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Os vereadores do “kit propina” já custam mais de R$ 750 mil aos cofres públicos. Pode até ser legal — mas é imoral.

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O espetáculo da protelação

No Direito, há uma diferença elementar entre defesa legítima e litigância protelatória. Quando recursos sucessivos deixam de buscar justiça e passam a servir apenas como cortina de fumaça, o processo deixa de ser instrumento de garantia e vira espetáculo. No caso dos vereadores acusados no chamado “kit propina”, o que se vê é exatamente isso: uma sequência de manobras frágeis, incapazes de enfrentar o mérito, mas úteis para empurrar o inevitável — enquanto a conta pública segue aberta e crescente.

A recente decisão que extinguiu o mandado de segurança sem julgamento do mérito — por perda do objeto — não apenas esvazia a tese, como evidencia o esgotamento jurídico da estratégia. Traduzindo: acabou o argumento, sobrou a encenação.

Fim da linha jurídica
A tentativa de sustar o andamento do processo naufragou. A extinção sem mérito não absolve, mas desmonta a narrativa de ilegalidade usada como muleta. Sem decisão favorável, resta apenas o tempo — e ele joga contra.

Recurso como tática de sobrevivência
O novo pedido de efeito suspensivo protocolado e a insistência em levar tudo ao plenário não parecem buscar justiça, mas oxigênio político. É o velho roteiro: quando não há prova nova, aposta-se na prorrogação.

A “expulsão temporária” no radar
Nos bastidores, cresce a expectativa de tentativa de “meia punição”: evitar a cassação e converter o caso em suspensão por prazo determinado. Um drible regimental que, se prosperar, transforma falta grave em penalidade leve.

A conta que não fecha
Enquanto o processo se arrasta, a fatura segue correndo. Já são mais de R$ 750 mil saídos dos cofres públicos para manter dois vereadores e suas estruturas de assessoria que, na prática, não entregam resultado algum. Pode até ser legal. Mas é, inegavelmente, imoral… imoral.

Conselho já desgastado
As comissões foram testadas ao limite. Argumentos repetidos, teses rejeitadas e insistência nos mesmos pontos criaram um desgaste visível. O processo amadureceu — e o espaço para manobra encolheu.

O papel do presidente
A condução da presidência da Câmara será decisiva. Tolerar novas delongas ou impor ritmo ao desfecho é, agora, mais que uma decisão administrativa — é uma posição institucional.

Do direito ao abuso do direito
Defender-se é legítimo. Usar o processo para não ser julgado, não. A linha foi ultrapassada quando o conteúdo cedeu lugar à repetição de expedientes já rejeitados.

Desfecho inevitável — ou mais um capítulo da protelação
Sem prova nova, sem tese acolhida e com decisões contrárias acumuladas, o caso caminha para o plenário. Mas não se descarta a última cartada: a apresentação de emendas e manobras regimentais com único objetivo de atrasar o inevitável. Não muda o destino — apenas estica o constrangimento.

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