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Os temores dos mais idosos com a manutenção de suas rendas

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Deputado federal Dilceu Sperafico (PP). Foto: Assessoria

Por Dilceu Sperafico*

O equilíbrio financeiro se tornou uma das principais e maiores preocupações dos idosos brasileiros na atualidade. Pesquisa revelou que mais da metade dos mais velhos do País teme instabilidade financeira no futuro e quitar dívidas, manter contas em dia e reformar a casa, são as prioridades dessa faixa etária. O levantamento abrangeu 31.033 brasileiros, mostrando que preocupação com a estabilidade financeira é cada vez mais alta entre os idosos. Entre os entrevistados com mais de 60 anos, 41% demonstraram receio em relação ao futuro e 19% afirmaram que precisam de mais planejamento ou apoio externo para manter vida financeira estável nos próximos anos. Apesar disso, 40% disseram estar confortáveis com sua situação atual e acreditam que conseguirão mantê-la por um longo período. Esses dados, segundo especialistas, revelam geração dividida entre a tranquilidade conquistada ao longo da vida e a insegurança frente às incertezas econômicas do País e no mundo e seus efeitos em suas rendas.

A insegurança está na redução de nascimentos e aumento da população idosa nos últimos anos, o que revela a diminuição de pessoas em idade de trabalhar no médio prazo, o que significa queda nas receitas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e impossibilidade de elevação de valores de aposentadorias e pensões. De acordo com responsáveis pela pesquisa, muitos idosos chegam à aposentadoria com as finanças mais controladas, mas isso não os livra de efeitos das mudanças econômicas, como a inflação, o aumento do custo de vida e os gastos com saúde. Mesmo com sensação de estabilidade, é comum haver preocupação com imprevistos. Por isso, o planejamento financeiro contínuo é essencial para a segurança dos mais idosos, até porque as aposentadorias e pensões só são reajustadas uma vez por ano, enquanto custos de planos de saúde, medicamentos, alimentos e outras despesas básicas são elevados seguidamente.

Conforme o levantamento, as prioridades financeiras dos idosos também reforçam a busca por equilíbrio e bem-estar, pois para 31% dos mais velhos o principal objetivo é quitar dívidas. Outros 25% têm como meta manter as contas em dia. Reformar ou mudar de casa aparecem como sonho para 28%, muitas vezes em busca de mais conforto. Já 14% disseram que pretendem investir em algum empreendimento que lhes garanta receitas alternativas. Entre os brasileiros com menos de 60 anos, os objetivos financeiros são mais variados. O investimento com foco na aposentadoria lidera a lista de prioridades, com 23% dos entrevistados, seguido pelo desejo de aproveitar mais a vida com experiências como viagens com 21% e pela capacitação contínua de 19%, com destaque para participação de cursos e especializações.

Os dados mostram que essa geração busca equilíbrio entre o presente e o futuro, querendo garantir aposentadoria tranquila, mas sem desistir de aproveitar o bom da vida atual. A valorização de experiências e da qualificação profissional mostra olhar mais estratégico sobre como usar o dinheiro de forma consciente. Essas, portanto, são algumas das novas e importantes preocupações das famílias brasileiras, pois a esperança numa carreira profissional bem-sucedida e depois em aposentadoria suficiente para sua sobrevivência sem temores, são os sonhos e objetivos da maioria dos atuais jovens, que estão apenas iniciando sua existência independente dos pais e demais familiares.  

 *Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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