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Carreata movimenta campanha de Sandro Alex em Toledo

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Toledo entra novamente no roteiro da campanha eleitoral ao Governo do Paraná. Nesta sexta-feira (18), o candidato Sandro Alex (PSD), acompanhado do candidato a vice, Rafael Greca, participa de uma carreata com concentração marcada para as 14h30, nas proximidades do Lago Municipal Diva Paim Barth, na Rua Pedro dos Santos Ramos.

A mobilização aposta no contato direto com apoiadores e na presença nas ruas, estratégia que a campanha de Sandro Alex já vem utilizando em diferentes regiões do Estado. No último fim de semana, o candidato também esteve em Toledo durante a Festa Nacional do Porco no Rolete, ao lado de lideranças políticas estaduais.

A passagem desta sexta-feira reforça a presença da disputa pelo Governo do Estado no Oeste e coloca Toledo mais uma vez no centro das agendas eleitorais do Paraná.

Arte que chama para participar

O 1º Concurso de Desenho mostra uma linha interessante adotada pela Secretaria da Cultura de Toledo: fazer da arte não apenas algo para ser assistido, mas uma experiência de participação. Ao reunir alunos da Casa da Cultura, do CEU das Artes e da Biblioteca Pública em torno do tema ambiental, a iniciativa aproximou criação artística, educação e pertencimento. Na fala do secretário Gabriel Furlan, aparece justamente essa preocupação em colocar alunos, artistas e ex-alunos como parte da própria história cultural do município. É uma concepção de cultura construída com as pessoas, e não somente apresentada a elas.

Concurso, da Cultura e do projeto Rio Com Vida, reuniu alunos da Casa da Cultura, do CEU das Artes e da Biblioteca Pública Municipal em torno da arte e da educação ambiental. Foto: Secom

Cultura que cria pertencimento

Outro aspecto que merece registro é a tentativa de levar a produção artística para além dos espaços tradicionais. A parceria da Cultura com o projeto Rio Com Vida transformou uma questão ambiental em inspiração para desenhos, pesquisas, visitas e exposição pública. Furlan já havia destacado anteriormente o potencial de envolver artistas locais em ações do Rio Com Vida como forma de sensibilizar a população. Agora, o concurso materializa essa proposta e ainda deixa os trabalhos expostos à comunidade até 30 de setembro. É uma maneira de utilizar a arte como porta de entrada para aproximar crianças, jovens, adultos e famílias das discussões da cidade e da própria produção cultural de Toledo.

Prestação de contas entra em pauta na Câmara

A Prefeitura de Toledo apresenta, no próximo dia 23 de setembro, às 9h, em audiência pública na Câmara Municipal, a prestação de contas referente ao segundo quadrimestre de 2026. A apresentação será feita à Comissão de Finanças e Orçamento e vai detalhar a execução orçamentária e financeira do Município no período.

O encontro atende às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e abre espaço para que vereadores e a sociedade acompanhem de perto a evolução das receitas, despesas, investimentos e resultados fiscais da administração municipal. A audiência é um dos principais instrumentos de transparência das contas públicas e

Veteran Car Club convoca assembleia para eleição da nova diretoria

A Associação dos Amigos e Proprietários de Carros Antigos – Veteran Car Club de Toledo realizará assembleia geral ordinária no dia 6 de outubro de 2026, no anfiteatro da Igreja Oficina Church, na Rua Carlos Barbosa, 3025.

A primeira convocação está marcada para as 18h30, com maioria absoluta dos associados, e a segunda para as 19h, com qualquer número de participantes.

Na pauta estão a prestação de contas das ações do mandato e do exercício financeiro de 2026, a eleição e posse da nova diretoria e assuntos gerais.

As chapas interessadas deverão ser protocoladas até as 18h do dia 1º de outubro, mediante ofício ao secretário do Veteran. O edital é assinado pelo presidente da entidade, Cézar Antonio Césaro.

Quando administrar não basta

Há prefeitos que chegam ao poder preparados para administrar uma empresa inteira, mas descobrem, já no primeiro ano, que uma prefeitura não tem dono, tem forças.

Podem ser íntegros, competentes, organizados, planejadores e absolutamente comprometidos com resultados. Podem conhecer números, contratos, obras e metas. Ainda assim, existe uma disciplina que nenhuma planilha ensina: política.

E é exatamente aí que muitos prefeitos de primeira viagem começam a perder tempo.

Na iniciativa privada, o chefe determina, cobra e espera a execução. Na administração pública, uma simples assinatura pode atravessar corredores, gavetas e interpretações. Um documento pode caminhar rapidamente ou descobrir, misteriosamente, que tem pernas muito curtas.

Há servidor comprometido, claro. A maioria entende perfeitamente sua responsabilidade. Mas também existe aquele pequeno universo que conhece cada prazo, cada vírgula da legislação e cada possibilidade de fazer amanhã aquilo que poderia ter sido feito ontem.

Não necessariamente para impedir. Às vezes, apenas para mostrar quem também tem poder.

Esse é um dos primeiros choques de quem entra na política acreditando que basta governar corretamente.

Não basta.

Uma eleição termina nas urnas. A disputa pelo comando da máquina começa no dia seguinte.

Dentro de uma prefeitura permanecem servidores, diretores, chefias e estruturas construídas durante anos. Alguns votaram no vencedor. Outros trabalharam abertamente pelo derrotado. E haverá aqueles que, mesmo depois da posse, continuarão emocionalmente em campanha.

Troca o prefeito. Nem sempre troca o poder.

É aí que surge uma situação curiosa: gente nomeada pelo atual governo continua jogando, silenciosamente, no time anterior. Está na fotografia oficial, ocupa gabinete, recebe função, mas na primeira oportunidade política sabe exatamente para qual lado vai bater a bola.

E o prefeito?

Continua administrando.

Planeja uma obra aqui, busca recurso ali, cobra resultado acolá e repete que não entrou para fazer política, mas para trabalhar.

Bonito.

O problema é que prefeito que não faz política acaba administrando para quem faz.

Governar exige técnica, mas também exige comando. Exige saber quem está junto, quem está apenas perto e quem permanece perto justamente para dificultar.

Isso fica ainda mais evidente durante uma eleição.

É nesse período que alianças deixam de ser discurso e passam a ser teste.

Partidos querem saber quem veste a camisa. Lideranças querem saber quem estará na rua. Governadores, deputados e aliados querem descobrir se aqueles que receberam apoio institucional, político ou financeiro estarão presentes quando chegar a hora de retribuir politicamente.

Não significa transformar prefeitura em comitê eleitoral. A lei estabelece limites claros e eles precisam ser respeitados.

Mas política também é posicionamento.

E posicionamento não se terceiriza.

Durante décadas, prefeitos experientes entenderam perfeitamente essa lógica. Sabiam separar administração pública de campanha eleitoral, mas também sabiam cobrar coerência política daqueles que ocupavam funções de confiança.

Porque cargo de confiança tem justamente uma palavra que não deveria ser decorativa: confiança.

Hoje, em muitos municípios, vê-se uma espécie de neutralidade confortável.

Ninguém quer se comprometer demais.

Ninguém quer perder amizade.

Ninguém quer fechar portas.

Partidos evitam enquadrar seus próprios integrantes. Lideranças toleram dissidências públicas. Governos convivem com auxiliares que trabalham politicamente contra seus próprios aliados.

Tudo para evitar desgaste.

E, tentando evitar pequenos desgastes, produzem um desgaste muito maior: a percepção de ausência de comando.

A política não gosta de espaço vazio.

Quando o prefeito não ocupa politicamente o espaço que conquistou nas urnas, alguém ocupa.

Pode ser um secretário.

Pode ser um vereador.

Pode ser um diretor.

Pode ser um grupo partidário.

Pode até ser aquele que perdeu a eleição.

Por isso, talvez o maior desafio de um bom gestor quando chega à prefeitura não seja aprender a administrar dinheiro público.

Isso ele pode aprender rapidamente.

O desafio é compreender que eficiência sem autoridade política produz resultados silenciosos, enquanto adversários fazem barulho.

Prefeito não precisa abandonar seus princípios para aprender política.

Não precisa transformar a administração em balcão de favores.

Não precisa perseguir servidor, aparelhar repartição ou confundir governo com campanha.

Precisa apenas compreender uma coisa elementar:

governar também é liderar.

E liderança exige decisão.

Porque ficar em cima do muro pode parecer prudência durante algum tempo.

Até o dia em que alguém percebe que o muro também tem dono.

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