Discutir o futuro da indústria 4.0 e o uso da inteligência artificial, automação e outras tecnologias. Esse é o foco do I Fórum CTMAQ, que acontece no Biopark, em Toledo. O evento começou na manhã desta quinta-feira (18) e segue até esta sexta-feira (19), onde reúne palestras nacionais e internacionais com o tema central “Máquinas, equipamentos e dados para a manufatura do futuro”.
O evento é uma iniciativa da Câmara Técnica de Máquinas e Equipamentos (CTMAQ), vinculada ao Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), financiado pela Fundação Araucária. Momento que reúne empresas, universidades, instituições e profissionais em um ambiente voltado à inovação, transformação digital, competitividade industrial e integração entre setor produtivo e ecossistema de inovação, fortalecendo o sistema industrial e tecnológico do Oeste do Paraná.
O coordenador do evento, Renato Senra, destaca: “Essa ideia surgiu com a Câmara Técnica de Equipamentos do Oeste do Paraná, que reúne várias entidades importantes, com várias frentes parceiras que vão desde universidades, associações comerciais e empresariais, Itaipu Parquetec, Sistema Fiep, Iguassu Valley, entre outras”.
A abertura do Fórum foi com a palestrante Nicola Anne Peddie, da Universidade Canterbury, da Nova Zelândia, cujo tema foi ecossistema, infraestrutura e integração global. “Precisamos implementar uma cultura de inovação e superar os desafios geográficos, e assim criar um hábito de mindset de inovação. Como, por exemplo, na Nova Zelândia, em 2011 fomos atingidos por um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter, que devastou grande parte do nosso país, e assim nos fez criar novas estratégias para reerguer nossas indústriais e outros setores”.
O professor da FGV, Rafael de Tarso, que também é um dos palestrantes nacionais, destaca os desafios relacionados às tecnologias e o retorno sobre o investimento para automação dos processos. “Aumentar a maturidade e o conhecimento da mão de obra é um desafio dessa geração, que não quer ser líder, prefere um cargo mais técnico. Por isso, o nosso foco é trazer reflexão para a indústria local e, de alguma forma, contribuir para que eles possam sofrer menos nessa jornada”.
Rafael ainda destaca, quem está na universidade precisa entender a parte técnica, porque a própria inteligência artificial vai tornar possíveis várias ideias, mas, se não houver conhecimento aprofundado, dificilmente isso vai trazer inovação e resultado. “O nosso grande foco está em que tipo de profissional estamos formando, pois muitos estão chegando na academia com uma base estrutural mínima de leitura e com muita falta de paciência para desenvolver o conhecimento, acreditando que tudo está pronto, que é somente clicar no botão. Na verdade, a gente precisa construir toda uma lógica antes de sair apertando botões”.
O vice-presidente do Biopark Educação, Paulo Rocha, destaca sobre sediar o primeiro encontro do CTMAQ com essa mesma perspectiva, em se debruçar sobre os desafios da sociedade, unindo o que há de melhor na academia, indústria e gerando soluções de desenvolvimento para toda a região. “Nosso objetivo é que isso seja uma pauta constante aqui no Biopark, pois é um modelo que de fato traz resultados. O Biopark Educação sempre se posicionou como um ambiente para atender demandas reais. Queremos, de fato, discutir problemas reais e gerar soluções para a população”.
O evento também conta com exposição de diversas empresas, como, por exemplo, uma célula de solda robótica que tem a capacidade de soldar até 500 amperes, como explica o empresário Rafael Aranha: “O objetivo dessa célula é trazer ao empresário alta produtividade, alta performance com qualidade e conforto operacional. Com essa máquina é possível soldar diversos produtos em escala, como inox, alumínio e carbono.”
Biopark promove série de eventos com especialistas do Brasil e do Mundo
O I Fórum CTMAQ é mais uma iniciativa entre uma série de ações que o Biopark promove no primeiro semestre de 2026, com foco promover discussões de alto nível sobre temas emergentes das áreas de ciência, tecnologia e inovação. “Este ano foi de muito sucesso, aprovamos o financiamento público da Fundação Araucária para a realização de 5 eventos internacionais, que trouxeram para Toledo especialistas de diversos países para debates ricos em conteúdo”, disse o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Biopark, Tiago Mendes.
O vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha, reforça: “Nós estabelecemos em nosso plano estratégico dar um salto através de eventos, cujo objetivo é reunir a academia produtiva com os melhores pesquisadores, a fim de gerar soluções para a sociedade e, assim, após esses eventos, discutirmos oportunidades de valor para a sociedade”.
Fonte: assessoria Biopark





