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Maio Laranja mobiliza Toledo e reforça combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes

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Mobilização do Maio Laranja em Toledo reuniu Conselho Tutelar, Polícia Civil, Guarda Municipal e CMDCA para conscientizar a população sobre o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

Ação do Conselho Tutelar reuniu forças de segurança e entidades na Rua Rui Barbosa e alerta para cerca de 90 casos registrados no município entre julho e abril

18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data reforça a importância da proteção, da denúncia e da conscientização para garantir os direitos, a segurança e a dignidade de crianças e adolescentes. Combater qualquer forma de violência é responsabilidade de toda a sociedade.

Nessa terça-feira, 19, o Conselho Tutelar – Unidade II, de Toledo, realizou uma mobilização na Rua Rui Barbosa para chamar a atenção da população sobre o problema dessa violência no município. A manifestação contou ainda com a participação da Polícia Civil, da Guarda Municipal e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

90 CASOS – Em Toledo, a violência sexual contra crianças e adolescentes não se restringe aos grandes centros e já registra números expressivos no município. Segundo conselheiro tutelar Alan Junior Julio, foram cerca de 90 casos entre julho e abril, dado considerado elevado para menos de um ano.

Ele explica que o aumento das denúncias está ligado à maior divulgação e conscientização da população, o que tende a elevar ainda mais os registros.

“Esse quantitativo tende a aumentar à medida que há maior divulgação e conscientização, já que campanhas em rádios, TVs e escolas incentivam as denúncias. Quando nós estamos na rádio, na TV e nas escolas, levando informação, as pessoas passam a denunciar mais. Então, esse número tende a crescer ainda mais”.

ATENDIMENTO – Sobre o atendimento, o conselheiro relata que os casos chegam ao Conselho Tutelar por meio da rede de proteção, além de acionamentos da Polícia Militar, Guarda Municipal e Polícia Civil. Em situações de flagrante ou denúncia, a equipe atua imediatamente no acolhimento da vítima, encaminhando a criança ou adolescente para atendimento médico e realização de exames.

“Na sequência, o Conselho acompanha o caso e encaminha a família para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), onde são realizados atendimentos com psicólogos e assistentes sociais. O objetivo é oferecer suporte especializado às vítimas e seus familiares após a violência sofrida”. Alan ressalta ainda que os casos atingem meninos e meninas, sem distinção de gênero, e envolvem diferentes faixas etárias, desde crianças pequenas, a partir de 3 anos, até adolescentes de 17 anos.

Foto: Gazeta de Toledo

18 DE MAIO – Percebemos que as agressões contra crianças e adolescentes são uma realidade constante. Ao falar sobre esse tema, é possível que situações de violência estejam ocorrendo neste exato momento. Por isso, a importância da conscientização, especialmente no mês de maio, com destaque para o dia 18.”

Para a presidente a Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Toledo, Kaira Sikora, as ações do Maio Laranja ressalta a importância da mobilização realizada em frente ao Conselho Tutelar, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. O objetivo foi chamar a atenção da população para a violência contra crianças e adolescentes e fortalecer a rede de enfrentamento.

“A atuação conjunta entre órgãos públicos, aliada à distribuição de materiais informativos e à divulgação em rádios, canais de comunicação e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), é essencial para ampliar o alcance das informações. Também foi destacado o apoio do Núcleo Especializado em Defesa da Infância e da Juventude (NEDIGI) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O compromisso vai além do Maio Laranja e deve ocorrer durante todo o ano, com foco na prevenção e na proteção de crianças e adolescentes”.

CONFIANÇA – Kaira reforça ainda a importância da informação às famílias e da construção de um ambiente doméstico seguro, baseado no diálogo e na confiança. Crianças e adolescentes devem ser orientados a reconhecer situações de risco e a buscar ajuda, entendendo que pessoas mal-intencionadas frequentemente utilizam o medo, o segredo e a ameaça.

Ela também ressalta que a maior parte dos casos de violência ocorre dentro do ambiente familiar ou envolve pessoas conhecidas, o que exige atenção a sinais como mudanças de comportamento, medo ou resistência em permanecer com determinados adultos.

“A violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre em todas as classes sociais e não está relacionada apenas a fatores econômicos, mas a comportamentos de abuso de poder e confiança dentro das relações próximas”, afirma.

Foto: Gazeta de Toledo

SINAIS – As crianças de três, quatro e cinco anos são espertas e inteligentes e, muitas vezes, dão sinais. Pais, avós, tios, tias, professores e professoras devem ficar atentos às mudanças de comportamento que podem surgir ao longo dos dias ou meses em situações de violência.

De acordo com Kaira, entre os principais sinais estão o uso de vocabulário ou brincadeiras com conteúdo sexual inadequado para a idade, além de alterações no sono, na alimentação, infrequência escolar e evasão. “Nem sempre isso significa abuso, mas são sinais que exigem atenção e investigação mais próxima”, observa.

Ela também cita possíveis regressões no desenvolvimento, como o retorno de episódios de enurese e encoprese (urinar ou evacuar na roupa ou na cama após já terem sido superados). “Em casos de suspeita, a orientação é buscar avaliação profissional de saúde, especialmente quando houver sinais físicos que possam indicar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Reforço também a importância das denúncias anônimas por meio do “Disque 100”, canal gratuito e disponível 24 horas por dia, inclusive em feriados, para registrar qualquer tipo de violação de direitos contra crianças e adolescentes”.

CONFERÊNCIA – A Décima Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente será realizada no dia 17 de junho no Teatro A4 – Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Campus de Toledo das 8h às 17h30. As inscrições podem ser feitas pelo link.

O tema central da conferência é “Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a Democracia Participativa” e conta como eixos temáticos o aprimoramento do controle social e fortalecimento da participação social; fortalecimento dos conselhos tutelares; promoção da convivência familiar e comunitária; aprimoramento da execução das medidas socioeducativas e a prevenção e enfrentamento às violências.

“As pré-conferências estão sendo realizadas em diferentes pontos da cidade, com datas já definidas em maio, e têm como objetivo ampliar a participação da comunidade no debate sobre a proteção da infância e adolescência. Também há possibilidade de participação online por meio dos canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social. A conferência principal está marcada para o dia 17 de junho, na Unioeste”, enfatiza Kaira Sikora.

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Edição nº 2819 – 06/04/2026

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