Da Redação
Chefe da 20ª Regional de Saúde reforça que manter a caderneta em dia protege estudantes e toda a comunidade escolar
Com a proximidade do início do ano letivo, em fevereiro, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância de pais e responsáveis verificarem e atualizarem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. A recomendação ocorre a poucos dias do retorno às aulas e tem como objetivo garantir a proteção dos estudantes e de toda a comunidade escolar do Paraná.
O período de volta às atividades é marcado pelo aumento da circulação de viroses e pelo retorno da convivência em ambientes fechados, o que favorece a transmissão de doenças imunopreveníveis.
Ambientes escolares favorecem a circulação de agentes infecciosos, como vírus respiratórios, causadores de doenças diarreicas, infecções pneumocócicas e até meningites. A vacinação em dia reduz significativamente o risco de surtos e contribui para a diminuição de faltas escolares, internações e complicações graves.
O chefe da 20ª Regional de Saúde (RS), dr. Fernando Pedrotti, alerta para a importância da vacinação neste período de retorno às aulas.
“É fundamental que dediquemos atenção à questão da vacinação”, enfatiza. “Nosso objetivo é proteger crianças, adolescentes e todos os indivíduos em idade escolar de diversas doenças transmissíveis pelo contato interpessoal”.
Segundo Pedrotti, “ambientes como salas de aula e escolas, onde a convivência é constante, favorecem a disseminação de enfermidades, especialmente aquelas transmitidas por vias respiratórias”. Ele ressalta ainda que “manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de prevenção”.
O chefe da Regional destaca que há vacinas disponíveis para diversas doenças. “Podemos citar a coqueluche, a difteria, a varicela, a influenza e a meningite meningocócica, todas preveníveis por meio da vacinação”, afirma. “Também é essencial garantir a proteção contra hepatite B, sarampo, caxumba e rubéola, que ainda representam riscos à saúde pública”.
Pedrotti chama atenção para imunizantes específicos por faixa etária. “A vacina contra a dengue é indicada para adolescentes de 10 a 14 anos, enquanto a vacina contra o HPV é recomendada para adolescentes de 15 a 19 anos, contribuindo para a prevenção de diferentes tipos de câncer”, explica.
Por fim, ele reforça o apelo às famílias. “Orientamos pais, mães, avós e responsáveis a procurarem as unidades básicas de saúde para atualizar o calendário vacinal”, conclui. “A vacinação é uma medida simples, segura e eficaz, que garante um ambiente escolar mais saudável, seguro e propício ao aprendizado”.
Imunizantes ofertados
- Difteria, tétano e coqueluche (DTP) – (4 anos): reforço contra difteria, tétano e coqueluche
- Varicela – (4 anos): previne catapora
- Febre Amarela – (4 anos): previne febre amarela
- Influenza – (menores de 6 anos): protege contra formas graves de influenza
- Covid-19 – (menores de 5 anos, conforme histórico vacinal): protege contra formas graves da doença
- HPV (rotina) – (9 a 14 anos): protege contra tipos de câncer e verrugas genitais
- HPV (resgate) – (15 a 19 anos): protege contra tipos de câncer e verrugas genitais
- Meningocócica ACWY – (11 a 14 anos): protege contra meningites
- Hepatite B – (conforme histórico vacinal): protege contra doença viral que afeta o fígado
- Tríplice Viral – (conforme histórico vacinal): protege contra sarampo, caxumba e rubéola
- Dupla Adulto (dT) – (reforço a cada 10 anos): reforço contra difteria e tétano
- Dengue – (10 a 14 anos): protege contra formas graves da dengue





