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Cascavel realiza primeira telecirurgia robótica da Unioeste e coloca Paraná na vanguarda da inovação médica

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Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (29), Cascavel entra para a história da medicina no Paraná com a realização da primeira telecirurgia robótica que foi conduzida pelo coordenador do projeto, professor André Pereira Westphalen, e pela equipe de docentes, preceptores e médicos residentes de Cirurgia Geral do Hospital Universitário do Oeste Paraná e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O procedimento marca um passo inédito no uso de tecnologia avançada para a formação médica no estado.

A iniciativa integra o Projeto de Fomento para Inovação na Educação Médica, desenvolvido por encomenda governamental da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), sob a liderança do secretário Aldo Bona. Além da cirurgia robótica, o programa inclui a formação médica em simulação realística, introdução à inteligência artificial e empreendedorismo, envolvendo estudantes do curso de Medicina da Unioeste do primeiro ao sexto ano, e atividades específicas em robótica para alunos de pós-graduação.

Foto: Divulgação

A cirurgia desta segunda-feira será realizada de forma inédita: o paciente, um suíno utilizado para fins de treinamento, está no Centro de Treinamento de Cirurgia Robótica Scola, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, enquanto o comando do procedimento será feito a partir de Cascavel, no Hospital CEONC, através de um console cirúrgico.

O equipamento utilizado é o MP1000, da Edge Medical, tecnologia que chegou recentemente ao Brasil. O robô permite realizar cirurgias a distância, com a possibilidade de assumir o controle do procedimento a partir de outro local, caso seja necessário. Para isso, é fundamental contar com internet de alta velocidade e estabilidade, suporte garantido pelo Núcleo de Tecnologia e Informação (NTI) da Unioeste e viabilizado pela Reitoria da instituição.

Medidas de segurança foram cuidadosamente planejadas: um gerador de energia está disponível, há duas vias alternativas de acesso à internet e uma equipe de plantão permanece pronta para assumir o comando diretamente em Campo Largo, caso ocorra alguma falha técnica.

A tecnologia já provou sua capacidade em situações complexas: a primeira cirurgia feita através desse mesmo equipamento no Brasil, em um paciente humano ocorreu em Curitiba, dia 23 de setembro de 2025, enquanto o cirurgião estava no Kuwait, a mais de 12 mil quilômetros de distância, em um procedimento de hérnia inguinal, fato esse registrado no Guiness, livro do recordes, como a telecirurgia realizada com a maior distância entre o paciente e o cirurgião .

A expectativa é de que, com o sucesso do projeto, seja criado um Centro Estadual de Formação em Cirurgia Robótica em Cascavel, ampliando a oferta desse tipo de procedimento aos pacientes atendidos pelo Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).

Foto: Divulgação

O coordenador do projeto, Professor Westphalen, ressalta: “Para democratizar o acesso a cirurgia robótica, há necessidade de democratizarmos o treinamento e dar real acesso a esse avanço para toda população. Esse é somente o começo, esperamos que em breve essa tecnologia esteja presente nos nossos hospitais estaduais, e se torne uma rotina, reforçando o papel protagonista do Estado do Paraná na educação médica brasileira. As universidades públicas, em projetos colaborativos entre entidades, têm o dever de serem protagonistas na criação, o desenvolvimento e a difusão de novas tecnologias — articulando ciência, formação de pessoas e inovação em benefício da sociedade.”

Para o secretário Aldo Bona, o momento é um marco na história da educação médica no estado.

“O Paraná está dando um salto na formação de futuros médicos, trazendo para dentro das universidades estaduais a vivência com tecnologias que já são realidade nas grandes potências mundiais. Isso coloca nossos estudantes e professores em contato direto com o que há de mais moderno e inovador na prática médica”, afirmou.

O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, também destacou o impacto do investimento:

“Nossos cursos de Medicina avançam para um novo patamar, incorporando inovação e tecnologia também no ambiente de formação. Essa cirurgia histórica só foi possível graças à parceria estabelecida entre diferentes entes públicos e privados, um esforço conjunto que fortalece tanto a assistência em saúde quanto a formação de futuros profissionais”, ressaltou.

Com essa conquista, Cascavel se posiciona como referência em inovação médica no Paraná, abrindo caminho para o avanço da cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde (SUS) e para a qualificação de novas gerações de médicos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unioeste

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