Na propriedade da família Petrassi, divisa entre Ivaiporã e Ararinha do Ivaí (Centro-Norte do Paraná), a colheita da soja foi ditada pelo clima. Quando chovia os trabalhos paravam até que o sol voltasse a aparecer. Foi nesse mesmo ritmo que a lavoura se desenvolveu. O clima foi o principal personagem nesta safra de verão, atrasando o plantio, devido à falta de chuva entre os meses de setembro e outubro, e depois dificultando o desenvolvimento e os tratos culturais, por causa do excesso de água em janeiro.

Quando a equipe de reportagem da Revista Coamo esteve na propriedade da família Petrassi, no dia 09 de março, a colheita ainda estava no início, com média de 180 sacas por alqueire. “Foi uma safra um pouco diferente. Mas, apesar de todas as adversidades climáticas, ainda está sendo boa, superando as expectativas”, diz Renan de Lima Petrassi. Ele trabalha junto com o pai José e a mãe Rita de Cássia.

Renan conta que as adversidades climáticas influenciaram a safra desde o início. “Fizemos uma safra com boa tecnologia e a produtividade está compensando o investimento. Estamos sempre melhorando o sistema de produção, com agricultura de precisão e correção do solo. Realizamos um pente fino para elevar a produção. Todo o investimento está amparado pelos bons resultados”, diz.

Enquanto Renan e o pai, seu José, cuidam da parte operacional, dona Rita de Cassia fica com área administrativa. Ela ressalta que um fator importante nesta safra, além da boa produtividade, é o mercado aquecido para a soja. “Fizemos contratos quando compramos os insumos em três escalas de preços. A média ficou entre R$ 80,00 e R$ 90,00 a saca. Na época, era um valor muito bom. Os preços subiram e ultrapassaram o valor dos contratos. Isso é bom porque ainda temos soja para comercializar nos valores atuais, acima de R$ 150,00 a saca e teremos uma boa média”, destaca.

Dona Rita ressalta que foi uma safra de verão diferente, e cada ano fica um aprendizado. “O clima não foi como o esperado e ainda assim estamos tendo uma boa safra. Fomos nos ajustando conforme as situações do momento, fazendo o possível para que a lavoura tivesse um bom desenvolvimento. Também nos adaptamos na colheita. A chuva interrompeu o bom andamento, mas nada que prejudicasse.”

O engenheiro agrônomo, Fernando Mauro Soster, da Coamo em Ivaiporã, revela que nas primeiras áreas colhidas, em torno de 3%, a soja foi um pouco avariada. Porém, com o andamento da colheita o produto melhorou. “As primeiras áreas sofreram com o excesso de chuva, mas visivelmente a maior parte das lavouras está muito boa”, frisa.

Ele conta que, tradicionalmente, os agricultores na região de Ivaiporã, utilizam boa tecnologia, buscando alcançar a melhor produtividade possível. “A família Petrassi é exemplo disso. Fizeram um bom investimento e agora estão colhendo o resultado. Alguns produtores muito próximos da propriedade e utilizam uma tecnologia menor estão com uma produtividade abaixo. Nessa safra é bem explicito a diferença entre quem investiu mais.”

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Fonte: Coamo