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Voz do campo abafada pela escuridão da Copel

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O vereador Chumbinho Silva elevou o tom nesta semana e não foi por acaso. Quando o campo grita, é porque a dor já chegou ao limite. E a dor dos produtores de Toledo e região tem nome e sobrenome: a ineficiência da Copel pós-privatização.

Descaso

O que era orgulho paranaense, referência nacional em gestão, virou símbolo de descaso. Comunidades rurais inteiras ficam às escuras, sem água, sem condições mínimas de sustentar atividades que são a base da economia do Oeste. Avicultura, suinocultura, piscicultura — todos paralisados ou arcando com custos altíssimos para manter um mínimo de produção. Em muitos casos, só não foi pior porque o município interveio com caminhões-pipa para abastecer famílias e animais.

Chumbinho foi direto: a privatização não trouxe melhorias, trouxe lucro a qualquer custo. A promessa de eficiência se perdeu em meio a apagões que duram 36, 48 horas, deixando produtores desesperados, ligando sem parar em busca de socorro.

Servidores e funcionários sem culpa

O vereador ainda fez questão de defender funcionários locais, como o gerente regional, que nada pode fazer sem estrutura, equipes ou apoio da alta gestão em Curitiba. A crítica é à engrenagem que abandonou o interior, colocando em xeque a segurança hídrica, alimentar e produtiva de toda a capital do agronegócio que sustenta o Paraná com sua força agro.

Se a Copel não consegue cumprir sua missão básica — garantir energia de qualidade —, que responda pelos prejuízos. Que indenize quem perdeu noites, litros de combustível e toneladas de produção. O Oeste, a começar pelos R$ 4,72 bi na produção não pode ser tratado como periferia energética de uma empresa que agora atende primeiro ao lucro e só depois à população.

A fala de Chumbinho ecoa como alerta: se a Copel não funciona, o campo para. E se o campo para, para o Paraná, para o mundo.

O circo da protelação

Mais um espetáculo digno de picadeiro foi encenado na CCJ com o enredo do já carimbado “kit-propina”. A cada sessão, parece que os nobres edis competem para ver quem faz a pirueta mais grotesca para enrolar o processo. Desta vez, a “atração principal” foi a tentativa patética de impedir o relator. A justificativa? Ele é filiado a um partido que ousou denunciar os acusados.

Ora, convenhamos: estamos em uma Câmara Municipal, onde todos — absolutamente todos — chegaram pelas mãos de partidos políticos. Então, qual é o próximo passo? Exigir que o Conselho de Ética e Decoro seja composto só por freiras, padres e, quem sabe, anjos de cartola? Pelo que se ouviu, a lógica parece caminhar exatamente nessa direção.

O roteiro da defesa dos afastados é sempre o mesmo: desviar o foco, inventar “teses jurídicas” mirabolantes e se agarrar a qualquer contradição para prolongar o teatro. O detalhe curioso — e revelador — é que em um caso recente, praticamente idêntico, o parecer jurídico adotou linha totalmente oposta. Ou seja, vale o que convém no dia, conforme o réu da vez.

No fim, conquistaram apenas um prêmio de consolação: dois dias de sobrevida. Mas todos sabem que, quando a plenária decidir, dificilmente esses truques de mágica vão se sustentar. Resta torcer para que a verdade dê o xeque final nesse espetáculo de ilusões e que o circo armado desabe junto com as amarrações e compromissos que ainda tentam manter essa lona furada de pé.

Agora, confesso: estou realmente curioso para saber o teor da resposta enviada ao TCE. Se vier nessa mesma linha de “criatividade jurídica”, é quase certo que o velho Bonilha será bombardeado por um festival de alegações de ilegitimidade — desde o “momento inadequado” para acesso a documentos, passando pela suspeição de vereadores por filiação partidária, intempestividade de recursos, inépcia das denúncias, até supostas violações de processo. Enfim, uma verdadeira salada jurídica para justificar o injustificável. Amanhã, complementarei os demais “motivadores”.

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