Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Campanha da Fraternidade inicia nesta Quarta-feira de Cinzas e encerra-se no Domingo de Ramos

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

Por Marcos Antonio Santos

Com o tema “Fraternidade e Amizade Social”, e lema inspirado no Evangelho de Mateus: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt. 23, 8), terá início nesta Quarta-feira de Cinzas, 14, e enceramento no Domingo de Ramos, 24, a Campanha da Fraternidade 2024. A campanha propõe que a Amizade Social seja um caminho necessário para garantir a boa convivência e a subsistência de todos os seres humanos.

“A Quaresma sempre tem que ser olhada não somente por essa dimensão que nos leva a pensar na nossa vida, mas ela é a preparação para a festa maior da Igreja Católica, que é a ressurreição de Jesus, sem essa ressurreição a Quaresma não tem sentido”, relata Dom João Carlos Seneme, bispo da Diocese de Toledo. A Diocese apresentou a Campanha da Fraternidade 2024 nessa sexta-feira, 9, na Cúria Diocesana.

Para Dom João, o tema deste ano repete no geral o que é a fraternidade. “A Amizade Social antecipa o pensamento do Papa Francisco que nos convoca desde a encíclica Fratelli Tutti, onde ele convoca que somos um, juntamente com a natureza, então esse respeito de criarmos não muros, mas fraternidade como fazia São Francisco, que chamava todos de irmão. A Campanha da Fraternidade nos convida a diminuir as barreiras de geografia e espaço, nos interpelando a comunhão e a solidariedade. A campanha deve ser cheia de reflexões sobre os temas centrais da Quaresma: nos convidando ao jejum, abstinência e a esmola, que são temas dentro da nossa espiritualidade religiosa, nos convidando a penitência, mas na dinâmica de alegria e de encontro da Páscoa”, comenta Dom João.

SOCIEDADE ADOECIDA – Jennifer Teixeira (integrante da equipe da Campanha da Fraternidade 2024), disse que os temas da CF são analisados por comissões e são definidos com antecedência, e ela ressalta que o tema deste ano é de extrema relevância e quando foi escolhido se pensou como a sociedade está adoecida. E ela recorda que recentemente o mundo viveu a pandemia da Covid-19, “embora a pandemia não seja a única responsável por isso, mas sabemos que as relações foram sendo reduzidas e muitas pessoas se afastaram, e ainda estamos retornamos as nossas relações”.

Pe. André, dom João e Jennifer. Foto: Gazeta de Toledo

Segundo Jennifer, o diálogo está cada vez mais raro dentro das famílias, muitas vezes, por questões ideológicas. E ela menciona ainda a intolerância nas redes sociais e na vida real. “Podemos perceber uma séria de questões: a transformação daquele que é diferente de mim em um inimigo; os discursos de ódio; a cultura do cancelamento nas redes sociais, que muitas vezes é levado para o mundo real. As vezes temos um pai que não conversa com o filho por razões ideológicas, avós que não conversam com os netos, irmãos que estão afastados. Esses vínculos famílias rompidos muitas vezes por conta dessa ideologia. Sabemos que os dados sobre a violência, homicídios, feminicídios aumentam de uma forma vertiginosa; existe uma problemática social em cima disso também”.   

Ela cita outro sintoma da sociedade adoecida: a alterofobia, aversão ao outro. “É ódio aos mais pobres, em especial as pessoas em situação de rua, que é um problema complexo que exige, portanto, soluções mais complicadas. Precisamos combater e transformar esse ódio em ação. Temos que olhar para esses nossos irmãos como seres humanos, e Jesus nos convida a olhar para eles dessa forma”, afirma Jennifer, que lembra ainda das fake news, intolerância religiosa violações de direito, violências sexuais e físicas.

“A igreja sempre está nos convidando a olhar para fora. No cartaz da CF temos as janelas e com várias pessoas diferentes em volta da mesa, porque comungamos o ideal de paz e fraternidade. E as janelas do cartaz são um convite para que possamos olhar para além do que está em nossas paredes”. Jennifer Teixeira enaltece que o remédio para tudo isso é a amizade social.

 O cartaz da CF convida ao gesto concreto da Campanha da Fraternidade: a doação à Coleta Nacional da Solidariedade que acontecerá no dia 24 de março de 2024, Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. A coleta fortalece os Fundos Diocesanos e Nacional de Solidariedade, que colaboram com centenas de projetos sociais por todo o Brasil, sempre ligados ao tema da CF de cada ano.

Foto: Gazeta de Toledo

 “TODOS OS POVOS” – Durante o lançamento da CF 2024 também foi apresentado pelo padre André Boffo Mendes, o Projeto “Todos os Povos”, que tem a Cáritas Diocesana de Toledo com uma das promotoras, e visa principalmente os migrantes e refugiados.  

O padre André disse que a Itaipu Binacional estabeleceu um contrato com a Cáritas e patrocina o projeto no período de janeiro de 2024 até dezembro de 2026. “Ao longo destes anos teremos um projeto que pode se dizer de amizade social, para fazer a inclusão dessa população cada vez mais dentro da nossa sociedade para diminuir a xenofobia e uma série de outras ações”.

Ele disse que o projeto consiste em três pilares inicialmente:  acolhimento, proteção e a promoção da pessoa migrante. Padre André relata algumas ações que o projeto irá comtemplar. “Visa encaminhar para regularização migratória pelo menos 2 mil pessoas por ano na nossa região; regularizar orientações locais para pelos menos 400 pessoas por ano; oferecer atendimento psicológico, temos uma média  120 atendimentos  por ano que o projeto contempla; oferecer e ampliar para essas pessoas acesso a língua portuguesa; oferecer conscientização; e vamos hospedar em Foz do Iguaçu, o Seminário Regional de Tráfico  de Pessoas;  e também está previsto ao final dos três anos um Congresso sobre Migração e Tráfico de Pessoas”.

Na região, a Cáritas em parceria com a Itaipu está abrindo casas de passagens onde o migrante poderá permanecer por três meses enquanto a sua vida é resolvida.  Em Toledo não terá casa de passagem, mas será trabalhado a hospedagem social. Estabelecimentos serão cadastrados para receber essa população.  Segundo o padre André Boffo, o projeto já está em andamento e com os profissionais trabalhando e atendendo a população migrante.     

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2806 – 28/01/2026

Cotações em tempo real