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Polícia Civil desarticula organização criminosa que usava falso serviço de delivery para vender drogas em Toledo

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Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná deflagrou, nesta sexta-feira, a terceira fase da Operação Top Fake, em Toledo, no Oeste do Estado. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa altamente estruturada que utilizava um falso serviço de tele-entrega de alimentação para comercializar drogas na cidade. Cerca de 100 policiais participaram da operação, que resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca, além de prisões em flagrante e apreensão de entorpecentes.

Segundo as investigações conduzidas pela 20ª Subdivisão Policial (SDP) de Toledo, o grupo utilizava a fachada da empresa fictícia Top Lanches para distribuir cocaína fracionada em embalagens ziplock. As drogas eram entregues por motoboys, simulando um serviço regular de delivery e dificultando a identificação da atividade criminosa.

Durante a operação, foram mobilizados aproximadamente 100 policiais civis, com apoio do Canil da Guarda Municipal de Toledo, do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal.

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados judiciais, sendo nove de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. Quatro dos mandados de busca foram executados na Penitenciária Estadual de Cascavel, onde também foram realizadas diligências para combater o tráfico de drogas e a entrada de celulares na unidade prisional.

O delegado-chefe da 20ª SDP de Toledo, Alexandre Macorin, destacou a importância da operação e o trabalho desenvolvido pela equipe de investigação.

“Mais de cem policiais participaram da Operação Top Fake 3, aqui em Toledo, desarticulando uma importante quadrilha que traficava drogas no nosso município”, afirmou.

O delegado Paulo Ricardo Cutrim explicou que a investigação teve início ainda no ano passado.

“Essa investigação, na realidade, teve início no ano passado, quando foi identificado um grupo criminoso que disponibilizava e fornecia drogas por meio de um sistema de delivery, utilizando motocicletas e motoboys para ocultar a operação ilícita”, disse.

Segundo Cutrim, esta é a terceira etapa da Operação Top Fake e representa mais um avanço no combate à organização criminosa.

“Na operação de hoje foram cumpridos 26 mandados judiciais, sendo 17 de busca e apreensão e nove de prisão preventiva. Quatro desses mandados foram cumpridos diretamente na Penitenciária Estadual de Cascavel, já que presos da operação anterior continuaram traficando e coordenando as atividades criminosas de dentro da unidade prisional. Além disso, outros três indivíduos foram presos em flagrante por armazenarem drogas”.

Além dos alvos dos mandados, três pessoas foram presas em flagrante por armazenarem entorpecentes. Durante as diligências, os policiais apreenderam diversas porções de cocaína e maconha, grande parte delas já fracionada e pronta para comercialização.

Entre os presos está o gerente operacional e financeiro da organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, ele era responsável pelo controle financeiro do grupo, pela administração da contabilidade e pela criação de mecanismos destinados à lavagem do dinheiro obtido com o tráfico. Ele respondia diretamente ao líder da quadrilha que, mesmo preso, continuava comandando as atividades criminosas de dentro do sistema prisional. Também foram presos integrantes responsáveis pelos setores de armazenamento e logística da distribuição dos entorpecentes.

Com a deflagração da terceira fase da Operação Top Fake, a Polícia Civil já contabiliza mais de 50 mandados judiciais cumpridos e mais de 25 prisões preventivas ao longo de toda a investigação.

A Polícia Civil reforça que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos na organização criminosa e reafirma o compromisso de combater grupos que utilizam estruturas empresariais de fachada para mascarar o tráfico de drogas.

Fonte: PCPR

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