O caso dos vereadores afastados por achaque a empresários escancarou um vácuo de responsabilidade na Câmara de Toledo. O Ministério Público determinou, a Justiça transferiu a atribuição, mas a mesa diretiva e a presidência preferiram o silêncio. O regimento interno e seu código de ética é claro: suplentes devem ser convocados após 30 dias de afastamento. O ato nº 14 formalizou a medida. Ainda assim, nada foi feito. O resultado? Uma Câmara paralisada, que se esconde atrás de desculpas protocolares e empurra com o silêncio uma crise que exige ação.
O silêncio dos inocentes (e dos culpados)
1. Ministério Público fez a parte dele
A promotoria agiu: afastou os vereadores acusados de achaque a empresários, cortou salários e apontou o caminho. Até aí, tudo certo. O problema começa no próximo capítulo.
2. Justiça Criminal: a Pilatos de toga
O juiz decidiu: não é comigo. Lavou as mãos, passou o pano e jogou a batata quente de volta no colo da Câmara. Justiça lenta é ruim. Justiça covarde é pior.
3. Mesa Diretiva: a arte de engavetar
A presidência da Câmara e sua Mesa Diretiva são uma obra-prima da inércia institucional. Não convocaram reunião, não chamaram suplentes, não cortaram salários. Nem mesmo um singelo bilhete de desculpa ao eleitorado. Permanecem imóveis, contemplando o teto, como se a vergonha fosse artigo de decoração no plenário. Se a decisão da Justiça foi corretamente interpretada como “devolutiva” à Câmara, então estamos diante de uma lacuna que exige não só ação, mas talvez uma revisão na própria jurisprudência — afinal, de que adianta o regimento Ético se a Mesa o interpreta como peça de ficção?
4. O jurídico: “se vira, presidente”
O setor jurídico da Casa também repassou o “pepino” para a presidência com devolutiva a Justiça(hic). É o famoso “técnico de vestiário”: só dá instrução do banco, mas não entra em campo.
5. Regimento Ético é claro. Os vereadores, nem tanto
O artigo 56 do Conselho de Ética é cristalino: afastou por mais de 30 dias, chama suplente. Simples, direto, sem margem para dúvida. Mas, na Câmara de Toledo, até lei clara vira borrão quando a conveniência é não agir. Não adianta querer trocar os membros do Conselho, pois, irei expor mais sujeira sobre.
6. Professor Oséias e Chumbinho: os porta-vozes da vergonha
Em meio à pasmaceira institucional, ergueram-se duas vozes dissonantes. O Professor Oséias, com a simplicidade do óbvio, lembrou que o episódio é vergonhoso, contamina todos e abre espaço para outsiders que surfam no descrédito da política. Já Chumbinho Silva, que não ostenta diploma de Direito, mas conhece a diferença entre cumprir a lei e empurrá-la para a gaveta, ergueu sua indignação contra a inércia da Mesa. Dois vereadores que, pelo menos, não confundem silêncio com estratégia e muito menos omissão com jurisprudência.
7. A pizza já está no forno
Enquanto todos empurram com a barriga, a opinião pública cozinha na certeza de que vai acabar em pizza. E o pior: uma pizza mal feita, com gosto de impunidade e cobertura de descrédito.
8. A Câmara como fábrica de outsiders
O que a mesa diretiva não entendeu é que cada minuto de silêncio institucional é um convite para aventureiros políticos. Quando o povo perde o respeito pela política, surgem os “salvadores da pátria”. E, cá entre nós, Toledo não precisa de um Hugo Chávez, precisa de vereadores que façam o básico: cumprir a lei.
O silêncio que grita
Na Câmara de Toledo, a omissão virou método. O Ministério Público afastou, a Justiça lavou as mãos e a Mesa Diretiva descobriu a arte de contemplar o teto enquanto a cidade cobra respostas. O regimento é claro: suplente entra após 30 dias. Mas a regra, por lá, virou ficção.
Professor Oséias e Chumbinho foram as raras vozes que lembraram o óbvio: vergonha não se engaveta. Enquanto isso, a pizza da impunidade já assa no forno, temperada com descrédito e silêncio institucional. Toledo não precisa de salvadores da pátria — precisa apenas de vereadores que entendam que cumprir a lei não é favor, é obrigação.
Protocolo de “Manchester”

Leandro Moura, diretor da UPA e apresentador do programa SABER+, transmitido aos sábados pela Gazeta, recebeu nesta edição a enfermeira Claudiana de Souza. Tive a satisfação de conhecê-la pessoalmente e confirmar o que muitos já comentavam: além de extremamente competente, Claudiana atua há mais de 30 anos na enfermagem, possui cinco pós-graduações na área da saúde e é reconhecida pela simpatia e dedicação. Seu trabalho deixa marcas não apenas no município, mas também em diversas clínicas e autarquias em que atua.
Apresentação da equipe de futebol
No próximo dia 27, às 19h, na GM Pizzaria, o Oeste Brasil F.C., por meio do presidente Agenor Piccinin, promoverá a cerimônia de apresentação do elenco de jogadores para a Terceira Divisão – Temporada 2025.
Na ocasião, também será lançado o Programa Sócio Colaborador e os torcedores poderão garantir a camisa oficial do clube para a temporada.