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Toledo recebe primeira fábrica brasileira do SteriClean, tecnologia húngara que revoluciona a agricultura

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Autoridades e parceiros inauguram oficialmente a primeira fábrica brasileira do SteriClean no Biopark de Toledo. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

Instalada no Biopark, empresa une pesquisa, inovação e sustentabilidade, fortalecendo o desenvolvimento regional e atraindo a segunda geração de empresas de alta tecnologia

O Biopark segue avançando em seu compromisso de oferecer um território cada vez mais estruturado e acolhedor. Nessa terça-feira, 31, foi inaugurada a primeira fábrica brasileira do SteriClean. O investimento é de cerca de R$ 10 milhões.  

Em parceria com a Sanfer, Ferticerto, a Adaport, a Pannon-Trade e o Tecpar – governo do Paraná, foi lançado um produto revolucionário: SteriClean. A tecnologia é de origem húngara, e o inventor, Arpad Brand, esteve presente na inauguração.

“Foi falado o lema que o supermercado do mundo, eu assustei. Eu falei assim, será que a gente consegue agregar e ajudar nesse projeto? Não é somente para estar no supermercado do mundo, mas também fornecer alimentos saudáveis. Então juntando esses dois objetivos, eu comecei pensando como a gente vai entregar e realmente agregar esse projeto, esse objetivo do estado de Paraná, aqui no Brasil”, disse Arpad em seu pronunciamento, que foi acompanhado por um intérprete.

A SteriClean Industry (operada pela Pannon-Trade Kft.) é uma empresa húngara especializada na produção e distribuição de desinfetantes de amplo espectro. A marca é conhecida por soluções de esterilização do ar e superfícies, particularmente na indústria alimentar e de armazenamento a frio.

SANFER – Rafael de Boni, diretor-geral da empresa Sanfer, com sede em Santa Catariana, conta a empresa brasileira que irá produzir, pela primeira vez no país, uma tecnologia de origem húngara.  Que a companhia nasce da união de duas empresas: a Ferticerto, detentora da tecnologia no Brasil, e a Adaport, responsável pela articulação institucional do projeto.

De acordo com ele, a Adaport foi fundamental na conexão com o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do Tecpar, onde foram desenvolvidas as pesquisas que validaram a tecnologia para uso no território nacional.

Rafael de Boni, Aldo Bona, Mario Costenaro e Luiz Donaduzzi. Foto: Gazeta de Toledo

STERICLEAN – O principal produto da empresa húngara é o SteriClean. Trata-se de uma tecnologia aplicada à agricultura, com foco no desenvolvimento saudável das plantas. Diferente de produtos químicos tradicionais, ele atua por meio de um processo físico.

“Ele estimula o crescimento da planta de forma saudável, sem reação química. Um dos efeitos é a abertura dos estômatos, permitindo que a planta se alimente melhor”, explica Boni.

Além disso, o produto possui um efeito adicional: por conta de sua carga elétrica, promove alterações na estrutura da água. Esse processo permite que o produto atue na eliminação de fungos e bactérias ao entrar em contato com suas estruturas protetoras.

“É um mecanismo físico que destrói fungos e bactérias de maneira ecologicamente correta”, destaca.

O SteriClean também pode ser utilizado na higienização de alimentos, ajudando na remoção de resíduos da superfície de frutas, por exemplo.

A produção já começou em fase de testes. Segundo Boni, cerca de 5 mil litros foram produzidos recentemente nas instalações localizadas dentro do Biopark, em Toledo.

A expectativa é iniciar a comercialização em breve. A estratégia inicial prevê parceria com o programa Paraná Mais Orgânico, do Governo do Estado, com foco no incentivo à agricultura orgânica. No entanto, o produto também deverá ser aplicado na agricultura convencional, com planos de expansão para outros estados.

A parceria com o Biopark também envolve novas frentes de pesquisa. A próxima etapa do projeto inclui estudos na área veterinária, com foco no combate à salmonela e à mastite bovina.

“O Biopark está conduzindo pesquisas para validar o uso do produto nessas áreas, além de buscar o registro no Brasil para essas finalidades. A ideia é futuramente ampliar a produção dentro dessa mesma estrutura”, relata Rafael de Boni.

SteriClean é uma tecnologia aplicada à agricultura, com foco no desenvolvimento saudável das plantas. Foto: Gazeta de Toledo
Foto: Gazeta de Toledo

FERTICERTO – Rafael explicou que a Ferticerto é originalmente de Santa Catarina, atualmente sediada em Tijucas, mas está em processo de mudança para o Paraná. Já a Adaport é paranaense, de Curitiba, e também deve ser transferida para Toledo, possivelmente para dentro do Biopark.

Segundo ele, a escolha pelo município de Toledo ocorreu a partir do contato com o próprio Biopark.

“Na verdade, foi o Biopark que nos apresentou Toledo. Nós não conhecíamos bem o Oeste do Paraná, mas, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, fomos conectados ao Biopark, pelo forte DNA de pesquisa. Viemos conhecer a cidade e foi praticamente amor à primeira vista”, afirmou.

A estrutura onde a empresa está instalada é nova e dedicada exclusivamente à operação. A produção inicial já começou, com cerca de 5 mil litros fabricados em fase de testes.

Para isso, foi utilizada uma máquina importada da Hungria, considerada o principal equipamento do processo. Os demais itens, como tanques e estruturas auxiliares, foram adquiridos no Brasil. Uma equipe húngara acompanhou a instalação e o início da produção.

Boni destacou ainda que o produto pode ser utilizado com segurança no dia a dia, inclusive na higienização de alimentos e superfícies.

BIOPARK – O presidente do Iguassu Valley, Victor Donaduzzi, destaca que o Biopark recebe mais um investimento com a chegada de uma nova empresa e tecnologia desenvolvida na Hungria. “O projeto foi viabilizado com apoio do Governo do Paraná, que teve acesso à iniciativa por meio do consulado húngaro. O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, optou por envolver a iniciativa privada no processo. O governo poderia investir diretamente, mas a decisão foi incentivar que empresas participassem do projeto”.

O Biopark integra essa proposta e reforça seu papel de atrair inovação e novos negócios, não apenas para Toledo, mas para todo o estado.

Uma das estratégias utilizadas é o chamado soft landing (ou “pouso suave”), que consiste em apoiar empresas estrangeiras na adaptação ao Brasil. O suporte inclui abertura de empresa, documentação, questões contábeis e estrutura inicial, facilitando a instalação e operação no país.

Victor conta que o complexo segue em expansão e é considerado um projeto em constante crescimento. Atualmente, conta com cerca de 5,5 milhões de metros quadrados, além de novas áreas em desenvolvimento, como o loteamento universitário e o loteamento industrial.

A perspectiva é de continuidade na expansão, com o avanço do chamado “eixo de desenvolvimento”, que deve conectar o Biopark a outras regiões da cidade, impulsionando a instalação de indústrias e serviços.

“A ideia é que Toledo e o Biopark cresçam juntos, consolidando o desenvolvimento da região”, afirma.

Fotos: Gazeta de Toledo

TECNOLOGIA HÚNGARA – O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, disse que o projeto teve início a partir da indicação de James e José Mauro, que apresentaram uma tecnologia húngara usada há 20 anos em países como Hungria, Ucrânia e Rússia. A tecnologia precisava ser adaptada para a realidade brasileira, em um processo chamado de tropicalização.

“Inicialmente, o custo da pesquisa era de R$ 12 milhões, valor considerado alto pelo governo para investir sozinho. A solução encontrada foi dividir o investimento: metade financiada por investidores privados e a outra metade pelo governo, seguindo o mesmo modelo de parcerias público-privadas já aplicado em projetos de produção de alimentos saudáveis. Com a contrapartida assegurada, a pesquisa foi conduzida por instituições reconhecidas, como a Embrapa, a Universidade de Caxias do Sul, a FAPA e cooperativas agrícolas de Paraná e Bahia. O estudo comprovou a eficácia do produto em diversas culturas. O modelo de parceria seguiu a orientação do governador, priorizando que universidades e instituições de pesquisa trabalhassem em projetos que beneficiassem diretamente a sociedade paranaense, superando antigos conflitos entre governo e universidades”, afirma.

NOVA GERAÇÃO – De acordo com o presidente do Biopark, Dr. Luiz Donaduzzi, começou nessa terça-feira, a segunda geração de empresas no Biopark. “Na primeira fase muitas empresas não se adaptaram à cultura local ou não conseguiram crescer — das mais de 500 que passaram pelo parque, hoje apenas 150 permanecem. O foco agora é atrair empresas de alta tecnologia, com apoio do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e de parcerias acadêmicas. Nos últimos dois anos, o Biopark firmou convênios com mais de dez instituições internacionais de alto nível, como a Universidade de Helsinki, e iniciou contatos com centros de pesquisa na Colômbia e outros países. Além disso, o Biopark está desenvolvendo um modelo inovador de ensino e pesquisa no Brasil, que integra participação de universidades, governo e empresas privadas, promovendo inovação científica e tecnológica de forma colaborativa”.

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