A Justiça de Toledo condenou os vereadores Edimilson Dias Barbosa, o “Dudu Barbosa”, e Valdomiro Nunes Ferreira, o “Bozó”, a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de corrupção passiva, após reconhecer que ambos solicitaram R$ 300 mil de vantagem indevida para aprovação de um projeto de lei relacionado à empresa Toledo Energia Renovável. A sentença, assinada pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, também determina a perda dos mandatos eletivos, aplicação de 185 dias-multa para cada um e manutenção do afastamento dos cargos públicos até nova decisão judicial. Os dois poderão recorrer em liberdade.
Na decisão de 31 páginas, o magistrado conclui que houve uma negociação ilícita dentro da própria Câmara Municipal de Toledo, em reunião reservada realizada na presidência da Casa, com recolhimento de celulares e utilização de linguagem considerada típica de crimes de corrupção. Embora a sentença destaque que Dudu Barbosa conduziu a maior parte da conversa e teria escrito o número “300” em uma prancheta durante a reunião, o entendimento foi de atuação conjunta entre os dois parlamentares no pedido de propina.
O juiz considerou como prova central a gravação ambiental feita pelo empresário Gilberto Allievi, representante da Toledo Energia Renovável, entendendo que o áudio, somado aos depoimentos e circunstâncias da reunião, comprova “sem sombra de dúvidas” a solicitação de vantagem indevida para facilitar a aprovação do projeto na Câmara de Vereadores
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