Um estudo desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PGDRA) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, analisou como estratégias associativas, especialmente a formação de consórcios intermunicipais, podem fortalecer a agricultura familiar nos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, na região Oeste do Paraná.
A pesquisa, elaborada pela pesquisadora Maria Carolina de Oliveira, sob orientação da professora Mirian Beatriz Scheider, teve como base entrevistas com médicos-veterinários responsáveis pelos Serviços de Inspeção Municipal (SIM). O objetivo foi identificar as principais barreiras e oportunidades relacionadas à implantação do SIM e à adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-PR).
Os resultados apontam que, apesar do elevado potencial produtivo da região, ainda persistem entraves estruturais, burocráticos e informacionais que dificultam a formalização das agroindústrias familiares e limitam o acesso aos mercados formais. Nesse cenário, os consórcios intermunicipais surgem como uma alternativa viável para reduzir custos operacionais, fortalecer os serviços de inspeção e ampliar o alcance comercial desses empreendimentos, segundo a pesquisadora.
O estudo também evidenciou que o fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal e o desenvolvimento das agroindústrias familiares de produtos de origem animal estão menos associados a indicadores socioeconômicos, como população, Produto Interno Bruto (PIB) ou extensão territorial e mais vinculados à capacidade de articulação institucional, ao engajamento político local e à continuidade administrativa.
“Os consórcios intermunicipais representam uma estratégia eficiente para reduzir desigualdades regionais, otimizar recursos técnicos e financeiros, fortalecer a segurança alimentar e ampliar a inclusão produtiva da agricultura familiar nos mercados formais”, menciona a pesquisadora.
Para Maria Carolina, a trajetória acadêmica na Unioeste foi fundamental para sua formação e o desenvolvimento da pesquisa. “A universidade proporcionou conhecimento técnico-científico, desenvolvimento crítico e aprofundamento na área de desenvolvimento regional e agronegócio. O mestrado ampliou minha visão sobre políticas públicas, agricultura familiar, segurança alimentar e gestão dos serviços de inspeção, além de fortalecer minha atuação prática como médica-veterinária no setor público”, destaca.
Ela também ressalta o papel da instituição na aproximação entre ciência e realidade regional. “A Unioeste contribuiu significativamente para o desenvolvimento da pesquisa científica aplicada, conectando o conhecimento acadêmico às demandas concretas dos municípios e das agroindústrias familiares”, conclui.
Fonte: Unioeste





