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Conferência inédita aprofunda debates sobre futuro da energia

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Foto: assessoria

Cerca de 150 pessoas, entre empresários, técnicos e profissionais da área, participaram na terça-feira, 25, na Acic, em Cascavel, da 1ª Conferência de Energia do Oeste do Paraná. Organizado pela Câmara Técnica de Energias do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), o evento aprofundou o cenário da energia no País e mostrou, diferentemente do que alguns possam imaginar, que o Brasil é uma das referências mundiais na área.

O presidente do POD, Alci Rotta Júnior, abriu os trabalhos dizendo que não há como falar em desenvolvimento sem falar em energia, principalmente das renováveis. “Se há gargalos, então o assunto interessa e exige a participação do POD e das entidades a ele integradas, que, por meio do diálogo, buscam alternativas que possam conduzir às soluções necessárias”. A palestra magna foi com o diretor financeiro e executivo da Itaipu, André Pepitone da Nóbrega, que afirmou que o Brasil está na vanguarda das energias renováveis.

Números

André apresentou indicadores que mostram o tamanho do setor no País. São 91,6 milhões de consumidores conectados à rede, 99,8% deles têm acesso à energia, enquanto que na África o índice é de apenas 30%. A capacidade de geração centralizada é de 214 gigawatts e, considerando também a distribuída, então o total sobe para 256. Ele ainda falou sobre carga, perdas e de um desafio nacional: como enfrentar os furtos de energia, que chegam a 6,7% de tudo o que é disponibilizado ao mercado.

Atualmente, 87% da matriz energética brasileira é renovável, contra a média de 28% do mundo. “Nós damos enorme contribuição à transição energética planetária. Somos vanguarda em energia renovável”, afirmou André Pepitone. Ele informou que em 2001, a produção nacional era de 81 gigawatts e atualmente é de 256 gigawatts. Há 24 anos, 85% da matriz era hidráulica, mas com sustos no abastecimento em razão de estiagens, o cenário foi amplamente diversificado. Hoje, as fontes são: 43% hídrica, 13% eólica, 12,5% fóssil, 7% solar e 7% biomassa.

A micro e a minigeração distribuída (produção por meio de placas solares) também vêm crescendo, tanto que houve necessidade de adotar medidas para garantir o equilíbrio do setor, comentou o diretor financeiro e executivo da Itaipu. Quanto ao total de redes, citou que eram 70 mil quilômetros em 2001 e que em 2027 serão 216 mil quilômetros. O Brasil tem outro diferencial, comentou ele, todo sistema nacional é interligado, diferente do que ocorre em grande parte do mundo, inclusive em potências como os Estados Unidos.

Painéis

Na sequência, dois painéis aprofundaram temas ligados a investimentos, projetos de expansão de subestações e redes, desafios com eventos climáticos mais constantes e severos, crescimento da mobilidade elétrica e mercado. O primeiro painel foi sobre Políticas públicas e integração energética, com participação de Júlio Omori, da Copel, de Rui Benetti, da Fiep e de Sandro Vieira, da Supen, órgão ligado à área de energia integrado à Secretaria de Estado do Planejamento. Júlio deu dados da região Oeste e falou que estão em ciclo de implantação 50 novas subestações no Paraná.

O segundo painel tratou sobre Tarifa e consumidor: Estratégia e competitividade, com a participação de Franklin Miguel, da Electra; Samuel Rocha, da Axia Energia; Cléber Buosi, da Comerc; Felipe Pessuti, da Copel Comercialização e Guilherme Berejuk, advogado. O coordenador da Câmara Técnica de Energias do POD, Felipe Ferreira, entende que o evento tratou de assuntos dos mais atuais e pertinentes ao segmento e que ele marca uma nova era no diálogo e na busca de soluções aos mais diferentes desafios que alcançam o setor produtivo e o desenvolvimento da região e do Estado.

Fonte: POD Oeste

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