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Em Toledo, Sandra München aposta na auriculoterapia como aliada do cuidado integral e do bem-estar

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Auriculoterapia utiliza pontos específicos da orelha como parte de uma abordagem complementar de cuidado, valorizando a escuta, o acolhimento e a atenção individualizada. Foto: arquivo pessoal

Por Marcos Antonio Santos

Especialista em auriculoterapia, Sandra desenvolve um trabalho voltado ao cuidado integral, com atendimento individualizado e foco no bem-estar

Em meio à crescente busca por alternativas que contribuam para o equilíbrio físico e emocional, a auriculoterapia vem conquistando espaço em Toledo como uma das possibilidades de cuidado complementar. A técnica utiliza pontos específicos do pavilhão auricular, estimulados por diferentes recursos, e faz parte das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) do Sistema Único de Saúde (SUS).

É nesse segmento que atua Sandra Munchen, especialista em Auriculoterapia. Seu trabalho é desenvolvido no Espaço Ori – Terapias Integrativas de Saúde, em Toledo, com uma proposta que associa conhecimento técnico, escuta e acolhimento.

A auriculoterapia considera o pavilhão auricular como um microssistema relacionado ao organismo. A partir de uma avaliação individual, são identificados os pontos que poderão ser estimulados de acordo com a necessidade e o protocolo utilizado. Entre os recursos empregados estão sementes, esferas e, em determinadas abordagens, agulhas semipermanentes.

Para Sandra, entretanto, o atendimento vai muito além da aplicação de estímulos na orelha.

“Mais do que pontos na orelha, é escuta, toque e ciência a serviço da vida.”

Uma prática complementar

A auriculoterapia integra oficialmente a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Em 2018, o Ministério da Saúde ampliou o rol de práticas incorporadas à política, e a técnica passou a integrar os procedimentos disponibilizados no SUS.

As PICS têm como proposta ampliar as possibilidades de cuidado, com ênfase na escuta acolhedora, na construção do vínculo terapêutico e na promoção da saúde. O Ministério da Saúde destaca que essas práticas devem ser compreendidas como complementares, e não como substitutas dos tratamentos convencionais quando estes forem necessários.

No caso da auriculoterapia, o próprio Ministério da Saúde mantém materiais de avaliação de evidências científicas sobre a prática. Um relatório nacional de monitoramento também aponta a auriculoterapia entre as PICS com maior número de registros de participantes e procedimentos no SUS.

O que acontece durante uma sessão?

O atendimento começa pela avaliação individual. A sessão pode envolver anamnese, observação e palpação do pavilhão auricular, seguida da identificação dos pontos que serão trabalhados.

De acordo com o material elaborado por Sandra, uma sessão pode durar aproximadamente 20 a 30 minutos. Depois de selecionados os pontos, são utilizados os recursos definidos de acordo com o protocolo adotado.

Sandra desenvolve em Toledo um trabalho baseado em acolhimento, escuta e cuidado individualizado. Foto: arquivo pessoal

O paciente também pode receber orientações para estimular determinados pontos ao longo do dia, tornando-se participante ativo do processo de cuidado.

O material de referência utilizado no atendimento contempla protocolos que podem chegar a 12 sessões, com frequência definida conforme cada caso e avaliação profissional.

Possíveis benefícios

A auriculoterapia é utilizada como recurso complementar em diferentes contextos de cuidado. Entre os efeitos estudados estão possibilidades de auxílio no manejo de dores musculares e articulares, ansiedade e estresse, além de aspectos relacionados ao sono e ao equilíbrio emocional.

O Ministério da Saúde mantém uma área específica para acompanhamento das evidências científicas relacionadas às PICS e ressalta a importância de considerar a qualidade e as limitações dos estudos disponíveis.

Por isso, os resultados não são iguais para todas as pessoas e não devem ser apresentados como garantia de tratamento ou cura. A avaliação individual é fundamental para definir se a prática é adequada e como pode ser utilizada de forma responsável.

Cuidado individualizado

Por ser uma prática complementar e, em muitos protocolos, não medicamentosa, a auriculoterapia pode ser utilizada associada a outras formas de cuidado. Isso não significa, porém, que dispense avaliação ou acompanhamento profissional.

Existem situações que exigem avaliação específica, como lesões na pele ou determinadas condições que precisam ser consideradas antes da aplicação da técnica.

A orientação é que o procedimento seja realizado por profissional qualificado, respeitando os limites de sua atuação e mantendo, quando necessário, o acompanhamento dos profissionais responsáveis pelo cuidado de saúde do paciente.

Atendimento de auriculoterapia realizado durante sessão, com aplicação da técnica de forma individualizada e acompanhamento profissional. Foto: arquivo pessoal

Saúde também passa pela escuta

Para Sandra München, uma das características das terapias integrativas é justamente ampliar o olhar sobre a pessoa.

A proposta do atendimento desenvolvido em Toledo considera não apenas uma queixa isolada, mas também aspectos relacionados à rotina, bem-estar, emoções e qualidade de vida.

Essa abordagem valoriza a construção de uma relação de confiança entre profissional e paciente e busca transformar o momento do atendimento também em um espaço de escuta.

“Mais do que pontos na orelha, é escuta, toque e ciência a serviço da vida.”

Informação e responsabilidade

O crescimento do interesse pelas práticas integrativas também reforça a necessidade de informação de qualidade. Antes de iniciar qualquer procedimento, é importante procurar um profissional qualificado, esclarecer dúvidas e realizar uma avaliação individual.

A auriculoterapia deve ser compreendida como um recurso complementar, sem substituir diagnóstico, acompanhamento médico ou tratamentos convencionais quando indicados.

No SUS, a prática já possui ampla utilização. Dados do Ministério da Saúde referentes a 2023 registraram mais de 1,6 milhão de participantes em sessões de auriculoterapia, número que colocou a técnica entre as PICS com maior participação naquele período.

Em Toledo, Sandra München desenvolve seu trabalho com foco em auriculoterapia, acolhimento e cuidado individualizado, buscando unir sua formação como educadora física à atuação como terapeuta integrativa.

A proposta pode ser resumida em uma ideia simples: cuidar da pessoa de maneira integral, respeitando seus limites, suas necessidades e o acompanhamento dos demais profissionais de saúde quando necessário.

Serviço – Espaço Ori

O atendimento de Sandra München é realizado no Espaço Ori – Terapias Integrativas de Saúde, em Toledo.

Telefone: (41) 99650-3148

Instagram: @espaco.ori

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