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Endividamento nem sempre é sinônimo de problema; especialista explica quando a dívida pode ajudar a construir patrimônio

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Especialista em planejamento financeiro, Anderson Bamberg, Foto: assessoria

Em Toledo, a situação também preocupa

O Brasil tem hoje 82,8 milhões de pessoas com algum tipo de dívida, segundo levantamento da Serasa. Desse total, cerca de 21% das dívidas estão relacionadas a contas básicas, como água, luz e gás. Os números mostram que muitas famílias recorrem ao crédito para manter o orçamento em dia.

Em Toledo, a situação também preocupa. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que, em abril deste ano, mais de 21 mil consumidores tinham alguma restrição, com dívida média superior a R$ 6,5 mil por pessoa. Mas estar endividado não significa, necessariamente, estar com a vida financeira desorganizada.

Segundo o especialista em planejamento financeiro, Anderson Bamberg, é importante diferenciar quem possui dívidas de quem já não consegue pagá-las. “É possível estar endividado e, ainda assim, ter uma vida financeira saudável. O que faz a diferença não é ter uma dívida, mas o motivo pelo qual ela foi assumida e se ela cabe no orçamento”, aponta.

Bamberg explica que uma dívida pode ser positiva quando ajuda a construir patrimônio ou gerar renda. Um exemplo é a compra de um imóvel para aluguel. Se o valor recebido paga as parcelas e ainda traz retorno financeiro, a dívida deixa de ser um problema e passa a ser um investimento.

Por outro lado, ele alerta que a situação muda quando o crédito é usado apenas para consumo e começa a comprometer boa parte da renda da família. “Quando a dívida possui juros altos, não gera retorno e dificulta o pagamento das contas, ela deixa de ser uma ferramenta e passa a ser um problema”, orienta.

Para evitar esse cenário, o especialista recomenda planejamento financeiro. Isso inclui gastar menos do que se ganha, manter as contas organizadas e formar uma reserva para imprevistos. Quem já enfrenta dificuldades deve reunir todas as receitas, despesas e dívidas antes de assumir novos compromissos.

Outra orientação é buscar formas de aumentar a renda para acelerar a recuperação financeira e voltar a poupar. Para quem deseja comprar um imóvel, veículo ou outro bem sem pagar os juros dos financiamentos tradicionais, Bamberg aponta o consórcio como uma alternativa para quem consegue se planejar. “O crédito não deve ser visto como um inimigo. Quando utilizado com responsabilidade, ele pode ajudar a conquistar objetivos e construir patrimônio. O importante é que a dívida faça parte de um planejamento e caiba no orçamento”, finaliza.

Fonte: assessoria/Ricardo Morante

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