Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

APAC de Toledo: quando a recuperação deixa de ser discurso e vira realidade

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

Na manhã desta quarta-feira, 26, a APAC de Toledo abriu suas portas para a imprensa em um café seguido de uma visita às instalações da entidade. Mais do que conhecer espaços físicos, foi uma oportunidade para enxergar de perto uma proposta que, durante anos, foi motivo de debates, discussões e até desconfianças em Toledo.

Este jornalista acompanhou parte dessa história desde os primeiros movimentos pela implantação da APAC no município, passando pelas discussões sobre a aprovação do projeto, a escolha do local, o início das obras e, agora, a consolidação de uma estrutura que começa a mostrar, na prática, aquilo que seus idealizadores sempre defenderam.

E é impossível não se emocionar.

Dentro da APAC estão pais de família que cumprem suas penas de uma maneira diferente da lógica tradicional do sistema prisional. Ali, a lei convive com a disciplina, a fé, o trabalho e, sobretudo, com a oportunidade de reconstruir uma vida.

Mais do que cumprir uma pena, os recuperandos são estimulados a produzir, aprender e assumir responsabilidades. Parte desse trabalho também ajuda no sustento de suas próprias famílias, mostrando que a ressocialização pode deixar de ser uma palavra bonita em discursos para se transformar em uma experiência concreta.

É a filosofia criada pelo jornalista e advogado Dr. Mário Ottoboni, in memoriam, ganhando vida em Toledo: recuperar o preso, proteger a sociedade e, cada vez mais, olhar também para as vítimas.

Não é simplesmente um presídio

Um dos pontos destacados pela juíza de Direito de Toledo, Dra. Luciana Lopes do Amaral Beal, é justamente a necessidade de romper com uma visão equivocada sobre a APAC.

A metodologia não pretende reproduzir dentro de seus muros o modelo convencional de encarceramento. A proposta trabalha com disciplina, responsabilidade, estudo, espiritualidade, trabalho e participação da comunidade.

É uma mudança de conceito. E talvez seja justamente aí que esteja seu maior desafio: fazer a sociedade compreender que ressocializar também é uma forma de fazer segurança pública.

Prevenção também é segurança

Para a magistrada, combater a criminalidade não significa apenas prender. Segurança pública também passa pela prevenção e pela capacidade de impedir que uma pessoa retorne ao crime depois de cumprir sua pena.

É nesse ponto que a metodologia da APAC faz a diferença.

Se a pessoa que deixa o sistema prisional consegue reconstruir sua vida, trabalhar, sustentar sua família e não voltar a delinquir, toda a sociedade ganha.

A vítima também precisa ser lembrada

O presidente da APAC Toledo, Ernani Magnabosco, chamou atenção para uma questão importante: a recuperação não pode deixar as vítimas para trás.

A entidade começa a discutir e estruturar ações que também possam alcançar vítimas e familiares, incluindo pessoas que sofreram diretamente com o crime, testemunhas e crianças e jovens afetados pela violência.

É uma visão mais ampla de justiça. Porque o crime não termina necessariamente quando o autor é condenado.

Trabalho que devolve dignidade

Dentro da APAC, o trabalho não aparece apenas como uma ocupação para preencher o tempo. Ele faz parte do processo de recuperação.

Os recuperandos desenvolvem atividades produtivas, aprendem novas responsabilidades e, em alguns casos, conseguem contribuir financeiramente para suas próprias famílias.

É uma das imagens mais fortes da visita: homens que erraram, que estão pagando por seus erros, mas que também estão tendo a oportunidade de reconstruir sua trajetória.

A fé como parte do processo

Outro elemento presente na metodologia é a espiritualidade.

Não se trata apenas de religião, mas da construção de valores, responsabilidade e consciência sobre os próprios atos.

A proposta de Ottoboni parte justamente da ideia de que a recuperação precisa alcançar o ser humano em diferentes dimensões. Lei, disciplina, trabalho, estudo, família e fé caminham juntos.

Uma história que Toledo acompanhou de perto

Para quem acompanhou desde o início a luta pela implantação da APAC em Toledo, a visita desta quarta-feira teve um significado especial.

Houve resistência, dúvidas, discussões sobre o modelo, definição do local, obras e uma longa caminhada até que a instituição pudesse funcionar.

Hoje, ao entrar naquele espaço e observar a rotina dos recuperandos, é possível compreender que aquela antiga discussão ganhou esse novo capítulo.

Agora, a APAC precisa ser avaliada pelo que entrega.

E os resultados, a transformação pessoal e a possibilidade de reconstrução de vidas são parte importante dessa avaliação.

Uma construção coletiva

A APAC não se sustenta apenas com paredes, recursos públicos ou decisões judiciais. Existe ali uma rede de pessoas que acredita na proposta e trabalha para que ela funcione.

Por isso, fica o reconhecimento ao presidente Ernani Magnabosco, pela condução e pela abertura da instituição à sociedade e à imprensa; à Dra. Luciana Lopes do Amaral Beal, juíza de Direito de Toledo, pelo envolvimento e pela defesa de uma visão mais humana e preventiva da Justiça; à Aranele Claudia Marena – vice presidente, Sônia aparecida Marta assistente social, Maria Aparecida Soares dos Santos e Alini Cristino Pedrini Neves, assistentes sociais que atuam na entidade cedidas pelo Conseg, muitas delas de forma voluntária, dedicando tempo, conhecimento e sensibilidade a um trabalho que nem sempre aparece.

São pessoas que, de diferentes maneiras, ajudam a transformar uma ideia em realidade.

E talvez essa seja a melhor definição para a APAC: não é apenas um lugar onde pessoas cumprem pena. É um espaço onde se tenta provar que, quando existe oportunidade, disciplina e responsabilidade, a recuperação pode ser possível. E quando um homem consegue voltar para casa diferente daquele que entrou, quem ganha não é apenas ele. Ganha sua família. Ganha a comunidade. E ganha a própria sociedade.

Ratinho Junior participa da 26ª Festa das Orquídeas e do Peixe em Maripá

O governador Carlos Massa Ratinho Junior . Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Maripá recebe, de 27 a 30 de agosto, a 26ª Festa das Orquídeas e do Peixe, um dos principais eventos do calendário regional. A abertura da programação contará com a presença do governador Ratinho Junior, nesta quinta-feira (27), às 14 horas, no Centro de Eventos Dorival Moreira.

Reconhecida como Capital Nacional da Tilápia e referência na produção de orquídeas, Maripá reúne durante quatro dias gastronomia, cultura, negócios e entretenimento. A programação inclui exposição de orquídeas, pratos à base de tilápia, café colonial, feira da indústria e comércio, apresentações culturais, shows nacionais, parque de diversões e exposições.

A presença do governador reforça a importância da festa para Maripá e para o Oeste do Paraná, especialmente na valorização da produção, do turismo e das potencialidades econômicas do município.

Serviço:
26ª Festa das Orquídeas e do Peixe
Data: quinta-feira (27)
Horário: 14 horas
Local: Centro de Eventos Dorival Moreira – Maripá

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2824 – 16/06/2026

Cotações em tempo real