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Quantas vezes devo perdoar o meu irmão? Sempre!

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O perdão é o grande tema da liturgia deste domingo. Um tema candente, delicado se se pensa na falta de piedade que coloca em contradição as escolhas históricas e cotidianas da humanidade hoje. Percebemos um clima de ódio que cresce a cada dia e as pessoas querendo se armar para se proteger e o perdão sendo cada vez mais desprestigiado e considerado uma resposta dos fracos para alguns. Na Bíblia encontramos no perdão a grandeza de Deus e também do ser humano: um tesouro a ser redescoberto em tempos em que a vingança se torna o único caminho eficaz diante da maldade do ser humano.

Existe um limite para o perdão?

Na pergunta de Pedro, o número sete indica um limite, uma demarcação razoável. Os rabinos apontavam que o perdão deveria ser concedido três ou quatro vezes no máximo. O apóstolo Pedro, com o número sete, vai além do imaginável, ultrapassando de longe o limite estabelecido. Mesmo assim coloca um limite.

A resposta de Jesus o desconcerta porque diz que o perdão é ilimitado (setenta vezes sete vezes) e em seguida apresenta uma parábola organizada em três cenas com dois protagonistas: servo e patrão; servo e outro servo; patrão e servo e depois acontece a explicação de Jesus. O contraste aparece em vários níveis. No primeiro caso aquele que perdoa uma dívida enorme (dez mil talentos) é o patrão, quem recebe o perdão é um servo. No segundo caso o colega do servo perdoado lhe devia uma quantia ínfima (30 reais). O contraste que chama está entre o comportamento generoso do patrão e a crueldade do seu devedor. O resultado final é a punição para o homem incapaz de perdoar. Jesus conclui que também nós seremos punidos pelo Pai do céu, se não perdoarmos de coração o nosso irmão.

O ponto central da parábola se encontra na conclusão: todos somos devedores diante de Deus; nunca poderemos pagar nossas dívidas. Constantemente pedimos perdão pelos nossos pecados. Deus perdoa e nos pede que perdoemos nossos irmãos: “Perdoai-nos as nossas ofensas assim que nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Falar hoje em dia de perdão e misericórdia torna-se ainda mais complicado à luz dos valores que o mundo privilegia. Estamos vivendo momentos difíceis em que a vingança é supervalorizada. As redes sociais se tornaram campo de batalha onde acontecem conflitos e confrontos cruéis e dolorosos. A falta de respeito mútuo, os insultos e as calúnias são frequentes. Sem que ninguém os autorize, pessoas cristãs servem-se da internet e da invisibilidade para semear agressividade e ódio, destruindo sem piedade o nome e a trajetória dos outros simplesmente porque pensam diferente.

Jesus propõe o perdão sem limites entre os seus seguidores. Necessitamos urgentemente de testemunhas de Jesus que anunciem com palavra firme o seu Evangelho e que contagiem com coração humilde a sua paz. Pessoas de fé que vivam o perdão e ajudem a curar esta obsessão doentia que entrou na sua Igreja.

Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, depois vai levar a tua oferta. Que esta palavra nos acompanhe e que a comunhão com o Corpo de Cristo nos dê a força necessária para começar a praticá-la.

Neste final de semana 13 e 14 de setembro será realizada a Coleta para os Lugares Santos, que tradicionalmente ocorre na Sexta-feira Santa. Essa mudança se deu por causa da pandemia do novo Coronavírus que atingiu o mundo e a transferência de data, aprovada pelo Papa Francisco, foi escolhida por ser o domingo próximo à festa da Exaltação da Santa Cruz.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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