Da Redação
Primeiro presidente civil eleito após a ditadura militar não chegou a tomar posse e marcou a história política do Brasil
Há 41 anos, em 21 de abril de 1985, o Brasil perdia Tancredo Neves, eleito presidente da República no processo de redemocratização do país após o regime militar (1964–1985). Ele morreu aos 75 anos, no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, em decorrência de complicações de saúde que se agravaram após uma cirurgia abdominal.
Tancredo enfrentou um quadro clínico grave e permaneceu hospitalizado por 39 dias, período marcado por grande expectativa nacional. Durante esse tempo, foi submetido a sete cirurgias na tentativa de conter uma infecção que evoluiu para complicações sistêmicas.
Eleito de forma indireta pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves seria o primeiro presidente civil após 21 anos de regime militar. No entanto, sua internação na véspera da posse, marcada para 15 de março daquele ano, impediu que assumisse o cargo.
A morte gerou forte comoção em todo o país e simbolizou um momento de transição delicada da redemocratização brasileira. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente José Sarney, que deu continuidade ao processo de abertura política.
Tancredo Neves permanece como uma das figuras centrais da história política do Brasil, lembrado como articulador da transição democrática e símbolo do retorno do governo civil ao poder.





