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Zanetti questionou. Gabriel respondeu. E os R$ 33,4 mil?

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A cobrança feita pelo vereador Marcos Zanetti, na sessão de terça-feira (13), sobre a previsão de gastos de até R$ 33,4 mil para uma sessão itinerante da Câmara Municipal de Toledo, provocou uma resposta do presidente do Legislativo, Gabriel Baierle.

Zanetti questionou o custo da estrutura, defendeu a utilização de equipamentos e espaços já disponíveis e pediu a revisão da contratação. Gabriel, por sua vez, sustentou que a proposta foi discutida durante meses, passou pelos setores técnicos e recebeu aprovação unânime dos vereadores, inclusive do próprio Zanetti.

Na manifestação, o presidente também informou que o valor previsto era um teto de gastos, não uma despesa já realizada, e que estavam sendo buscadas parcerias para reduzir os custos.

O debate, entretanto, ganhou um novo capítulo: Gabriel admitiu rever o formato, pediu o registro em ata de que deixará de cumprir a resolução que autorizou a iniciativa e apresentou alternativas para aproximar o Legislativo da população.

A discussão deixou de ser apenas sobre uma sessão fora da Câmara. Passou a envolver o custo da participação popular, a responsabilidade pelas decisões coletivas e a aplicação do dinheiro público.

A unanimidade virou argumento

Gabriel fez questão de repetir: a proposta foi aprovada por unanimidade. Segundo ele, todos os vereadores participaram da decisão, inclusive da definição dos valores máximos. Mas a aprovação coletiva impede questionamentos posteriores? Evidentemente, o debate sobre a necessidade e a economicidade de uma despesa continua pertinente, mesmo depois de autorizada.

R$ 33,4 mil: teto não é gasto

O presidente esclareceu que os R$ 33,4 mil representavam o valor máximo previsto, e não necessariamente aquilo que seria desembolsado. Alegou, ainda, que as parcerias em negociação poderiam reduzir a despesa para menos de um terço desse montante. A pergunta que fica: quais eram essas parcerias, quanto efetivamente seria economizado e por que esses valores menores não foram apresentados desde o início?

Zanetti colocou a economicidade em debate

A manifestação de Marcos Zanetti não foi contra a aproximação da Câmara com a comunidade, mas contra o custo previsto para realizá-la. Se o Legislativo já possui equipamentos, servidores e estrutura tecnológica, não seria possível organizar uma sessão itinerante mais simples? A discussão é pertinente: o objetivo deve ser levar os vereadores ao povo, não necessariamente transportar toda uma estrutura de eventos.

Uma sessão ou um grande evento?

Gabriel explicou que a proposta ia além de uma reunião legislativa. Previa atividades educacionais para crianças, ações sobre violência contra a mulher, palestras e outras atrações para estimular a participação popular. A intenção pode ser legítima, mas surge outra questão: qual é o limite entre realizar uma sessão legislativa itinerante e organizar um evento público de maior porte? São objetivos que podem conviver, mas precisam ter custos e justificativas claramente demonstrados.

Sem plateia de comissionados

O presidente tocou em um ponto sensível ao observar que muitos eventos políticos acabam reunindo mais assessores e comissionados do que cidadãos interessados. Sua preocupação era evitar que a sessão itinerante repetisse esse cenário. Mas fica a reflexão: será que a presença popular depende de grandes estruturas ou de uma pauta que realmente interesse às comunidades?

Gabriel recua e aceita mudanças

Ao afirmar que não é coronel e que não manda sozinho na Câmara, Gabriel sinalizou disposição para rever a proposta. Reconheceu que existem outros formatos para aproximar o Legislativo da população. A mudança de posição abre espaço para uma solução que concilie participação popular, estrutura adequada e menor custo.

Curitiba pode servir de exemplo

Gabriel citou uma experiência da Câmara Municipal de Curitiba, que abriu suas portas para a população ocupar a tribuna e apresentar reivindicações. Sugeriu estudar iniciativa semelhante em Toledo, inclusive aos sábados. Não seria uma alternativa mais simples, participativa e econômica do que montar estruturas externas?

Descumprir uma resolução?

Um dos pontos mais importantes da manifestação foi o pedido de Gabriel para registrar em ata que deixará de cumprir a Resolução nº 155/2026, diante das manifestações dos vereadores. Mas surge uma questão jurídica: uma resolução aprovada pelo plenário pode simplesmente deixar de ser cumprida por decisão da presidência ou exige um procedimento formal para sua alteração ou revogação? A disposição de rever gastos é importante, mas a segurança jurídica também precisa ser observada.

Aprovou ontem, questionou hoje?

Se, conforme Gabriel afirmou, todos os vereadores aprovaram a proposta e seus limites financeiros, cabe esclarecer o que exatamente foi submetido à votação. Os parlamentares aprovaram apenas a realização das sessões itinerantes ou também tiveram conhecimento detalhado dos custos da contratação? A diferença é fundamental para compreender a responsabilidade de cada um.

Os avanços também entraram na resposta

Gabriel aproveitou a manifestação para destacar realizações de sua gestão, como a Escola do Legislativo, que, segundo ele, atendeu duas mil crianças e mil adultos no ano passado, além dos projetos de inteligência artificial e Arte e Cidadania. São iniciativas que merecem reconhecimento e avaliação. Entretanto, os resultados de outros projetos não eliminam a necessidade de justificar os custos de uma nova contratação.

E a última alfinetada?

Ao encerrar, Gabriel deixou um recado aos integrantes de assessorias da Câmara que, segundo ele, estariam encaminhando fotografias para alimentar polêmicas nas redes sociais. Pediu que se lembrassem de cortar das imagens a identificação do gabinete. A quem foi dirigido o recado? Pelo visto, a discussão sobre os R$ 33,4 mil também provocou movimentação nos bastidores do Legislativo.

A pergunta que permanece

Marcos Zanetti questionou o valor. Gabriel apresentou suas justificativas e admitiu mudanças. Agora, mais importante do que saber quem venceu o debate é conhecer o desfecho administrativo: a contratação será cancelada, reduzida ou reformulada? Qual será o custo final? Afinal, aproximar a Câmara da população é uma proposta que merece discussão. E prestar contas de cada real previsto também.

74 anos: e a preservação da nossa história?

Às vésperas das comemorações dos 74 anos de Toledo, fica uma cobrança às nossas autoridades, a começar pela Secretaria Municipal da Cultura: existe algum projeto para captação de recursos estaduais ou federais destinados à desapropriação, restauração, manutenção e preservação de imóveis e patrimônios históricos, já tombados ou que merecem tombamento? Há algum planejamento para recuperar esses espaços e valorizar a memória dos nossos pioneiros? Ou teremos apenas shows, bolo, discursos e inaugurações? Preservar a história também é dever do poder público. E os 74 anos seriam uma excelente oportunidade para transformar promessas em ações concretas.

E agora, Mário Costenaro?

No próximo sábado (17), o prefeito de Toledo, Mário Costenaro, será o entrevistado do programa Gente & Poder, quando abordará os desafios políticos, administrativos e financeiros do município. Sem representantes de Toledo na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, quais serão as estratégias para garantir recursos e investimentos? Como está a saúde financeira da Prefeitura? Qual é a situação dos gastos com pessoal diante do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal? Essas e outras questões estarão no centro da entrevista, que também abrirá espaço para perguntas da população. Participe!

Presidência da Câmara: o que muda no jogo?

A Câmara de Toledo discute alterações em seu Regimento Interno. Mas uma pergunta merece atenção especial: as regras para a eleição e escolha do próximo presidente da Casa também serão modificadas? Haverá mudanças nos prazos, na formação das chapas ou nos critérios de escolha da Mesa Diretora? Em política, especialmente quando está em jogo o comando do Legislativo, cada alteração regimental merece ser examinada. Afinal, mudar procedimentos é uma coisa; alterar as regras da disputa pelo poder é outra. O que efetivamente muda e a quem essas mudanças alcançam?

Regimento Interno: mais agilidade ou menos espaço para questionamentos?

Uma emenda apresentada pelo vereador Marcos Zanetti ao Projeto de Resolução nº 24/2026 propõe mudanças nos procedimentos internos da Câmara de Toledo. Entre elas, prazo de apenas dois dias para vereadores solicitarem retificação ou impugnação de atas de comissões e audiências públicas, além de ajustes na tramitação de recursos. A justificativa é dar maior clareza e agilidade aos trabalhos legislativos. Mas cabe perguntar: dois dias são suficientes para uma análise criteriosa? A simplificação dos procedimentos fortalece a atuação parlamentar ou pode restringir o tempo disponível para questionamentos? Eficiência legislativa é necessária, mas transparência e direito de contestação também fazem parte d processo democrático.

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