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Caso de sucesso na reciclagem de resíduos do Paraná começa a ser replicado em Belém-PA

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Foto: Kiko Sierich/Itaipu Parquetec

Coleta Mais Belém é uma parceria da Itaipu Binacional com a Prefeitura, Fadesp e Itaipu Parquetec, e foi lançada na capital paraense nesta quarta (28); iniciativa será legado da COP 30 para o município

Um programa bem-sucedido do Paraná que fortalece a atividade de catadores de recicláveis e a gestão municipal de resíduos sólidos agora também está presente em Belém do Pará. A iniciativa foi lançada nesta quarta-feira (28), durante o II Seminário de Educação Ambiental, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia.

O programa faz parte do convênio Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental e Inovação em Bioeconomia para Belém rumo à COP 30, firmado entre a Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec, Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e Prefeitura Municipal de Belém, e que é realizado no contexto das ações do Governo Federal na preparação da capital paraense para a Conferência Mundial do Clima, a COP 30.

A Itaipu é uma empresa que pertence igualmente aos governos do Brasil e do Paraguai (50% para cada país). Criada há pouco mais de 50 anos, ela é responsável pela usina hidrelétrica que mais gerou energia no mundo (mais de 3 bilhões de Megawatts-hora) e que supre cerca de 10% da eletricidade consumida no Brasil. Mais do que produzir energia, a Itaipu é um projeto de desenvolvimento sustentável compartilhado pelos dois países e que promove diversas iniciativas sociais, ambientais e de desenvolvimento tecnológico.

Programa melhora a qualidade de vida do trabalhador, atestam cooperativas.

No Brasil, essas iniciativas estão abrigadas no programa Itaipu Mais que Energia, presente em 434 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, e que agora chega ao Pará com o Coleta Mais Belém. Em um município considerado modelo dessa iniciativa, Santa Terezinha de Itaipu (PR), localizado próximo à usina, o índice de reciclagem dos resíduos municipais é superior a 90%. Em Belém, essa taxa está entre 3% e 5%.

“A coleta seletiva e a educação ambiental andam lado a lado. Não basta apenas coletar os resíduos, é preciso que a população entenda porque está fazendo isso. E também é importante atuar com os catadores, para que tenham mais estrutura e melhores condições de trabalho. Isso tem impacto direto na melhoria da renda dessas famílias”, afirmou o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni.

O Coleta Mais Belém inicia com a estruturação de quatro cooperativas locais: Concaves, Filhos do Sol, Aral e ACCSB. De início, serão atendidos cerca de 150 catadores, mas a expectativa é dobrar esse público, buscando pessoas que atuam de forma isolada para que se associem. Segundo a presidente da Concaves, Débora Baía, com a reforma dos barracões (que já começaram) e a instalação de equipamentos como esteiras, prensas e empilhadeiras, a expectativa é dobrar a remuneração dos cooperados, que hoje gira em torno de R$ 1.800,00.

“Além de obras e equipamentos, também estão previstas atividades de capacitação para os catadores. A ideia é fazer com que a UVR (Unidade de Valorização de Recicláveis) da Concaves se torne um espaço de referência na região Norte. E, mais do que melhorar as condições de trabalho e de renda, é uma iniciativa que melhora a autoestima desses trabalhadores”, afirmou Débora.

A abertura do seminário contou com a participação da professora doutora Lucilena Gonzaga, pró-reitora de Ensino e Graduação da UFPA; do professor doutor Alcebíades Negrão Macedo, diretor-adjunto da Fadesp; do professor doutor Raul Ventura Neto, coordenador do Eixo Construção do Distrito de Inovação e Bioeconomia de Belém; e da professora doutora Márcia Bittencourt, coordenadora do Eixo Educação Ambiental do convênio.

Marcos Sorrentino, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Foto: Kiko Sierich/Itaipu Parquetec

O seminário contou ainda com a conferência “Diálogos COP 30: o papel da educação ambiental na escola e na comunidade no mundo em emergência climática”, proferida pelo professor doutor Marcos Sorrentino, diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Segundo ele, diante dos enormes desafios que a humanidade enfrenta, não faltam bons exemplos, como o Coleta Mais Belém. Mas é fundamental que a sociedade como um todo se mobilize para que essas iniciativas ganhem escala e se multipliquem. “É importante esse envolvimento para que a atividade de coleta se torne um trabalho permanente, sustentado, gerando trabalho e renda para os catadores, além de benefícios sociais e ambientais que sejam percebidos pela população”, afirmou Sorrentino.

Automóvel

Durante o seminário, a Itaipu também fez a entrega de um automóvel que será utilizado para as atividades do convênio, que incluem a realização de oficinas de educação ambiental sobre temas como os cuidados com resíduos; implantação de hortas comunitárias; colando e pintando com a natureza; fotografia; transformação de óleo de cozinha em sabão; entre outros temas. Ao todo, serão 20 oficinas envolvendo as comunidades de 10 escolas em Belém e suas ilhas, abrangendo localidades como Mosqueiro, Outeiro e Icoaraci.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Itaipu Binacional

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