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Dudu Barbosa e Bozó perdem na Justiça e no Legislativo

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A condenação dos vereadores Edimilson Dias Barbosa, o “Dudu Barbosa”, e Valdomiro Nunes Ferreira, o “Bozó”, por corrupção passiva, marcou um dos episódios mais impactantes da história política recente de Toledo. A Justiça reconheceu que ambos solicitaram R$ 300 mil de vantagem indevida para aprovação de um projeto de lei relacionado à empresa Toledo Energia Renovável, culminando na condenação de sete anos de prisão em regime semiaberto, aplicação de 185 dias-multa, perda dos mandatos eletivos e manutenção do afastamento dos cargos públicos. Ambos poderão recorrer em liberdade.

Na sentença de 31 páginas, o juiz Murilo Conehero Ghizzi afirma que houve uma negociação ilícita dentro da própria Câmara Municipal, em reunião reservada na presidência da Casa, com recolhimento de celulares e utilização de linguagem considerada típica de práticas criminosas. Embora a decisão destaque que Dudu Barbosa conduziu a maior parte da conversa e tenha anotado o número “300” em uma prancheta, o entendimento judicial foi de atuação conjunta entre os dois parlamentares.

A principal prova considerada pela Justiça foi a gravação ambiental realizada pelo empresário Gilberto Allievi, representante da Toledo Energia Renovável. Para o magistrado, o conteúdo do áudio, aliado aos depoimentos e ao conjunto probatório, comprova “sem sombra de dúvidas” a solicitação de vantagem indevida para facilitar a aprovação do projeto legislativo.

16 cassação, 0 (zero) continuidade.

No Legislativo, o cenário também foi devastador para os dois vereadores. Na sessão ordinária desta segunda-feira, os parlamentares não receberam um único voto favorável. Foram 16 votos pela cassação dos mandatos em primeira votação, demonstrando o isolamento político absoluto dos acusados dentro da própria Câmara. A votação complementar prevista para esta terça-feira apenas confirma um desfecho que já se tornou irreversível.

Mas é preciso registrar um ponto importante: essa mudança de postura e a unanimidade observada agora não nasceram espontaneamente após a sentença judicial. Houve vereadores que defenderam, desde o início, uma posição firme diante das denúncias e do desgaste institucional provocado pelo chamado “caso do kit propina”. Entre eles, destacam-se Marcos Zanetti, Professor Oseias e parlamentares ligados à base governista, que sustentaram publicamente a necessidade de responsabilização política antes mesmo da condenação criminal.

Também merece destaque o papel exercido pela imprensa profissional e pelos veículos de comunicação que acompanharam o caso com responsabilidade, fiscalização e cobrança pública permanente. A pressão institucional e a exposição dos fatos ajudaram a impedir que o caso fosse tratado apenas como disputa política ou narrativa de bastidores. Mais uma vez, ficou evidente que a imprensa séria continua sendo um dos principais instrumentos de fiscalização do poder público — muito diferente do ambiente superficial e, muitas vezes, irresponsável dos “latidos” de redes sociais e dos comentários oportunistas de ocasião.

Outro gesto que ganhou reconhecimento foi a decisão de vereadores que cancelaram cursos e compromissos externos para participar da sessão de cassação. A atitude foi interpretada como respeito ao cargo, à população e à responsabilidade institucional recebida através do voto popular.

O exagero no aparato policial

Foto: Gazeta de Toledo

Um dos pontos que mais chamou atenção durante a sessão foi o forte aparato policial mobilizado para acompanhar a votação. Havia grande número de policiais militares e guardas municipais no local. Garantir a segurança e a ordem pública é obrigação do Estado, especialmente em sessões de forte tensão política, mas o volume de efetivo empregado acabou gerando questionamentos nos bastidores.

Pelas imagens registradas no plenário e arredores da Câmara, a impressão foi de uma mobilização raramente vista até mesmo em audiências judiciais envolvendo criminosos de alta periculosidade. A presença ostensiva transmitiu sensação de preocupação elevada com possíveis manifestações ou tumultos, embora a sessão tenha transcorrido de forma organizada.

Mudança no primeiro escalão: Thiago D’Arisbo deixa Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Toledo

A saída de Thiago D’Arisbo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Toledo, oficializada pela Portaria nº 267/2026, abre uma nova fase dentro de uma das áreas mais estratégicas da administração municipal. Embora a exoneração tenha ocorrido “a pedido” e dentro da normalidade administrativa prevista pela legislação municipal, a movimentação produz reflexos políticos importantes nos bastidores do governo e no setor produtivo local.

Durante o período em que esteve à frente da pasta, Thiago teve atuação marcada por perfil técnico, capacidade de organização administrativa e forte resolutividade na condução de projetos considerados travados ou sem avanço prático há anos. Nos bastidores da própria administração, a avaliação predominante é de que o então secretário conseguiu “organizar a casa”, promovendo alinhamentos internos, destravando processos e acelerando encaminhamentos que dependiam de maior articulação técnica e administrativa.

A pasta de Desenvolvimento Econômico e Turismo possui peso estratégico dentro da estrutura municipal por concentrar temas ligados à geração de empregos, atração de investimentos, fortalecimento industrial, comércio, inovação e turismo. Por isso, qualquer mudança em seu comando naturalmente desperta leituras políticas e econômicas, principalmente entre entidades empresariais e setores que mantêm interlocução direta com o Executivo.

Além da reorganização interna da secretaria, Thiago também participou da retomada de projetos que estavam engavetados ou paralisados por questões técnicas, burocráticas e de encaminhamento administrativo. Sua condução foi marcada por perfil operacional, diálogo institucional e foco na resolução prática das demandas, características que ajudaram a consolidar sua imagem como um gestor técnico dentro do governo.

Agora, com a chegada de Rodrigo Souza para assumir a secretaria, a expectativa passa a ser pela continuidade do processo de modernização administrativa e pela manutenção do ritmo de execução dos projetos econômicos em andamento. Rodrigo também chega com perfil técnico, experiência em gestão pública e histórico de atuação em políticas de emprego, desenvolvimento econômico e qualificação profissional, o que sinaliza uma possível linha de continuidade administrativa dentro da pasta.

Direto Rodrigo Souza, assume no lugar de Thiago Darisbo

Rodrigo Souza assume a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Toledo trazendo no currículo uma trajetória marcada pela qualificação técnica, experiência na gestão pública e atuação direta em políticas de emprego, desenvolvimento econômico e projetos sociais. Com formação em Gestão Comercial, especializações em Políticas Públicas, Planejamento Municipal, Gestão de Projetos e MBA em Marketing e Mídias Sociais, Rodrigo alia preparo acadêmico à experiência prática acumulada em cargos estratégicos da administração pública. Ao longo de sua trajetória, destacou-se na condução técnica de programas voltados à geração de empregos, qualificação profissional, juventude e desenvolvimento econômico, tendo atuado como diretor de Juventude, gerente do SINE/Agência do Trabalhador e diretor de Indústria e Comércio de Toledo. Sua atuação também resultou em projetos premiados e reconhecidos no Paraná, reforçando seu conhecimento da área e capacidade de articulação entre poder público, setor produtivo e políticas de desenvolvimento

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Edição nº2822 – 22/04/2026

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