Delegação toledana conquista bons resultados no Campeonato Brasileiro em Sorriso (MT) e mantém calendário ativo com novas competições e ações sociais
As equipes de Toledo que disputaram o 6º Campeonato Brasileiro de Vôlei Adaptado, realizado em Sorriso, no Mato Grosso, colocaram o município entre os oito melhores da classificação geral da competição. Os atletas, que treinam no Centro de Treinamento para Pessoas Idosas (CTI), foram acompanhados pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) durante toda a viagem e retornaram a Toledo na segunda-feira (2).
Segundo a coordenadora do Departamento da Pessoa Idosa em Movimento, Adilma Boffo, os jogos foram intensos e desafiadores, exigindo muito preparo físico e emocional dos atletas. Toledo enfrentou equipes tradicionais e experientes na modalidade, como Brasnorte (MT), Campo Grande Conssol (MS), Guarapari (ES), Paulínia (SP), Vila Velha (ES) e Taboão da Serra (SP).
“Foram confrontos muito difíceis, com equipes tradicionais no vôlei adaptado. Mesmo assim, nossos atletas conseguiram desempenhos importantes e representar muito bem Toledo”, afirmou Adilma.
Na Série Ouro +45 Masculino, Toledo terminou a competição na 8ª colocação geral. Já no Feminino +45, a equipe alcançou um expressivo 5º lugar, mesmo jogando com atletas da categoria 60+. No Masculino 58+, o município também ficou em 8º lugar, enquanto o Feminino 58+ encerrou sua participação na 9ª colocação, ficando muito próximo da classificação.
Apesar da competição nacional, a rotina dos atletas segue intensa. Conforme a coordenação, a semana seguinte ao retorno foi de descanso parcial, mas os treinamentos já estão em andamento.
“Descanso, para nós, praticamente não existe. Com os atletas, muito menos. Já temos uma competição marcada para o dia 22 de fevereiro, em Guaíra, então eles seguem na ativa, inclusive treinando vôlei de praia”, explicou Adilma.
O diretor do Departamento do Idoso da SMEL, Wellington Silveira, também acompanhou a delegação na viagem a Sorriso e destacou o comportamento exemplar dos atletas durante todo o período fora de casa.
“Foi uma viagem longa, cerca de 30 horas, mas muito tranquila. Eles se comportaram muito bem, foi um grupo muito unido. Conversamos bastante durante a viagem, jogamos baralho nos momentos de descanso e tudo aconteceu de forma leve e organizada”, relatou.
Para Wellington, o maior valor do projeto vai além das quadras.
“Essas pessoas poderiam estar em casa, descansando ou cuidando dos netos, mas escolheram fazer atividade física, viajar, competir e conviver. Além da saúde física, isso trabalha muito a questão social e emocional. Eles se sentem atletas, pertencentes a um grupo, e isso é extremamente importante”, destacou.
Segundo ele, muitos participantes não tiveram vivência esportiva na infância ou juventude e descobriram o esporte apenas na maturidade.
“Muitos dos nossos atletas não eram atletas antes. Se descobriram agora, e isso dá um ‘up’ enorme na autoestima. Eles deixam aquela ideia de isolamento ou de que a idade impede qualquer coisa. Longe disso”, completou.
Adilma explicou que ela atua na coordenação do projeto, enquanto os treinamentos são conduzidos pelos professores Vando e Alice. O professor Vando trabalha as modalidades esportivas em geral, enquanto a professora Alice é responsável pelo vôlei no escuro, uma modalidade adaptada em que uma lona divide a quadra, impedindo que os jogadores vejam o que acontece do outro lado.
“É uma modalidade muito interessante e inclusiva. O vôlei no escuro é praticado por atletas com 70 anos ou mais. Temos pessoas com 80, 84 anos jogando, treinando e acompanhando o ritmo das atividades”, explicou Adilma.
Wellington Silveira e Adilma Boffo. Foto: Gazeta de Toledo
Além do vôlei adaptado, o Departamento da Pessoa Idosa oferece uma ampla gama de atividades em Toledo. Entre elas estão pilates, ginástica, treinamento funcional, bocha feminina, além de atividades para iniciantes, respeitando o nível técnico e as condições físicas de cada participante.
“Quem está começando não entra direto com a equipe de competição. Existe um trabalho específico para iniciantes, justamente para que todos possam evoluir com segurança”, reforçou Wellington.
A prática regular de atividade física também auxilia no controle de dores e na melhora da qualidade de vida.
“Dor faz parte, em qualquer idade. Se a pessoa muda o exercício ou fica muito tempo sem se movimentar, vai sentir. O importante é não parar. O fortalecimento muscular ajuda muito, principalmente na região das costas”, explicou Adilma.
Carnaval da Pessoa Idosa
Além do esporte, a integração social também é prioridade. No dia 11 de fevereiro, a partir das 14h, será realizado o 1º Carnaval da Pessoa Idosa, voltado exclusivamente ao público idoso. O evento acontece no Grupo Querência Amada, no espaço do CTG Jardim Porto Alegre, e contará com marchinhas antigas, em parceria com a Secretaria da Cultura, além da escolha do rei e da rainha do carnaval.
“Manter os idosos ativos é fundamental. Não só com esporte, mas com convivência, lazer e cultura. Esse carnaval foi pensado especialmente para eles”, destacou Wellington.
As atividades esportivas seguem abertas à comunidade. Para os iniciantes, os treinos acontecem às segundas e quartas-feiras, às 13h30, no Campus II da Unipar, no Centro. Basta comparecer e procurar a equipe no local.