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“Velhinhos dos Willys” de Toledo percorrem 8 mil km e cruzam a Amazônia em expedição até Parintins (AM)

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Grupo “Velhinhos dos Willys”, de Toledo, durante a expedição de cerca de 8 mil quilômetros até Parintins (AM), cruzando diferentes regiões da Amazônia. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

Grupo de jipeiros de Toledo, todos com mais de 60 anos, enfrentou estradas de terra, rios em uma jornada marcada por desafios e histórias de aventura

Os “Velhinhos dos Willys”, grupo de jipeiros de Toledo, realizaram uma expedição pela Amazônia com cerca de 8 mil quilômetros percorridos, passando por diferentes estados até chegar à região de Parintins (AM).

Valdir DallAgnol (o Chicão), sócio Veteran Car Club de Toledo representou a Associação na viagem.

O Mauro Cittadin (Jeep 1962) e o Aroldo Maximize (Rural 1956) também ajudam a contar suas histórias.

TRAJETO – A viagem fez parte de uma série de expedições organizadas pelo grupo, formado por entusiastas de veículos antigos, todos com mais de 60 anos. O percurso incluiu trechos de estrada, travessias por balsa e áreas de difícil acesso na floresta amazônica, com passagem por regiões como Manaus e o interior do Amazonas.

Durante o trajeto, os participantes enfrentaram desafios típicos da região, como estradas de terra, chuvas intensas, trechos isolados e longas distâncias sem estrutura, além do contato direto com a natureza amazônica.

O grupo destacou a experiência como uma oportunidade de vivenciar o Brasil profundo, reforçando o espírito de aventura e a valorização do turismo interno. A expedição também reuniu relatos, registros fotográficos e histórias ao longo do caminho, especialmente na chegada a Parintins, um dos pontos mais marcantes da viagem.

Os veículos dos “Velhinhos dos Willys”, de Toledo, durante parada em um posto de combustíveis ao longo da expedição de 8 mil quilômetros pela Amazônia, rumo a Parintins (AM). Foto; arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

AVENTURA – Chicão, companheiro de viagem de Mauro, conta que em um encontro, o grupo decidiu fazer uma viagem saindo da região do Lago Municipal (Parque Ecológico Diva Paim Barth) rumo a Manaus (AM), seguindo até Parintins e retornando por uma rota pela selva até Itaituba, em uma experiência considerada marcante pelos participantes.Ele relata que o grupo é formado por pessoas com mais de 60 anos, que mantêm a paixão por carros antigos e continuam participando ativamente das atividades.

Um dos destaques foi a presença do patriarca do grupo, com quase 80 anos, que participou da viagem com uma Rural 1956. Segundo ele, a proposta do grupo é manter o espírito de aventura independente da idade, valorizando a disposição e o entusiasmo dos participantes.

“Idade para nós não tem limite. O nosso limite é o horizonte”, resumiu Chicão.

RURAL – O dono da Rural é o empresário Aroldo. Ele realizou a viagem conduzindo o veículo tanto na ida quanto na volta. A Rural de cor verde é carinhosamente chamada de Mad Maria.

“O veículo possui uma história ligada ao antigo proprietário, conhecido como “Kini”. Segundo o relato, ele utilizava a Rural em eventos de rally e era o responsável pela denominação do veículo. Após o falecimento do proprietário, o veículo foi adquirido, restaurado. Foi acrescentado no para-brisa traseiro uma foto do antigo dono com a Rural original, em homenagem à sua história. Ele tinha o sonho de realizar uma viagem até Manaus, o que não chegou a acontecer em vida. A imagem dele foi levada na expedição como forma de homenagem. A viagem até Manaus e o retorno foram concluídos conforme planejado”, relata Aroldo.

JEEP 1962 – Mauro Cittadin  também confirma que realmente foi uma grande aventura. A expedição foi realizada em um Jeep modelo 1962. A experiência de viajar com o veículo, com a lona batendo na orelha — como sabem aqueles que já andaram de Jeep — foi descrita como inesquecível e marcada pela sensação de liberdade.

Segundo ele, já foram realizadas diversas viagens semelhantes, somando mais de 100 mil quilômetros percorridos pelo Brasil. Mauro destacou a importância de conhecer o país antes de viajar ao exterior, ressaltando as belezas naturais brasileiras.

Entre as experiências mais marcantes, foi citada a travessia pela chamada “Estrada do Estanho”, antiga rota de mineradoras atualmente abandonada. “O grupo tentou percorrer o trajeto até a Transamazônica, mas precisou desistir devido às fortes chuvas, que alagaram o caminho com correnteza intensa. Para contornar a área e seguir até o destino, seria necessário percorrer um desvio de aproximadamente 600 quilômetros”.

Jeep conduzido por Mauro Cittadin enfrentou trechos de estrada de terra, travessias e áreas de difícil acesso na floresta amazônica. Foto: arquivo pessoal

BR-319 – Na sequência, a expedição seguiu pela BR-319 até Manaus, de onde embarcou em uma balsa rumo a Parintins e depois seguiu para Itaituba, entrando em áreas de selva profunda.

Durante o percurso, foram relatados cerca de 300 a 400 quilômetros em região de mata, sem encontrar outras pessoas, com a necessidade de remover árvores caídas da estrada. Também foram avistados animais silvestres, como cutias, veados e pacas.

Conforme Mauro, o grupo também visitou a Cachoeira do Aruará, localizada no coração da Amazônia, descrita como um local remoto, sem estradas ou construções, acessível apenas por navegação ou trilhas.

“No total, a expedição teria somado cerca de 8 mil quilômetros. O percurso é feito em ritmo tranquilo, com paradas ao final do dia para descanso”.

Sobre novas viagens, foi informado que há planos para novas expedições, possivelmente mais desafiadoras, incluindo novos participantes e adaptação de roteiros.

Mauro recorda que a primeira expedição ocorreu em 2016, em período de muita poeira nas estradas, com necessidade constante de uso do limpador de para-brisa.

Pontos mais marcantes da viagem realizada pelos aventureiros de Toledo. Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

DESAFIO – “O pessoal do Willys está sempre no desafio. Nossa parada só acontece quando a gente morre”, enaltece Chicão.

Questionado sobre o veículo utilizado na viagem, ele relata: “Fui de parceiro com o Mauro Cittadin. Em cada carro vão duas pessoas”.

Sobre a condução, explicou: “Um pouco, mas eu não gosto muito de dirigir. Prefiro curtir a natureza. Ele dirige mais, é mais eficiente nisso”.

Ao ser indagado sobre o que mais chamou atenção na expedição, afirmou: “Tudo. O brasileiro precisa conhecer a Amazônia. É fantástica, tem muita coisa para ver”.

Ele também destacou: “O brasileiro pensa em viajar para fora, mas deveria conhecer o Brasil primeiro. A Amazônia traz novidade todo dia, é uma emoção constante. Até a forma de dormir, onde dormir… é uma experiência só para corajosos. Eu continuo desafiando o Nelso Bassani para ir, mas ele ainda não foi. Tem muita gente que a gente convida e não vai. Estamos até pensando em fazer uma aventura de Fusca. O pessoal do Willys tem mais de 60 anos, todos acima dessa idade, e mesmo assim encaramos essas expedições. A gente deixa as empresas com os sucessores e vai viver essas aventuras. O seu Aroldo, o Mauro, todos fazem isso. O seu Aroldo, por exemplo, já tem quase 80 anos e é um exemplo de vida”, conta Valdir DallAgnol (Chicão).

Nelso Bassani, integrante do Veteran Car Club de Toledo, disse que está analisando participar dessa aventura. Ele reforça que 6⁰ Encontro Internacional de Veículos Antigos será realizado em Toledo, dias 17 e 18 de abril de 2027.

“Eu quero aproveitar a oportunidade para parabenizar os “Velhinhos do WIlys”. Agradecer ao nosso amigo Chicão, sócio do Veteran, que representou o grupo, ao Mauro e ao Aroldo. Parabéns pela aventura”.

Momento de confraternização entre amigos durante a expedição dos “Velhinhos dos Willys”, de Toledo, marcada por aventura, histórias e espírito de companheirismo ao longo da viagem pela Amazônia. Foto: arquivo pessoal
Retorno dos “Velhinhos dos Willys” a Toledo, com os veículos estacionados no Largo São Vicente de Paulo, após a expedição de 8 mil quilômetros pela Amazônia, marcada por aventura e confraternização entre amigos. Foto: Gazeta de Toledo

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