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Em Toledo, 38% das pessoas físicas endividadas estão com alguma inadimplência

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Por Marcos Antonio Santos

O boletim do SPC Brasil do mês de julho mostra que o número de inadimplentes de Toledo cresceu 6,75% em julho de 2023, em relação a julho de 2022. O dado ficou acima da média da região Sul (5,92%) e abaixo da média nacional (6,79%). Na passagem de junho para julho, o número de devedores de Toledo caiu ‐1,46%. “A inadimplência em Toledo não é um problema isolado. Assim como em todo o Brasil, existem fatores que contribuem para esta situação, as condições econômicas e a falta de educação financeira continuam desempenhando um papel significativo na manutenção da inadimplência, juntamente com imprevistos como questões de saúde e perda de emprego”, avalia a vice-presidente de Produtos da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), Ana Luiza Duffeck Gruber.

FÍSICAS E JURÍDICAS – O número de registros no SPC da Acit até o sétimo mês do ano é de 46.089 dívidas de pessoas físicas e de 5.045 de pessoas jurídicas. Quanto aos documentos negativados até julho no banco de dados do SPC Brasil em Toledo, o número de CPFs é de 17.680 e CNPJ’s 1.631, totalizando 19.311 documentos e 51.489 registros de dívidas.

“Comparando os dados do SPC Toledo, em torno de 38% das pessoas físicas endividadas estão com alguma inadimplência. Já a inadimplência da pessoa jurídica em relação ao número de registro de dívidas dessa categoria foi de 32%”, avalia o professor de Economia da Unioeste/campus de Toledo, Jandir Ferrera de Lima. 

O professor disse que os empresários têm dificuldades em conseguir capital de giro. Foto: arquivo pessoal

Ana Luiza Gruber comenta que os birôs de crédito não necessitam de acesso aos detalhes específicos das dívidas, como informações sobre os produtos adquiridos. “Entretanto, baseando-se em critérios setoriais, é possível constatar que o setor de serviços é o principal credor para pessoas jurídicas, sendo composto de 74,09% das dívidas. Por outro lado, no caso das pessoas físicas, são os bancos que representam a maior parcela dos credores, correspondendo a 62,67% das dívidas (considerando dados a nível nacional)”.

DIFICULDADES – Segundo o professor Jandir de Lima, os empresários têm dificuldades em conseguir capital de giro. E ele disse também que a pessoa física entrando no SPC como negativado, retira esse consumidor do mercado de bens duráveis e semiduráveis. “Isso restringe o poder de compra dos endividados e diminui o giro do comércio. No caso do tempo de inadimplência das empresas, que vão de 1 a 3 anos, se percebe a dificuldade dos empresários em conseguir capital de giro. Além disso, mais tempo de inadimplência significa falta de acesso a crédito e o maior pagamento de juros. Ou seja, além da perda de capacidade de rolar as dívidas e garantir o funcionamento do negócio, os empresários endividados vem perdendo o poder de investimento usando recursos do sistema financeiro”.

“A solução em ambos os casos são as renegociações e a criação de linhas de microcrédito tanto para capital de giro quanto pequenos investimentos, com taxas de juros mais populares”, sugere Jandir de Lima.

Ele menciona que como os endividados, tanto pessoa jurídica quanto física, ficam de 1 a 3 anos inadimplentes, quando eles limpam a ficha e retornam ao mercado de crédito, o seu score de pagamento lhes impõe taxas de juros mais altas. “Ou seja, o próprio sistema pune a inadimplência restringindo o acesso ao consumo e impondo mais dificuldades para obter crédito no futuro”, explica.

O professor Jandir de Lima disse ainda que a solução a curto prazo é fortalecer a garantia de crédito, por meio de organizações como a GarantiOeste, e fomentar o microcrédito que atenda os micros e pequenos empreendedores individuais (MEIs).

NEGATIVADOS – Em julho, cada consumidor negativado de Toledo devia, em média, R$ 4.864,30 na soma de todas as dívidas. Os dados ainda mostram que 23,61% dos consumidores da cidade tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 37,06% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.

Segundo o SPC Brasil, o número de dívidas em atraso de moradores do município cresceu 12,44%, em relação a julho de 2022. Na passagem de junho para julho, o número de dívidas de Toledo caiu ‐2,34%.

O setor com participação mais expressiva do número de dívidas em julho na cidade de Toledo foram os Bancos, com 47,67% do total de dívidas, seguido do comércio (25,12%); comunicação (8,62%); água e luz (7,27%) e outros (11,31%).

Ana disse que a inadimplência não é uma questão recente. Foto: arquivo pessoal

DESENROLA – Para Ana Luiza Gruber, o programa “Desenrola Brasil”, lançado há cerca de 30 dias, já impactou na renegociação de dívidas no valor de R$ 2,5 bilhões na faixa 2, a qual abrange a renegociação de débitos bancários. É importante destacar que as negociações são conduzidas diretamente com as instituições financeiras”.

PREJUÍZOS – “A inadimplência não é uma questão recente e não está limitada somente a Toledo, sendo uma realidade nacional. Vale ressaltar que a inadimplência é uma consequência intrínseca à concessão de crédito, e seu impacto pode ser agravado ou mitigado por diversos fatores como explicado anteriormente. No entanto, é crucial compreender que a concessão de crédito é essencial para impulsionar a atividade econômica do país, seja por meio de cartões de crédito, financiamentos ou mesmo sistemas tradicionais de crediário”, menciona vice-presidente de Produtos da Acit.

SPC BRASIL – Ela disse que a Acit desempenha um papel fundamental na promoção da conscientização e segurança na concessão de crédito por parte das empresas associadas, por meio do Sistema do SPC Brasil.  Que isso não apenas estimula o crescimento econômico regional, mas também resguarda a saúde financeira das empresas.” Além disso, a Acit presta atendimento à população em geral, auxiliando na identificação de restrições e orientando sobre as melhores abordagens para resolver problemas financeiros. A colaboração com órgãos como o Procon, também é parte dessa estratégia de orientação, promovendo ações independentes e conjuntas para lidar com a inadimplência”, afirma Ana Luiza Gruber.

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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