Foto: Gazeta de Toledo

COMUNIDADES – A Patrulha Rural atua de forma próxima às comunidades, participando de eventos e ações educativas, além de campanhas de orientação em escolas e durante períodos de colheita. Segundo o grupo, não houve registros de acidentes na área rural durante a última safra de soja.

“A polícia tem atuado para tentar desarticular uma possível quadrilha. Estamos também buscando junto ao Judiciário medidas para evitar solturas e, principalmente, identificar os receptadores desses materiais. O Conseg Rural foi instituído em 2022, com atuação do Wellington Trajano Donadel, que realizou um trabalho considerado excepcional. Neste ano, assumi a presidência do Conseg Rural, que passou a ter abrangência regional. Hoje, em Toledo, já são mais de 370 propriedades cadastradas. Em Ouro Verde do Oeste, são mais de 20 propriedades. E não se trata apenas das propriedades isoladas, mas também de seu entorno, o que amplia significativamente o alcance da atuação, já que muitas são propriedades familiares. Em São Pedro do Iguaçu, esse trabalho também está em andamento. A Patrulha Rural está presente em diversas comunidades, inclusive em festas e eventos, sendo muito bem recebida pela população. Sempre que possível, acompanho o trabalho da equipe, assim como os tesoureiros e secretários, para reforçar a proximidade com a comunidade”, relata Juciely Tonial.

WHATSAPP – A orientação é para que produtores utilizem os canais de comunicação e o grupo de WhatsApp para repassar informações, reforçando que o objetivo é a prevenção, a orientação e o apoio à população rural.

“Queremos mostrar que estamos acessíveis. Não há motivo para receio em receber a Patrulha Rural. Existe um grupo de WhatsApp e também atendimento direto com a Polícia Militar e com o Conseg. Muitas pessoas ainda têm a ideia de que se trata de “denúncia”, mas não é isso. O objetivo é proteger e orientar a população. Também realizamos ações em escolas e campanhas educativas, principalmente em períodos de colheita, com orientações sobre segurança no trânsito rural e rodovias. Este ano, graças a Deus, durante a colheita da soja, não houve registros de acidentes na área rural. O Sindicato Rural também contribui com informações constantes, que são repassadas aos produtores. Quando ocorre algum furto ou ocorrência na propriedade, a atuação da polícia é rápida, assim como o apoio do Conseg Rural. Por meio do grupo de WhatsApp, quando algo acontece, a informação chega quase imediatamente. E, quando não chega, orientamos sempre: a primeira providência deve ser o registro do boletim de ocorrência. Nunca se deve pensar que “não vai dar em nada”. Muitas vezes, para a polícia, é justamente aquela informação que faltava para solucionar um caso maior. Por isso, reforçamos: ocorreu um furto ou crime na propriedade, registre o boletim de ocorrência. O grupo é seguro, as informações permanecem restritas aos participantes e o objetivo principal é justamente acolher e apoiar o produtor rural”, informa Juciely Tonial.

O evento integra as ações preventivas da Polícia Militar, realizadas anualmente em parceria com os sindicatos rurais nos núcleos da FAEP. O objetivo é orientar produtores rurais sobre segurança pública e fortalecer a atuação conjunta com a Patrulha Rural e os Consegs.

PATRULHA RURAL – Em todo o Paraná, são 105 equipes da Patrulha Rural, que atuam de forma preventiva e orientativa. A recomendação é que o produtor conheça a equipe de sua região, participe das redes de comunicação e acione a polícia ao identificar qualquer situação suspeita, enviando o máximo de informações possível.

O major Íncare Correa de Jesus menciona que as equipes realizam visitas às propriedades para cadastramento e georreferenciamento, o que facilita o atendimento em situações de emergência. “Grupos de comunicação também ajudam na troca de informações sobre veículos ou pessoas suspeitas na área rural”.

Segundo o major, o foco do trabalho é a prevenção, aproximando o produtor das forças de segurança antes da ocorrência de crimes, por meio de uma rede de proteção integrada.

PREVENÇÃO – A proposta é reforçar que o produtor rural também faz parte da segurança pública, com ações voltadas à prevenção, orientação e redução de riscos no campo.

“Estamos atuando de forma preventiva, numa lógica inversa. Normalmente, o produtor rural aciona a Polícia Militar após a ocorrência de um crime. Aqui, buscamos antecipar esse cenário, aproximando a polícia do produtor antes que o crime aconteça — e esperamos que ele nem ocorra. Estamos fortalecendo uma rede de proteção entre os produtores rurais, realizando visitas às propriedades, verificando a procedência de funcionários quando necessário e, inclusive, cadastrando maquinários de forma preventiva. A ideia é justamente a prevenção e a conscientização de que o produtor rural também faz parte da segurança pública. Não se trata de terceirizar responsabilidades, mas de atuar de forma antecipada, reduzindo riscos e ampliando a sensação de segurança no campo”, finaliza major Íncare Correa de Jesus.

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