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O vereador Professor Oseias usou a tribuna para questionar o discurso de harmonia defendido pelo ex-prefeito Beto Lunitti. Segundo ele, as ações adotadas após a mudança de governo não combinam com a mensagem de conciliação.

“O prefeito da harmonia tentou cassar cinco vereadores logo no início da legislatura e agora aparece pregando união. Harmonia não está no discurso, está nas atitudes”, afirmou.

O parlamentar também relembrou a posse do prefeito Mario Costenaro, classificando como deselegante o longo pronunciamento feito pelo então ex-prefeito durante a cerimônia.

Para Oseias, a coerência entre palavras e ações é o que dá credibilidade ao discurso político.

Boleto parcelado e o “urubucarniça”

Ele aterrissou no capô do Fusca branco, ofegante, penas desalinhadas e o bico escancarado.

— Chefe, chefe… tem mais uma!

Era o velho Urubucarniça, trazendo novidades diretamente do gabinete amaldiçoado.

— E o que foi dessa vez? — perguntei.

— Nomeação nova. Aquele ex-assessor do vereador cassado, o famoso “fazero”, está de malas prontas para assumir uma assessoria.

Confesso que não vi a surpresa.

— E daí?

O urubu quase caiu do capô.

— Como assim, e daí? Dizem que lá atrás o cidadão e a futura patroa não trocavam exatamente flores, sim, “ameaças”.  Ela instalou até câmeras no gabinete por excesso de cautela.

Acalmei minha ave carniceira.

Meu caro, você ainda não entendeu como funciona a política moderna. Tem conta que vence à vista e tem conta que se parcela em suaves prestações.

A eleição da mesa diretora passou. Os boletos ficaram.

E pelo visto, alguns estão sendo quitados agora.

Não estou dizendo que seja pagamento. Longe de mim.

Pode ser apenas uma extraordinária coincidência administrativa.

Daquelas coincidências tão raras que acontecem toda semana.

Enquanto isso, o Conselho de Ética fez seu trabalho, a Justiça Criminal fez o dela, e a política segue fazendo aquilo que sabe fazer melhor: acomodar sobreviventes.

No fim das contas, talvez o Urubucarniça esteja errado.

Talvez seja tudo competência. E talvez os porcos voem. Mas, por precaução, vou deixar a janela aberta.

Comunicação em ação

Pela primeira vez em um ano e meio de gestão, a Secretaria de Comunicação divulgou oficialmente, e com antecedência, a agenda de compromissos do prefeito e seus comandados.

Entrega de kits, reinauguração de CMEI, assinatura de contrato, audiência pública e eventos institucionais passaram a ser informados em canal oficial.

Uma iniciativa simples, mas fundamental. Afinal, comunicar as ações antes que elas aconteçam é justamente uma das principais funções de uma Secretaria de Comunicação. Antes tarde do que nunca. Afinal, transparência não deveria ser novidade, mas rotina. Parabéns!

Pronunciamento estranho, provocação ou discurso ensaiado?

A política de Toledo continua produzindo cenas capazes de confundir até os observadores mais experientes. Nesta semana, uma fala da vereadora Professora Marni chamou atenção não pelo conteúdo em si, mas pelos personagens escolhidos para receber elogios públicos.

Da tribuna, Marni destacou o papel de Márcio Pimentel como principal elo de diálogo entre o governo municipal e os vereadores. Até aí, nada de extraordinário. O que realmente provocou estranheza foi a sequência: a vereadora também fez questão de enaltecer o trabalho de Derli Dornin, especialmente na área esportiva e junto às escolas estaduais.

E aí surgem as perguntas inevitáveis.

Desde quando Márcio e Derli viraram unanimidades? Em que momento passaram da condição de alvos frequentes de críticas para exemplos de gestão e diálogo? O que mudou tão rapidamente?

Quem acompanha os bastidores sabe que ambos já estiveram diversas vezes na linha de tiro de integrantes do próprio grupo político que hoje ocupa espaços de poder. Por isso, ouvir elogios tão enfáticos causa, no mínimo, surpresa. E não uma surpresa qualquer. Daquelas capazes de arrepiar até os cabelos do próprio Derli.

Foi um reconhecimento espontâneo? Uma tentativa de reposicionamento político? Um recado interno? Ou apenas uma estratégia para gerar desconforto em determinados setores da administração?

Toledo é meu xodó

Se eu escrever o nome Humberto Luiz Arruda Mombelli, provavelmente pouca gente vai saber de quem estou falando. Mas basta citar o apelido Xodó para que muitos toledanos, especialmente os de meia-idade, logo se lembrem daquela figura conhecida e carismática que marcou época na cidade.

Seu nome ficou eternizado em um dos slogans mais lembrados da política local: “Toledo é meu xodó”. Na época, candidatou-se a vereador e, embora não tenha conquistado uma cadeira na Câmara Municipal, conquistou algo que poucos conseguem: um lugar na memória popular. Afinal, eleição passa, mas algumas histórias permanecem.

Hoje, Xodó vive no Pará há mais de duas décadas. A distância, porém, nunca foi suficiente para romper os laços construídos ao longo dos anos. Nesta última semana, por motivos familiares, esteve novamente em Toledo e aproveitou a oportunidade para reencontrar velhos amigos — grupo do qual tenho a satisfação de fazer parte.

Foi mais uma daquelas provas de que as pessoas verdadeiramente especiais podem até se afastar fisicamente, mas jamais deixam de cultivar as amizades e o carinho por aqueles que fazem parte de sua história. Entre conversas, risadas e muitas recordações, revivemos momentos que ajudaram a construir a trajetória de cada um de nós.

E como toda boa amizade merece ser celebrada, os reencontros aconteceram nos tradicionais bares da vida, palco de tantas histórias, causos e lembranças. Afinal, o tempo passa, os caminhos mudam, mas a amizade sincera continua sendo um dos maiores patrimônios que alguém pode carregar.

Nas fotos, alguns registros desse reencontro que teve sabor de saudade, amizade e, claro, muito xodó por Toledo.

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