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Somos discípulos e discípulas de Cristo morto e ressuscitado

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Depois da solenidade de Pentecostes, retomamos o tempo comum. Vivemos intensamente o Tempo Pascal que renovou em nós o mistério de nossa fé, paixão, morte e ressurreição de Jesus, permeando este tempo com celebrações importantes: Ascensão de Jesus, vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpo de Deus. O evangelho de São Lucas acentua palavras e ações misericordiosas de Jesus revelando o rosto do Pai.

Hoje estamos em um daqueles momentos de intimidade em que Jesus, “depois de rezar em silêncio” compartilha com os discípulos seus sentimentos e pensamentos mais íntimos para que eles compreendam a sua identidade. Eles ouviram suas palavras e viram as suas obras. De modo que este é o momento certo para dar mais um passo e ver o que eles entenderam. Diante da pergunta “e vós, quem dizeis que eu sou?”, Pedro responde corretamente. Porém a sua visão de Messias é ainda marcada pelo poder, privilégios. Jesus, então, faz o primeiro anúncio da sua morte e ressurreição para esclarecer a sua missão e de seus seguidores.

“Quem é Jesus para nós”? “Por que o seguimos?” Seguir Jesus implica identificar-se com ele e com os valores e princípios do Reino de Deus, onde o poder é serviço, a liderança se concretiza em ser servo de todos, assim como o trono de Jesus é a cruz. Este é o chamado que nos feito no batismo: acompanhar os passos de Jesus até a cruz para compreender sua missão e assumi-la como nossa: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Jesus foi fiel até o fim “até a morte e morte na cruz”, onde ele entregou sua vida por toda a humanidade.

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Com sua morte e ressurreição, Jesus nos deu a liberdade e nos garantiu a vida eterna. Por isso não nos é permitido o envolvimento com algo que nos escravize e nos afaste do caminho de Jesus. Nós precisamos da comunidade, dos sacramentos para sustentar nossa caminhada na direção da vida plena. Para isso, Deus nos deu o seu Espírito para nos ajudar a fazer escolhas certas; a deixar de lado o egoísmo, a corrupção, os interesses individuais. A vida cristã se concretiza no seguimento de Cristo à medida que colocamos Deus no centro de nossas vidas. Esta atitude nos faz responsáveis com o mundo que nos cerca, nossa casa comum, onde lutaremos por mais justiça, mais igualdade e fraternidade. Por isso precisamos estar em constante processo de conversão para agir conforme o projeto de Deus, que implica colocar nossa vida a serviços dos outros, caminhando com esperança e alegria, trabalhando para superar situações de morte que continuam crucificando tantos irmãos e irmãs hoje.

Responder à pergunta de Jesus “Quem sou eu para vocês?” é fundamental e importante em cada momento de nossa vida. Ela serve para reorientar nossa vida para o que é essencial e nos ajuda a descobrir o que há de melhor em nós (Pe. Jose Pagola).

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2809 – 18/02/2026

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