Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Câmara de Toledo transforma afastamento em omissão institucional

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

O caso dos vereadores afastados por achaque a empresários escancarou um vácuo de responsabilidade na Câmara de Toledo. O Ministério Público determinou, a Justiça transferiu a atribuição, mas a mesa diretiva e a presidência preferiram o silêncio. O regimento interno e seu código de ética é claro: suplentes devem ser convocados após 30 dias de afastamento. O ato nº 14 formalizou a medida. Ainda assim, nada foi feito. O resultado? Uma Câmara paralisada, que se esconde atrás de desculpas protocolares e empurra com o silêncio uma crise que exige ação.

O silêncio dos inocentes (e dos culpados)

1. Ministério Público fez a parte dele

A promotoria agiu: afastou os vereadores acusados de achaque a empresários, cortou salários e apontou o caminho. Até aí, tudo certo. O problema começa no próximo capítulo.

2. Justiça Criminal: a Pilatos de toga

O juiz decidiu: não é comigo. Lavou as mãos, passou o pano e jogou a batata quente de volta no colo da Câmara. Justiça lenta é ruim. Justiça covarde é pior.

3. Mesa Diretiva: a arte de engavetar

A presidência da Câmara e sua Mesa Diretiva são uma obra-prima da inércia institucional. Não convocaram reunião, não chamaram suplentes, não cortaram salários. Nem mesmo um singelo bilhete de desculpa ao eleitorado. Permanecem imóveis, contemplando o teto, como se a vergonha fosse artigo de decoração no plenário. Se a decisão da Justiça foi corretamente interpretada como “devolutiva” à Câmara, então estamos diante de uma lacuna que exige não só ação, mas talvez uma revisão na própria jurisprudência — afinal, de que adianta o regimento Ético se a Mesa o interpreta como peça de ficção?

4. O jurídico: “se vira, presidente”

O setor jurídico da Casa também repassou o “pepino” para a presidência com devolutiva a Justiça(hic). É o famoso “técnico de vestiário”: só dá instrução do banco, mas não entra em campo.

5. Regimento Ético é claro. Os vereadores, nem tanto

O artigo 56 do Conselho de Ética é cristalino: afastou por mais de 30 dias, chama suplente. Simples, direto, sem margem para dúvida. Mas, na Câmara de Toledo, até lei clara vira borrão quando a conveniência é não agir. Não adianta querer trocar os membros do Conselho, pois, irei expor mais sujeira sobre.

6. Professor Oséias e Chumbinho: os porta-vozes da vergonha

Em meio à pasmaceira institucional, ergueram-se duas vozes dissonantes. O Professor Oséias, com a simplicidade do óbvio, lembrou que o episódio é vergonhoso, contamina todos e abre espaço para outsiders que surfam no descrédito da política. Já Chumbinho Silva, que não ostenta diploma de Direito, mas conhece a diferença entre cumprir a lei e empurrá-la para a gaveta, ergueu sua indignação contra a inércia da Mesa. Dois vereadores que, pelo menos, não confundem silêncio com estratégia e muito menos omissão com jurisprudência.

7. A pizza já está no forno

Enquanto todos empurram com a barriga, a opinião pública cozinha na certeza de que vai acabar em pizza. E o pior: uma pizza mal feita, com gosto de impunidade e cobertura de descrédito.

8. A Câmara como fábrica de outsiders

O que a mesa diretiva não entendeu é que cada minuto de silêncio institucional é um convite para aventureiros políticos. Quando o povo perde o respeito pela política, surgem os “salvadores da pátria”. E, cá entre nós, Toledo não precisa de um Hugo Chávez, precisa de vereadores que façam o básico: cumprir a lei.

O silêncio que grita

Na Câmara de Toledo, a omissão virou método. O Ministério Público afastou, a Justiça lavou as mãos e a Mesa Diretiva descobriu a arte de contemplar o teto enquanto a cidade cobra respostas. O regimento é claro: suplente entra após 30 dias. Mas a regra, por lá, virou ficção.

Professor Oséias e Chumbinho foram as raras vozes que lembraram o óbvio: vergonha não se engaveta. Enquanto isso, a pizza da impunidade já assa no forno, temperada com descrédito e silêncio institucional. Toledo não precisa de salvadores da pátria — precisa apenas de vereadores que entendam que cumprir a lei não é favor, é obrigação.

Protocolo de “Manchester”

Leandro Moura, diretor da UPA e apresentador do programa SABER+, transmitido aos sábados pela Gazeta, recebeu nesta edição a enfermeira Claudiana de Souza. Tive a satisfação de conhecê-la pessoalmente e confirmar o que muitos já comentavam: além de extremamente competente, Claudiana atua há mais de 30 anos na enfermagem, possui cinco pós-graduações na área da saúde e é reconhecida pela simpatia e dedicação. Seu trabalho deixa marcas não apenas no município, mas também em diversas clínicas e autarquias em que atua.

Apresentação da equipe de futebol

No próximo dia 27, às 19h, na GM Pizzaria, o Oeste Brasil F.C., por meio do presidente Agenor Piccinin, promoverá a cerimônia de apresentação do elenco de jogadores para a Terceira Divisão – Temporada 2025.
Na ocasião, também será lançado o Programa Sócio Colaborador e os torcedores poderão garantir a camisa oficial do clube para a temporada.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2809 – 18/02/2026

Cotações em tempo real