Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O Brasil e o Paraná nos avanços da produção e consumo de etanol de milho

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: Agência Progressistas

                   Dilceu Sperafico*

O etanol de milho está assumindo protagonismo crescente no desenvolvimento sustentável do agronegócio paranaense e brasileiro. A soja continua liderando o setor agrícola nacional, mas o milho vem ampliando sua relevância econômica e estratégica e um dos fatores que mais contribuem para essa inovação é o etanol do cereal, cuja produção e consumo vêm crescendo no País nos últimos anos. Conforme especialistas, além de vantajosa do ponto de vista econômico e social, a tecnologia do etanol pode ser alternativa à descarbonização de frotas de caminhões e máquinas agrícolas, agregando maior valor ao produto essencial na alimentação humana e animal, como é o milho. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o Brasil já é o 2º maior produtor de etanol de milho no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. A produção passou de 2,59 bilhões de litros na safra 2020/21 para cerca de 10 bilhões na safra 2025/26.

Essa expansão se deveu às novas biorrefinarias pelo País, como a usina da Cooperativa Coamo, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. Com investimento de 1,7 bilhão de reais, a nova usina de etanol deve iniciar operações no segundo semestre deste ano. Ao contrário de outras grandes biorrefinarias do País, a usina de Campo Mourão deve ser instalada em parque industrial que já beneficia outras commodities e está integrado à cadeia de produção que tem no milho seu principal insumo. Conforme dirigentes da Coamo, é preciso agregar valor à produção primária e uma das maneiras de atingir esse objetivo, é através da verticalização, como já se fez com a soja e o trigo em todo o País. Já em Toledo, no Oeste do Paraná, capital do agronegócio do Estado há 12 anos consecutivos, foi anunciada em 1º de dezembro do ano passado, a implantação de usina de etanol do milho, com investimentos de 1,180 bilhão de reais e geração de 1.500 empregos ainda na fase de construção da unidade. A usina de etanol de milho será implantada por grupo empresarial formado por empresas sediadas no Rio Grande do Sul e Mato Grosso, dos ramos de combustíveis e agroindústrias.

O Paraná, não custa lembrar, é o maior produtor de proteína animal do Brasil, liderando na carne de frango e na produção de peixes como a tilápia, além de ficar em 2º lugar na carne suína, com Toledo em destaque nessas três importantes atividades. Como o milho é a base da alimentação desses animais, o Paraná se tornou vice-líder na produção brasileira e tem no etanol aliado importante para fortalecer toda a cadeia produtiva, incluindo a agricultura. Conforme profissionais do ramo, cada tonelada de milho produz em torno de 450 litros de etanol e 300 quilos de farelo, além de óleo e energia. O farelo, chamado tecnicamente de Grãos de Destilaria Secos (GDS), contém alto teor de proteína, fundamental na nutrição animal e alternativa mais econômica na comparação com o farelo de soja. Ao processar o milho, o agronegócio aumenta significativamente o valor agregado às suas atividades, sem contar os benefícios ambientais. O avanço do etanol de milho ocorre quando a redução de emissões de carbono se torna exigência de mercados internacionais e o biocombustível é alternativa já consolidada. Nem todos lembram, mas o motor a álcool é inovação totalmente brasileira, desenvolvida na década de 1970, em resposta à crise do petróleo e se consolidou no mercado nacional com a mistura do álcool à gasolina.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2807 – 29/01/2026

Cotações em tempo real