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Embaixada Solidária inaugura sala de costura; “espaço de convivência e desenvolvimento da economia solidária”, diz Edna

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Por Marcos Antonio Santos

Com a força e união de muitas mãos e mentes, a Embaixada Solidária, que está há oito anos realizando um trabalho de excelência em Toledo, deu mais um passo para que os migrantes, e são 32 etnias diferentes, tenham mais dignidade, afeição e valorização por meio do seu trabalho. Nessa quinta-feira, 06, foi inaugurada oficialmente a sala de costura, que confecciona tapetes, roupas para bonecas de cerâmica, almofadas, entre outros produtos. A sala de costura, toda equipada com máquinas profissionais, foi uma aquisição por meio da ação iniciada em 2022, no Dia C (Dia de Cooperar) e uma iniciativa da Uniprime Pioneira, em parceria das demais cooperativas de Toledo.

Segundo a jornalista e idealizadora da Embaixada Solidária, Edna Nunes, não é apenas uma sala de costura. Tem outras atividades também. “Não se iludam, essa não é somente uma sala de costura. Utilizamos esse espaço para ensinar o português. Aqui é a soma do poder público, setor produtivo e o terceiro setor. Nós apenas iremos contabilizar quando entendermos quantas violências no processo migratório foram evitadas. As mulheres estão conquistando a sua independência, o direito de aprender um idioma e de conviver em sociedade. É um espaço muito importante de convivência, estabelecimento de vínculo, e, principalmente, do desenvolvimento da economia solidária.  O curso de costura começou lá atrás, quando a Itaipu patrocinou o projeto, e percebemos que a sala ficou pequena e as máquinas eram poucas”, diz.

Sala de costura, toda equipada com máquinas profissionais. Foto: Gazeta de Toledo

“É um dia histórico, hoje é a entrega oficial, mas esse projeto já está mudando vidas há muito tempo, e esse é o retorno que a Embaixada Solidária pode ofertar a sociedade. Já temos alunas formadas, sendo um projeto consistente, consolidado e reconhecido pela ONU. Os nossos produtos já estão à venda no projeto Tenda (Feira de Artes e Artesanato), do município, na Praça Willy Barth, e estamos também na internet. Agradeço as cooperativas, que fizeram tanto por nós. Temos um compromisso muito firme e estabelecido de devolver em dobro para a sociedade através da profissionalização, renda solidária e muitos outros aspectos”, comenta Edna Nunes.

UNIPRIME – O presidente da Uniprime Pioneira, Dr. Orley Campagnolo, relata que é um dia festivo e de comemoração. “Estamos entregando uma obra para os imigrantes que muito vem somar a nossa força de trabalho, a nossa cultura e que irá contribui para a formação dos migrantes.  Cooperativa é o processo mais bem acabado que a humanidade já conseguiu construir de cooperar. Quando pensamos em cooperação não podemos separar as necessidades da comunidade e os motivos que a cooperativa foi constituída. Entendemos a importância mais do que qualquer outra empresa; a harmonia da comunidade. Então fomos buscar um projeto que realmente pudesse beneficiar a comunidade como um todo e encontramos na questão do imigrante, um bom motivo para socialmente trabalhar”.

“No Dia C, nós congregamos a força de trabalho e a capacidade mobilizadora social de todas as cooperativas, que se uniram em prol desse projeto. Tudo que aconteceu no passado de segregação dos imigrantes e dos problemas sociais, nós sabemos, e aqui está um exemplo de aprendizado. Esse é um exemplo do que as cooperativas podem fazer. E estamos sempre atentos nas necessidades e contribuindo naquilo que pudermos”, diz   Dr. Orley Campagnolo.

Prefeito Beto Lunitti e Dr. Orley. Foto: Gazeta de Toledo

MIGRANTES ACOLHIDOS – O prefeito Beto Lunitti disse que Toledo é diferente, porque a sociedade estabelece princípios para que os imigrantes sejam acolhidos. “Aqui é diferente, a sociedade converge seus propósitos e estabelece princípios em fazer com que pessoas possam ser acolhidas, sejam felizes e satisfeitas. As cooperativas que estão nesta solenidade, adotam posturas fundamentais de demonstração que associar e cooperar, não são apenas aspectos econômicos, mas é da compreensão das conexões da vida humana, que são fundamentais”, afirma.

AGRADECIMENTO – A haitiana Iscardely Nicollas, que é uma das costureiras, enaltece a todos que ajudam os migrantes da Embaixada. “Agradeço a todos que possibilitaram as aulas de costura. Represento e também agradeço em nome de todos os imigrantes que não estão aqui e participam do curso”.

Sala de costura da Embaixada está oficialmente inaugurada. Foto: Gazeta de Toledo

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