Da Redação
Levantamento da Unioeste mostra redução no custo da cesta em junho, mas valor ainda acumula alta de 7,96% nos últimos 12 meses
O custo da cesta básica em Toledo apresentou queda de 0,88% entre maio e junho de 2026, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de aumento. A pesquisa é realizada pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus Toledo, por meio do curso de Ciências Econômicas e dos programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (PGDRA) e em Economia (PGE), em parceria com a Prefeitura de Toledo.
Com a redução, o valor da cesta básica individual passou de R$ 722,91, em maio, para R$ 716,57 em junho.
Apesar do recuo no mês, o levantamento aponta que, no acumulado dos últimos 12 meses, a cesta básica ficou 7,96% mais cara. Em julho de 2025, o custo era de R$ 663,73, enquanto em junho deste ano chegou a R$ 716,57. No período, foram registrados seis meses de alta e seis de queda nos preços.
Cesta básica em Toledo
📉 Variação mensal (junho de 2026)
- -0,88% (em relação a maio)
Acumulado dos últimos 12 meses (jul./2025 a jun./2026)
- +7,96%
Acumulado de 2026 (jan. a jun.)
- +11,29%
Evolução mensal da cesta básica
| Período | Variação |
|---|---|
| Jun./2025 → Jul./2025 | -0,68% |
| Jul./2025 → Ago./2025 | -1,70% |
| Ago./2025 → Set./2025 | -2,16% |
| Set./2025 → Out./2025 | +4,35% |
| Out./2025 → Nov./2025 | -5,52% |
| Nov./2025 → Dez./2025 | +1,25% |
| Dez./2025 → Jan./2026 | +1,07% |
| Jan./2026 → Fev./2026 | -3,49% |
| Fev./2026 → Mar./2026 | +8,19% |
| Mar./2026 → Abr./2026 | +2,31% |
| Abr./2026 → Mai./2026 | +5,10% |
| Mai./2026 → Jun./2026 | -0,88% |
Menor impacto no orçamento
A redução do custo da cesta refletiu diretamente no comprometimento da renda do trabalhador. Em junho, uma pessoa que recebe um salário mínimo precisou destinar 47,79% do salário líquido para adquirir a cesta básica, contra 48,21% registrados em maio.
Também houve redução no tempo de trabalho necessário para comprar os alimentos. Em maio, eram necessárias 98 horas e 7 minutos de trabalho. Em junho, esse tempo caiu para 97 horas e 15 minutos, o equivalente a 44,21% da jornada mensal de um trabalhador remunerado pelo salário mínimo.
Sobe e desce
Dos 13 produtos pesquisados, sete apresentaram aumento de preço:
- Feijão: 18,03%
- Banana: 13,79%
- Margarina: 6,15%
- Farinha de trigo: 6,06%
- Pão francês: 1,74%
- Carne: 0,38%
- Óleo de soja: 0,27%
Outros seis itens ficaram mais baratos:
- Tomate: -12,86%
- Batata: -10,45%
- Arroz: -6,97%
- Café: -6,07%
- Açúcar: -2,70%
- Leite: -2,17%
O feijão registrou a maior alta do mês, impulsionado pela redução da área plantada e pelos efeitos das condições climáticas sobre a primeira e a segunda safra.
Já o tomate apresentou a maior queda, de 12,86%, reflexo da redução da demanda após o período de preços elevados no varejo. A batata, com recuo de 10,45%, também contribuiu para a diminuição do custo da cesta, favorecida pelo avanço da colheita e pelo aumento da oferta no mercado.
Segundo a pesquisa, justamente as quedas nos preços do tomate e da batata foram as principais responsáveis pela redução de 0,88% no valor da cesta básica em junho. O recuo poderia ter sido maior, não fosse o aumento expressivo dos preços do feijão e da banana.
Salário mínimo ideal
O estudo também calcula o salário mínimo necessário para que um trabalhador consiga arcar não apenas com a alimentação, mas também com despesas como moradia, transporte, vestuário e demais necessidades básicas.
Em Toledo, esse valor seria de R$ 6.019,89 em junho de 2026, abaixo dos R$ 6.073,20 estimados para maio.
Na comparação com a média nacional, o salário mínimo necessário no Brasil seria de R$ 8.110,92, valor 34,74% superior ao estimado para Toledo.
Considerando o salário mínimo nacional vigente de R$ 1.621,00, o rendimento necessário para atender às despesas de uma família em Toledo corresponde a aproximadamente 3,7 vezes o piso nacional.





