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Programas de pós-graduação com nota máxima crescem quase 80% no Paraná

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Programas de pós-graduação com nota máxima crescem quase 80% no Paraná. Foto: Divulgação

Segundo a análise feita pelo Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação, com base em dados de aproximadamente 95% dos Programas de Pós-Graduação do Estado, o número de programas de excelência (com nota 6 ou 7) entre as 20 Instituições de Ensino Superior do Paraná que integram o conselho, passou de 37 na avaliação anterior para 49 no último quadriênio. 

O resultado preliminar da Avaliação Quadrienal (2021–2024) dos Programas de Pós-Graduação (PPGs), realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), evidenciou um avanço significativo para os programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior do Paraná (IES).

Segundo a análise feita pelo Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG), com base em dados de aproximadamente 95% dos PPGs do Estado, o número de programas de excelência (com nota 6 ou 7) entre as 20 IES que integram o conselho, passou de 37 na avaliação anterior para 49 no último quadriênio. 

No quadriênio 2017-2020 eram nove programas de excelência com nota máxima 7 e agora são dezesseis. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou cinco programas, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) dois, Universidade Federal do Paraná (UFPR) alcançou seis programas, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) dois, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) um. 

Já os programas com nota 6 passaram de 28 para 33. São 17 na UFPR, seis na UEM, cinco na PUCPR. Contam com um programa nota 6 a UEL, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), UTFPR e Faculdades Pequeno Príncipe. 

“Além do grande aumento no número de programas de excelência, também tivemos aumento no número de programas com nota 5 e 4. Resultado tão relevante quanto a diminuição em 40% do número de programas nota 3, que é a nota mínima para a criação de um programa de pós-graduação”, disse o presidente do CPPG e professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Paulo Roberto da Silva. 

O que, segundo ele, mostra um amadurecimento da pós-graduação no Paraná considerado um Sistema Estadual de Pós-Graduação jovem, se comparado a outros estados do Brasil. “Temos que valorizar o papel de todos os envolvidos como os professores, orientadores, coordenadores, reitores e pró-reitores”, afirmou.

“Também não teríamos alcançado este resultado se não fosse os investimentos feitos na pós-graduação, que depende de recurso, e pesquisa. Aí entram as instituições de fomento como a Fundação Araucária e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Além das agências de fomento federais como Capes, CNPq e Finep”, afirmou o presidente do CPPG.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o esforço conjunto do Governo do Estado e das universidades tem refletido no crescimento expressivo e na qualidade dos programas de pós-graduação do Paraná.

Segundo ele, este crescimento de 37 para 49 programas com notas 6 e 7 demonstra o avanço consistente da pós-graduação no Paraná e reflete diretamente o impacto do fomento realizado pela Fundação Araucária e pela Seti, especialmente por meio das ações e programas de internacionalização e de concessão de bolsas de pesquisa.

“Esses investimentos fortalecem a qualidade dos cursos, ampliam a inserção internacional dos programas e contribuem para a formação de mestres e doutores em todas as regiões do Estado, promovendo desenvolvimento regional, fixação de talentos e geração de inovação”, disse o presidente. 

PROGRAMAS DE EXCELÊNCIA – Entre as universidades estaduais, a UEL alcançou o maior número de cursos com o conceito máximo. Os programas em Biotecnologia e Ciências da Saúde conquistaram a nota 7, mesmo conceito dos programas de pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Ciência Animal e Patologia Experimental, totalizando cinco programas de excelência internacional, nas áreas de saúde, biotecnologia e exatas.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UEL, Daniele Sartori, afirma que um dos pilares para o desenvolvimento dos programas de pós-graduação é a sustentabilidade que esses programas têm, que está diretamente ligada ao fomento destinado à ciência e à tecnologia.

“Esse fomento é dado especialmente por meio de bolsas de pesquisa e recursos para o desenvolvimento dos projetos”, disse Daniele. “Como resultado desse investimento na ciência, tem-se uma produção científica e tecnológica mais robusta, capaz de gerar tecnologias inovadoras e também profissionais melhores preparados para o mercado de trabalho”, afirmou. 

Os programas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também tiveram um bom desempenho. A instituição passa a ter dois cursos com a nota máxima (7). O Programa de Pós-Graduação em Zootecnia alcançou a nota 7 e juntou-se ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais nos cursos com maiores conceitos. Seis programas têm nota 6.

Aliado à dedicação de professores e estudantes, a coordenadora do Programa em Zootecnia, Paula Matumoto Pintro, também destaca que o fomento às universidades, por meio de instituições como a Fundação Araucária e da Seti, garante as condições necessárias para a qualidade e a consolidação da pós-graduação, por meio de investimentos em bolsas, infraestrutura e pesquisa.

“Os investimentos permitem que os programas de pós-graduação se consolidem, ampliem sua capacidade formativa e contribuam de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico, social e econômico do Estado do Paraná e do Brasil. As ações de internacionalização também assumem um papel estratégico na pós-graduação”, disse.

“O fomento adequado assegura que essas ações não sejam pontuais, mas estruturantes, permitindo que os programas de pós-graduação planejem estratégias de longo prazo e consolidem uma cultura institucional voltada à excelência acadêmica”, acrescentou. 

FEDERAIS – Entre as instituições federais, a que teve o maior número de programas com notas 6 e 7 foi a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O levantamento indica que 29,1% dos programas avaliados na instituição tiveram conceito máximo de excelência, notas 6 e 7. Entre os que atingiram a nota máxima está o Programa de Pós-Graduação em Direito. 

“O resultado é um reconhecimento das nossas atividades de pesquisa, extensão, ensino e sobretudo das nossas atividades também de internacionalização”, disse a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito, Ângela Couto Machado Fonseca. “Sem dúvida, as ações e os programas de internacionalização são fundamentais para um programa de excelência, assim como os programas de bolsas de pesquisa e disseminação científica, sem os quais os nossos discentes dificilmente poderiam levar adiante pesquisas de qualidade e com os resultados de excelência que nós temos obtido”. 

As notas atribuídas pela Capes aos PPGs variam de 1 a 7, sendo 6 e 7 destinadas aos PPGs de excelência, nota 5 aos considerados Muito Bons, nota 4 aos PPGs Bons e nota 3 aos Regulares. 

PÓS-GRADUAÇÃO EM TODAS AS REGIÕES DO PARANÁ – O Sistema de Pós-Graduação do Paraná destaca-se por sua ampla capilarização territorial, com aproximadamente 55% dos Programas de Pós-Graduação localizados no interior do Estado. Cenário que, de acordo com o presidente do CPPG, professor Paulo Roberto da Silva, constitui um diferencial estratégico relevante, pois assegura que o avanço científico, tecnológico e a formação de recursos humanos altamente qualificados não se concentrem apenas na Capital. 

“Essa capilarização dos PPGs pelo Estado promove o desenvolvimento regional de forma inclusiva, fortalecendo instituições locais, estimulando a fixação de talentos, impulsionando a inovação e contribuindo diretamente para o crescimento econômico e social de todas as regiões do Paraná”, disse. 

CPPG – Integram o Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG) vinte Instituições de Ensino Superior, sendo sete estaduais, cinco federais e oito privadas.

Fonte: AEN

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