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Uma semana que atravessou a cozinha, a arte e a política: migrantes protagonizam jornada histórica em Toledo

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Sotaques distintos, culturas vibrantes e histórias de coragem se entrelaçaram em uma celebração inesquecível. Foto: assessoria

Com encerramento no dia 29 de junho, a III Semana do Migrante transformou Toledo (PR) em um território de acolhimento, cultura e pertencimento. Foram dias intensos de partilhas, histórias e encontros que reafirmaram o papel da cidade como referência em acolhimento humanitário

A III Semana do Migrante encerrou suas atividades com emoção, beleza e a certeza de que, em Toledo, migrar é também reinventar-se com dignidade. Durante nove dias, a programação percorreu sabores, saberes, debates e afetos, passando da cozinha à política, da dança às oficinas, das ruas ao campo de futebol, sempre com os migrantes e refugiados como protagonistas.

Logo no início, o documentário Chegadas abriu a jornada com histórias reais de quem deixou tudo para trás em busca de um novo começo. Na sequência, oficinas de turbantes e pintura em banquinhos deram cor e ancestralidade aos primeiros encontros. A gastronomia foi uma das pontes mais afetivas: o almoço angolano, o jantar venezuelano e o emocionante almoço cubano reuniram dezenas de pessoas em torno de sabores que contam histórias de vida, fé e pertencimento.

As oficinas de dança, como o forró e o arrasta-pé, resgataram tradições brasileiras e promoveram o encontro entre culturas. A exposição fotográfica na Unioeste revelou o rosto da migração com a sensibilidade de uma fotógrafa que transforma imagens em esperança. Já a Mostra de Artesanato contou com obras vindas de múltiplos países, costurando com fios e tintas a diversidade que hoje compõe o tecido social de Toledo.

O evento marcou o encontro de expressões artísticas, afetivas e simbólicas dos mais de 40 países e todos os estados brasileiros representados pela Embaixada Solidária — uma verdadeira festa da humanidade, onde cada gesto reafirma o direito de existir, pertencer e sonhar. Foto: assessoria

Momentos de reflexão também marcaram a semana. O Café Filosófico, idealizado e coordenado por migrantes, mostrou que o pensamento crítico e o diálogo são formas profundas de acolhimento. A Conferência Livre sobre políticas para mulheres migrantes colocou no centro do debate questões urgentes sobre moradia, saúde, educação, maternidade e trabalho, elegeu uma representante para a etapa nacional e mobilizou novas alianças em defesa dos direitos.

A sede da Embaixada Solidária recebeu a maioria das atividades — e foi lá também que aconteceu a reunião do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que definiu os detalhes do IV Seminário Internacional sobre o tema, previsto para julho. A cidade acolheu, escutou, aprendeu e se emocionou.

No encerramento, o amistoso entre Brasil e Haiti, realizado no marco zero da Embaixada Solidária — exatamente no local da primeira reunião da instituição — selou com beleza e simbolismo a união entre os povos. A compra dos uniformes da equipe haitiana e a homenagem a apoiadores históricos da causa deram o tom de um evento que, mesmo sob o frio, aqueceu corações.

Foto: assessoria

A III Semana do Migrante foi viabilizada por meio do Edital de Chamamento Público nº 024/2024, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e contou com apoio da Secretaria de Cultura de Toledo, do Ministério da Cultura e de uma ampla rede de parceiros.

Deixa saudade. Deixa memória. Mas também deixa sementes. Uma nova comissão organizadora já está formada, composta majoritariamente por migrantes, que coordenarão a próxima edição — em 2026. O tema escolhido para esta terceira edição, “Até que todos sejam vistos”, foi vivido em cada encontro, gesto e palavra.

E é assim que a história segue sendo escrita: com mãos, vozes e rostos vindos de muitas partes do mundo, mas com um destino comum — a esperança de um amanhã mais justo, humano e coletivo.

Fonte: assessoria

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