Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O Espírito Santo é o nosso consolador

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

O Evangelho deste domingo, 25 de maio, nos prepara para as celebrações da Ascensão e de Pentecostes (Jo 14,21-29). O texto faz parte do longo discurso de Jesus na noite em que foi preso. Às vésperas de sua paixão e morte, Ele se dirige aos discípulos pela última vez com palavras cheias de ternura e intimidade. Sua intenção é confortá-los, encorajá-los e entregar-lhes a continuidade de sua missão. É um momento profundo de despedida e de reflexão, em que Jesus confia aos discípulos — e a todos os cristãos — a responsabilidade de testemunhar a presença do Reino de Deus no mundo.

Na festa de Pentecostes, Jesus envia o Espírito Santo: “O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”. Isso significa que Ele permanecerá conosco. O Espírito será a força vital da comunidade que se compromete a continuar a missão de Cristo. Esse é o testamento espiritual de Jesus: viver o novo mandamento do amor, ser sinal de unidade, cuidar uns dos outros, proteger a casa comum e glorificar o Pai que nos consola em nossas tribulações.

Outro grande dom do Ressuscitado à sua comunidade é a paz. No contexto judaico, “shalom” vai muito além do bem-estar – não se trata apenas da ausência de conflitos ou de uma paz interior. Jesus destaca que a paz que Ele oferece é diferente da paz que o mundo conhece. Para o evangelista João, o “mundo” representa tudo o que se opõe a Jesus. A verdadeira paz é estar unido a Ele, sem medo, abraçando seu projeto de vida: anunciar por toda parte o plano de salvação de Deus, que continua atuante por meio da comunidade cristã.

Humanizar o mundo requer que semeemos a paz e não a violência; que cultivemos o respeito, o diálogo e a escuta; que acolhamos o diferente e busquemos viver em harmonia. No entanto, não é qualquer um que pode ser portador da paz. Um coração cheio de ressentimento, intolerância ou fanatismo pode até mobilizar, mas não constrói a paz que vem de Deus.

A paz que Jesus oferece, junto ao dom do Espírito Santo, não é apenas um desejo ou promessa vaga — é um compromisso que exige cuidado e fidelidade. Cabe aos discípulos protegê-la e cultivá-la, pois a cidade humana deve refletir a nova Jerusalém, a cidade de Deus.

Participar da Eucaristia é receber de Jesus o mandamento do amor e o dom da paz. Na celebração da missa, o Senhor renova seu amor pela humanidade, repartindo sua Palavra e seu Corpo e Sangue. Tudo isso por amor ao projeto do Pai e à humanidade.

A vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes deve provocar em nós um verdadeiro renascimento espiritual. Somos convidados a invocar sempre o Espírito Paráclito — aquele que nos socorre, defende e consola. Só Deus pode nos garantir a felicidade eterna, que é dom para quem crê e molda sua vida no seguimento de Jesus, sustentado pela vida nova trazida pelo Espírito Santo.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2810 – 24/02/2026

Cotações em tempo real