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Vereadores aprovam por unanimidade a cassação de Dudu Barbosa e Bozó. Geraldo e Genário assumem.

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Toledo entra para a história política com um fato inédito e lamentável: pela primeira vez, em sua 18ª Legislatura, dois vereadores tiveram seus mandatos cassados pela Câmara Municipal.

A marca negativa ganha ainda mais peso pela gravidade das acusações envolvendo o caso, relacionado ao crime de concussão — quando um agente público exige vantagem indevida utilizando-se da função que exerce.

Ao longo da história do Legislativo toledano, já houve casos de vereadores que optaram pela renúncia diante de denúncias e investigações. Porém, cassações aprovadas em plenário nunca haviam ocorrido até agora.

Em sessão suplementar, os Projetos de Resolução nºs 14 e 15 foram aprovados por unanimidade pelos 13 vereadores presentes, entre os 16 parlamentares habilitados a votar. A votação demonstrou que, independentemente de posicionamentos políticos, prevaleceu o entendimento de que a Câmara precisava dar uma resposta firme à população.

Também pesaram na decisão o avanço das investigações e o posicionamento da Justiça Criminal, fortalecendo o sentimento popular de que os envolvidos não poderiam continuar representando a sociedade dentro do Legislativo.

O episódio deixa uma ferida na imagem da Câmara de Toledo, mas também estabelece um recado claro: o mandato popular não pode servir de instrumento para práticas incompatíveis com a ética e a confiança pública.

Conheça os suplentes que devem assumir as cadeiras na Câmara de Toledo

Com a perda dos cargos dos vereadores cassados, dois suplentes devem assumir vagas na Câmara Municipal de Toledo. Confira quem são os novos parlamentares convocados:

Geraldo Weisheimer

Geraldo Hardi Weisheimer, conhecido como Geraldo Weisheimer, nasceu em Arroio do Meio, em 21 de setembro de 1967. Filho de Ervino Amandio Weisheimer e Diva Weisheimer, chegou a Toledo ainda na infância, em 1971, passando a construir sua trajetória no distrito de Bom Princípio do Oeste.

Produtor rural, Geraldo atua fortemente nas causas comunitárias e foi um dos idealizadores da criação do Distrito de Bom Princípio do Oeste. Ao longo dos anos, presidiu diversas vezes a Associação de Moradores da comunidade e participou da organização do plebiscito que oficializou a criação do distrito, em maio de 2015.

Defensor da seriedade e do comprometimento no serviço público, disputou uma vaga na Câmara Municipal em 2016, ficando como suplente pelo PDT. Nas eleições de 2020, concorreu pelo PL e conquistou 822 votos.

Professor Genário

Genário Mendes de Oliveira, conhecido politicamente como “Professor Genário”, é natural de Icaraíma e atua em Toledo como professor do Ensino Médio.

Candidatou-se a vereador nas eleições de 2020 pelo Patriota, recebendo 401 votos e tornando-se terceiro suplente do partido. Sua convocação ocorreu após a licença do então vereador Marcelo Marques e a desistência dos suplentes anteriores em assumir a vaga.

Professor Genário tem 53 anos, é solteiro e adotou o nome parlamentar “Professor Genário” durante sua atuação política. Reconhecido pela ligação com a educação, representa o segmento do magistério e das pautas ligadas ao ensino público no município.

“Cometer um erro é humano, mas permanecer nele é burrice.”

A frase resume bem a postura do vereador Sergio Japonês diante de um dos episódios mais graves da história recente da Câmara de Toledo. Inicialmente, na Comissão de Constituição e Justiça, o parlamentar votou contra a cassação dos vereadores envolvidos no chamado “kit propina”.

Porém, diante dos fatos, da pressão legítima da população e também da decisão da Justiça Criminal, Sergio Japonês teve a humildade de rever sua posição. No plenário, mudou seu voto e contribuiu para a cassação dos dois vereadores, atendendo aquilo que grande parte da sociedade esperava: uma resposta firme do Legislativo contra práticas que ferem a confiança pública.

Mais importante do que insistir em um posicionamento equivocado, é ter coragem de reconhecer a realidade e agir de acordo com o interesse coletivo. No fim, prevaleceu a vontade do povo: os envolvidos ficaram fora da Câmara.

Cadê a “faceirice”?

Bastava uma nota deste colunista e já apareciam os “assessores faceiros”, especialistas em defender o indefensável. Era bajulação em nível olímpico.

Mas bastou sair a sentença condenatória e os valentões digitais desapareceram mais rápido que promessa de campanha.

As línguas afiadas voltaram correndo para o casco do silêncio.

Quão grande és, ó verdade

Tinha vereador que já ensaiava voto para salvar os colegas do “kit propina”. Alguns até com discurso pronto.

Mas a sentença judicial caiu minutos antes e fez muito “corajoso” reencontrar a consciência na velocidade da luz.

No fim, a Justiça desmontou o teatro e evitou que muita gente entrasse para a história política montada no cavalo da vergonha.

O castelo desmoronou

A turma que se reuniu na segunda-feira, bem cedinhopedia reforço policial para votar contra a cassação esqueceu de combinar com a Justiça.

Enquanto armavam o discurso de proteção aos vereadores, saiu a sentença condenatória e desmontou toda a encenação.

E o “Odorico Paraguaçu” da sessão ainda conseguiu piorar tudo: falou demais, atacou Zanetti, esqueceu de defender os clientes e acabou levando puxão de orelha até da plateia.

Foi o retrato perfeito do desespero.

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