Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Fonte: Wetterlang
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Delegado afirma que autoria está esclarecida e motivação segue indefinida em caso de homicídio em Toledo

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Coletiva do delegado Alexandre Macorin, na manhã desta quarta-feira,1. Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

Empresário foi morto a tiros por policial civil, que depois cometeu suicídio; polícia descarta, por ora, boatos e aguarda laudos periciais

O empresário Marcos Francescon foi morto a tiros na noite dessa terça-feira, 31, em Toledo. Segundo informações preliminares, ele estava em sua residência, no bairro Jardim La Salle, quando foi chamado até o portão. No local, foi atingido por nove disparos de arma de fogo e morreu no local.

Apurações iniciais indicam que o autor dos disparos seria o policial civil, que atuava em Assis Chateaubriand, Jackson Dalprá. Após o crime, ele teria ateado fogo no veículo que utilizava e, em seguida, se deslocado até seu apartamento, onde foi encontrado morto.

As circunstâncias e a motivação do caso ainda não foram esclarecidas. Informações não oficiais apontam possíveis conflitos de natureza financeira (agiotagem), hipótese que deverá ser apurada no curso das investigações.

INVESTIGAÇÕES – O delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Alexandre Macorin, conta que a dinâmica dos fatos está esclarecida, mas a motivação ainda é desconhecida e está sendo investigada. O policial não era um investigador atuante, mas trabalhava em serviços internos e já atuou em outras cidades.

“Não subsistem dúvidas sobre a sequência dos acontecimentos. Lamentavelmente, o policial civil lotado na delegacia de assistência, Jackson, cometeu um homicídio, o qual está devidamente elucidado. Na sequência, o mesmo atentou contra a própria vida. O policial residia sozinho e, utilizando a arma de serviço, cometeu suicídio em seu apartamento. Em relação à motivação, questão que certamente será levantada, é prematuro emitir conclusões. Diversas teorias têm sido consideradas desde a manhã de hoje (quarta-feira), porém nenhuma delas possui qualquer comprovação até o momento, seja sobre envolvimento com agiotagem, seja sobre motivações passionais. Não há evidências que sustentem tais hipóteses. Contudo, estamos conduzindo uma linha de investigação e não divulgaremos informações preliminares sem a devida confirmação. Tão logo tenhamos a confirmação através das análises periciais e telefônicas, compartilharemos as informações, pois nosso compromisso é com a verdade. Até o presente momento, a motivação permanece indefinida.

O policial Jackson Dalprá teve atuação profissional em Toledo e Terra Roxa. Em relação à sua conduta, o mesmo era um policial com atuação mais voltada a atividades internas, não se dedicando a investigações ou atividades de campo. Em Toledo, atuou no cartório, atividade semelhante à que desempenhou em Terra Roxa. Em Assis, exercia a função de plantonista”, afirma.

Foto: arquivo pessoal

APURAÇÕES – De acordo com Macorin, a investigação está em andamento para determinar a motivação, com base em evidências como imagens e o telefone do policial. A polícia está cautelosa em relação a boatos e enfatiza a necessidade de apurar os fatos com responsabilidade, considerando o estado emocional do policial e a complexidade do caso. A esposa da vítima já foi ouvida e descreveu a dinâmica dos fatos.

“A respeito do perfil do policial, havia indícios de questões relacionadas à saúde mental. Apesar de demonstrar comportamento amigável e cordial no convívio diário com os colegas, ele possuía acompanhamento médico particular e também realizava tratamento através da rede pública de saúde.

A esposa da vítima, em depoimento informal prestado ontem (terça-feira), relatou a dinâmica dos fatos. Além disso, as imagens coletadas pela equipe de homicídios no dia anterior evidenciam o veículo do policial estacionando e, posteriormente, deixando a residência. Portanto, no que se refere à autoria do crime, não restam dúvidas. A investigação agora se concentra na apuração da motivação, com cautela e respeito à memória da vítima. Informo que as primeiras especulações e boatos que circulam não possuem qualquer base em informações provenientes da polícia. É prematuro determinar a motivação. O telefone do policial foi apreendido e será periciado. Na véspera do crime, eu mesmo conversei com o policial e ele aparentava normalidade. A investigação será conduzida com responsabilidade e, tão logo sejam obtidas informações concretas, estas serão divulgadas. Em casos como este, a ocorrência de um homicídio seguido de suicídio é incomum. Isso sugere que o policial não estava em bom estado emocional. Diante de tal situação, a motivação pode ser variada, inclusive por motivos banais.

A esposa da vítima relatou que o policial se apresentou com seu nome e solicitou falar com o marido, sendo prontamente recebido”, relata o delegado,

Macorin confirma ainda que a polícia foi alertada sobre um possível crime envolvendo um Gol prata e, suspeitando de Jackson, que foram à sua residência, onde o encontraram morto por um tiro na cabeça. A investigação indica que não houve testemunhas de uma discussão, apesar da rapidez dos eventos, e que o policial já havia expressado não estar bem emocionalmente antes do ocorrido.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2817 – 26/03/2026

Cotações em tempo real